Caboclos – Desmistificando Entidades

CABOCLOS: espíritos de índios Brasileiros e sul americanos, que trabalham na caridade como conselheiros, nos ensinando a amar o próximo e a natureza, e tem como principal missão o ensinamento da espiritualidade e o encorajamento da fé, pois é através da fé que tudo se consegue.

Usam em seus trabalhos ervas que são passadas para banho de limpeza e chás para a parte física, ajudam na vida material com trabalhos de magia positiva, que limpam a nossa aura e proporcionam uma energia que irá nos auxiliar para que consigamos nosso objetivo. Trabalham no encorajamento do espirito.

Os Caboclos de umbanda são entidades simples e através da simplicidade passam credibilidade e confiança. Através dos pontos riscados que são realizadas limpezas e evocações de Elementais e orixás para diversos fins.

Seus trabalhos de magia costumam usar: Pembas (giz de várias cores imantadas na energia de cada orixá), velas, essências, flores, ervas, frutas, charutos e incenso. Todo esse material será disposto acima da mandala ou ponto riscado para direcionar o trabalho.

*Quando fazemos oferendas de pratos de comida, não é para a entidade comer. A energia que emana daquela comida é transmutada e utilizada para o trabalho em favor do consulente. Da mesma forma que o charuto que a entidade está fumando é usado para a limpeza do consulente, através da fumaça e das orações.

Outros tipos de CABOCLOS: São geralmente espíritos de civilizações primitivas, índios (incas, maias, astecas). Foram espíritos de terras recém-formadas e descobertas. Formaram sociedade (tribos, aldeias), com perfeita organização estrutural. Tudo era fabricado por eles, desde o cultivo dos alimentos até a moradia.

Como foram primitivos conhecem bem o que vem da terra. Ensinam a importância das ervas e dos alimentos assim como a sua utilização.

Costumam usar durante as giras, penachos e fumam charutos. Falam de forma rustica, mostram através de sua dança muita beleza, própria dessa linha.

Seus “brados” representam uma senha entre ele. Cumprimentos e despedidas são feitos com esse som.

A DIFERENÇA ENTRE OS CABOCLOS ESTÁ NOS LUGARES QUE ELES PERTENCEM. DANDO ORIGEM OU HABITAT NATURAL.

guerreiro
Pintura feita por Sheila Freitas Valério da Silva – Itajaí/SC

CABOCLO DA MATA: Viveram mais próximo da civilização ou conviveram com ela.

CABOCLO DA MATA VIRGEM: Viveram mais interiorizados, sem nenhum contato com outros povos.

ESPECIALIDADE DOS CABOCLOS:

1º = curandeiros, rezadeiros, guerreiros, agricultores, parteiras entre outros.

2º = A força da natureza que os rege.

Assim como os pretos velhos eles podem dar passe, consulta e corrente de energização, sua prática da caridade se da principalmente com manipulação. (preparo de remédios feito com ervas, emplastos, compressas e banhos em geral).

Caboclos de Oxum: Geralmente são suaves ou costuma rodar, a incorporação acontece primeiro ou quase simultâneo no coração.

Trabalham mais para a ajuda de doenças psíquicas, como: depressão, desanimo, entre outras. Passe de dispersão quanto de energização. Aconselham muito, tendem a dar consultas que façam pensar. Seus passes quase sempre são de alivio emocional.

Caboclos de Ogum: Sua incorporação é mais rápida e compactada ao chão, não rodam. Consultas diretas, geralmente gostam de trabalho de ajuda profissional. Seus passes são na maioria das vezes para doar força física, animo.

Caboclos de Yemanjá: Incorporam de forma suave, porém mais rápido que o de OGUM, roda muito chegando a deixar o médium tonto.

Trabalham geralmente para desmanchar trabalho, com passes, limpeza espiritual, conduzindo essa energia para o mar.

Caboclos de Xangô: São guias de incorporação rápida e contida, geralmente arriando o médium no chão.

Trabalham para emprego, causas na justiça, imóveis e realização profissional. Aplicam passes de dispersão e são diretos para falar.

Caboclos de Nanã: Assim como os pretos velhos, são mais raros, mas geralmente trabalham aconselhando, mostrando o carma e como ter resignação. Sua incorporação é igualmente contida, pouco dança.

Dão passes onde levam EGUNS (espíritos) que estão próximos.

Caboclos de Inhasã: São rápidos e deslocam muito o médium. São diretos para falar e rápidos também. Geralmente pegam a pessoa de surpresa.

Geralmente trabalham para emprego e assuntos de prosperidade, pois tem grande ligação com XANGÔ. No entanto sua maior função é o passe de dispersão.

Caboclos de Oxalá: São compactados para incorporar e se mantem localizado em um ponto do terreiro sem se locomover muito. Quase não trabalham com consultas, geralmente dando passe de energização.

Caboclos de Oxóssi: São os que mais se locomovem, são rápidos e dançam muito.

Geralmente são chefes de linha. Trabalham com banhos e defumadores, não possuem trabalhos definidos.

Caboclos de Obaluaiê: Sua incorporação parece com o de preto velho, locomove-se apoiado em cajados. Movimenta-se pouco.

São raros, pois são espíritos dos antigos “bruxos” das tribos indígenas. São perigosos, por isso só filhos de OMOLÚ de primeira coroa possuem esses caboclos.

Fazem trabalhos de magia para vários fins.

OMOLÚ: O responsável pela translação da morte. Orixá da terra é através dele que a terre recebe os corpos dos mortos.

Link: http://www.vetorial.net/~rakaama/o-omulu.htm

 

Conforme a mitologia Iorubá, Obaluaiê é filho de Nanã (a lama primordial de que foram feitas as cabeças – Ori – humanas) e Oxalá, tendo nascido cheio de feridas e de marcas pelo corpo como sinal do erro cometido por ambos, já que Nanã seduzira Oxalá, mesmo sabendo que ele era interditado por ser o marido de Iemanjá.

Ao ver o filho feio e malformado, coberto de varíola, Nanã o abandonou à beira do mar, para que a maré-cheia o levasse. Iemanjá o encontrou quase morto e muito mordido pelos peixes, e, tendo ficado com muita pena, cuidou dele até que ficasse curado. No entanto, Obaluaiê ficou marcado por cicatrizes em todo o corpo, e eram tão feias que o obrigavam a cobrir-se inteiramente com palhas. Não se via de Obaluaiê senão suas pernas e braços, onde não fora tão atingido. Aprendeu com Iemanjá e Oxalá como curar estas graves doenças. Assim cresceu Obaluaiê, sempre coberto por palhas, escondendo-se das pessoas, taciturno e compenetrado, sempre sério e até mal-humorado.

Um dia, caminhando pelo mundo, sentiu fome e pediu às pessoas de uma aldeia por onde passava que lhe dessem comida e água. Mas as pessoas, assustadas com o homem coberto desde a cabeça até os pés com palhas, expulsaram-no da aldeia e não lhe deram nada. Obaluaiê, triste e angustiado, saiu do povoado e continuou caminhando pelos arredores, observando as pessoas. Durante este tempo, os dias esquentaram, o sol queimou as plantações, as mulheres ficaram estéreis, as crianças cheias de varíola e os homens doentes. Acreditando que o desconhecido coberto de palha amaldiçoara o lugar, imploraram seu perdão e pediram que ele novamente pisasse na terra seca.

Ainda com fome e sede, Obaluaiê atendeu ao pedido dos moradores do lugar e novamente entrou na aldeia, fazendo com que todo o mal acabasse. Então homens os alimentaram e lhe deram de beber, rendendo-lhe muitas homenagens. Foi quando Obaluaiê disse que jamais negassem alimento e água a quem quer que fosse, tivesse a aparência que tivesse. E seguiu seu caminho.

Chegando à sua terra, encontrou uma imensa festa dos orixás. Como não se sentia bem entrando numa festa coberto de palhas, ficou observando pelas frestas da casa. Neste momento, Iansã, a deusa dos ventos, o viu nesta situação e, com seus ventos levantou as palhas, deixando que todos vissem um belo homem, já sem nenhuma marca, forte, cheio de energia e virilidade. E dançou com ele pela noite adentro. A partir deste dia, Obaluaiê e Iansã se uniram contra o poder da morte, das doenças e dos espíritos dos mortos, evitando que desgraças aconteçam entre os homens.

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