Desmistificando Entidades

FALANGES: São agrupamentos de espíritos afins que possuem a mesma vibração. Pretos Velhos, Caboclos, Exus, Crianças, Boiadeiros, Ciganos, Orientais e mestres que trabalham na cura.

BOIADEIROS: São espíritos que em vida trabalhavam com gado, estas entidades trabalham da mesma forma que o caboclo. Usam canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples nas fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem, e passando como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força de vontade de conquistar.

Nos seus trabalhos usam velas, pontos riscados e rezas fortes.

Guiando suas boiadas, depois de desencarnados muitos destes bravos homens aceitaram trabalhar na Umbanda, agora,  ao invés de laçar e guiar para um local boi e vacas. São espíritos mais endurecidos, obsessores (kiumbas), vampiros astrais entre outros…

Essa entidade é muito requisitada em trabalhos de desobsessão, pois laçam esses obsessores e levam eles para o local de seu merecimento (cuidados nas colônias espirituais ou de volta as camadas inferiores). Segundo pesquisa de Estudiosos de teologia umbandista foi relatado que existem algumas “categorias” de boiadeiros, entre elas:

Boiadeiros laçadores e Boiadeiras (mulheres) boiadeiros que, quando estão em terra giram o braço como se estivessem com um laço na mão (e realmente estão!), são estes os boiadeiros que laçam os kiumbas. Elas desempenham o mesmo papel que os homens, porém em quantidade quase rara em centros, visto que em épocas remotas mulheres não assumiam com frequência essa profissão em vida.

Boiadeiros de berrantes: boiadeiros que, quando em terra costumam soltar um brado forte e vibrante, estes com seu brado, afastam os kiumbas e dissolvem qualquer miasma de negatividade que possa estar ou no local ou com alguém que esteja no local. Usam sua  entonação de voz  quando incorporados  dando a ideia do som do berrante,o instrumento usado espiritualmente.

Alguns nomes de boiadeiros: Zé do laço, Capitão do mato, Zé vaqueiro, Cerca viva, chicote bravo, Zé do berrante, Maria do laço, Boiadeira das matas, entre tantos…

A Linha de Boiadeiros é sustentada, num dos seus Mistérios, pelo Orixá Ogum. Por isso, eles são verdadeiros “soldados” que vigiam tudo o que acontece dentro do campo da Lei Maior, estando sempre prontos a acudir os necessitados.

Quando um Boiadeiro da Umbanda gira no ar o seu laço, ele está criando magisticamente, dentro do espaço religioso do Terreiro, as ondas espiraladas do Tempo, que irão recolher os espíritos perdidos nas próprias memórias desequilibradas e/ou irão desfazer energias densas acumuladas no decorrer do tempo.

CANGACEIROS: Dentro da Linha de Boiadeiros, em algumas Casas também se manifestam os “Cangaceiros”, simbolizando os espíritos daqueles que em recente encarnação viveram no sertão e lutaram contra grandes injustiças sociais.

Ocorre que os “cangaceiros” do sertão brasileiro de fato surgiram, em meados dos anos 1920, para defender as populações humildes dos maus tratos e desmandos dos “coronéis” e demais detentores do poder material, que massacravam os menos favorecidos, tomando-lhes muitas vezes até as mulheres, os poucos bens e a dignidade pessoal. Esses homens “poderosos” mandavam e desmandavam, pois se achavam acima das leis humanas e, por certo, não conheciam ou não respeitavam as Leis Divinas. E os “cangaceiros” (Lampião e seu “bando”, os mais famosos) representaram, à época, um movimento popular de revolta e combate a tais desmandos.

Enfim, o temperamento combativo desses espíritos de certa forma foi-se agrupando à Linha dos Boiadeiros e eles começaram a se manifestar para trabalhar, nos Terreiros de Umbanda que os acolhiam. Não são “bandidos e malfeitores”, mas espíritos que têm identificação com o Arquétipo do sertanejo forte e destemido.

E de certa forma seu trabalho espiritual de resgate serve para saldar os carmas pelas vidas tiradas em vivencias anteriores, onde tem como missão resgatar seus aniquilados.

MARINHEIRO: Essa linha engloba espíritos que trabalham no auxílio a encarnados e desencarnados, a partir do seu magnetismo aquático e de seus conhecimentos sobre a manipulação do Mistério das Águas.

Conseguem interferir na energia dos consulentes encarnados,devido a grande quantidade de água concentrada em seu corpo físico.

Nela se apresentam espíritos que em últimas encarnações foram marinheiros de fato, navegadores, oficiais, pescadores, povos ribeirinhos, canoeiros, piratas etc.

É o arquétipo do homem litorâneo, daquele que sobrevive do mar e dos rios.

A Linha dos Marinheiros tem a Regência direta dos Orixás Yemanjá e Omolú.

Yemanjá rege “a parte de cima” do mar e Omolú rege “a parte de baixo”.

Yemanjá rege o mar (“calunga grande”) e dá sustentação e amparo aos espíritos que nele viveram de forma positiva, extraindo de suas águas recursos para alimentar vidas.

Omolú rege a terra (“calunga pequena”) e sustenta o eterno vai-e-vem das águas. Mas também atrai para os seus domínios os espíritos que se utilizaram do mar de forma negativa, alimentando apenas seus instintos inferiores.

Ao incorporar em seu médium, o Marinheiro “bambeia”, ele se movimenta como quem se equilibra no tombadilho de um navio ou de um barco em alto mar. Desta forma, ele libera energias em formas onduladas, é através dos seus “balanços” que lembram os movimentos de uma pessoa embriagada.

Os “balanços” dos Marinheiros liberam ondas de forte magnetismo aquático que desagregam acúmulos negativos de origem externa e interna, equilibram nosso emocional e mental e nos dão condições de gerar coisas positivas em nossas vidas. Vale lembrar que as águas simbolizam as nossas emoções e estão ligadas à origem da vida.

A Linha atua preferencialmente na diluição de cargas trevosas e em trabalhos voltados para a cura emocional do consulente, muitas vezes com a ajuda de seres Elementais da Água que são atraídos com tal propósito. O contato com esses seres realiza uma potente limpeza em nosso campo magnético, uma verdadeira “explosão” de energia equilibradora. Os Marinheiros são Magos dos Mistérios Aquáticos.

Os Marujos lidam com os consulentes de forma simpática e extrovertida, “quebrando o gelo” e deixando o assistido muito à vontade, o que facilita a recepção dessas energias equilibradoras e curadoras.

Além dos trabalhos de descarrego e quebra de magias negativas, dão consultas e passes. Costumam ir direto ao ponto, sem rodeios. Mas sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo.

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Algumas vezes, ao incorporar, os Marinheiros precisam tomar alguma bebida alcoólica para não prejudicar o físico do médium. Como se explica isso?

 Acontece que o nosso organismo queima ou consome energia; e o álcool produzido pelos amidos que ingerimos sustenta essa queima.

No caso, sem ingerir a bebida, o magnetismo da Entidade absorverá muito do álcool do corpo do médium, prejudicando suas funções.

Quando espíritos regidos por magnetismos densos (água, terra e fogo) incorporam, eles precisam ingerir alguma bebida alcoólica, para não consumir aquele álcool do corpo do médium. Caso contrário, irão paralisar o organismo do médium em algumas de suas funções.

O uso da bebida dá fluidez e volatilidade às vibrações desses espíritos, expande seus campos magnéticos e possibilita a estabilização e o equilíbrio nas incorporações

SEREIAS: as Sereias são seres que vivem nas Dimensões Aquáticas do Plano Encantado da Vida. Manifestam-se na Umbanda dentro da chamada Linha do Povo do Mar, sob a regência do Orixá Yemanjá.

Quando incorporam em suas médiuns, umas ficam sentadas, como que de lado, e outras ficam em pé. As que ficam sentadas movem o tronco e os braços, como se estivessem nadando e se banhando nas ondas. As que ficam em pé, tal como os Marinheiros, movem-se com passos de dança e fazem uma linda coreografia mágico-religiosa. Nesses movimentos, vão recolhendo todas as cargas energéticas negativas do ambiente, dos seus médiuns e da assistência.

São higienizadoras, têm um poder de limpeza e purificação inigualável pelas outras Linhas de Umbanda, uma vez que nos trazem de forma potencializada as Energias da Dimensão Aquática onde vivem.

O arquétipo é poderoso porque tem a sustentação dos Orixás Femininos das Águas, as Forças Primordiais da Criação.

Quando incorporam, as Sereias não costumam falar. Apenas emitem um som que parece um canto e que, na verdade, é um mantra que repetem o tempo todo.

Para os clarividentes, mostram-se como seres com um corpo metade humana e metade peixe.

Como entender isso, dentro da religião de Umbanda?

A metade humana indica que são espíritos, a metade peixe indica que se adaptaram ao meio, durante suas evoluções.

A evolução nos ensina que para caminhar sobre a terra temos que ter pernas; e que para viver na água se devem ter nadadeiras.

Seres que sempre viveram e evoluíram dentro da água também receberam de Deus tudo de que precisavam para se adaptarem ao meio a eles destinado.

A Espiritualidade Superior explica que há tantas formas de vida na Criação Divina que não devemos nos surpreender com nenhuma delas e sim, entendê-las.

Há Dimensões da Vida que são, em si, realidades plenas e destinadas a formas de vida específicas. Também há Dimensões Cristalinas, Minerais, Vegetais, Ígneas, Eólicas, Telúricas.

Há ainda Dimensões Aquáticas que não têm início ou fim; são infinitas e totalmente Aquáticas. São oceanos, só oceanos, tais como os conheceram aqui na Terra, e dentro deles há tanta vida quanto Deus a criou.

As Sereias são seres Encantados da Natureza Aquática e também estão evoluindo.

Quando se manifestam entre nós, as Sereias nos envolvem de forma intensa com seu Magnetismo Aquático, de grande força equilibradora e purificadora do nosso campo emocional, e também nos despertam o Sentido da Geração e a Criatividade.

Sereias pertencem ao Plano Encantado este que é o Quinto Plano da Vida.

Elas purificam e equilibram nosso corpo emocional porque já têm o próprio emocional purificado, equilibrado e desenvolvido. É como se trouxessem a Natureza Aquática até nós, porque são portadoras desse Magnetismo e o vivenciam o tempo todo.

As Sereias, como tudo quanto existe nos mares, são regidas por Yemanjá e a têm na conta de Mãe Divina de todas.

Servem a Divina Mãe com dedicação e amor e gostam de nós porque, após concluírem o estágio Encantado da Evolução, irão para o estágio Natural, onde também deixarão de ter o corpo de peixe, da cintura para baixo, e daí em diante terão um corpo feminino igual ao dos espíritos humanos.

As Sereias não são como nas lendas, que as descrevem como seres que atraem os pescadores e os arrastam para o fundo do mar, sumindo com eles…

Elas são Seres da Natureza Aquática, mas em seu lado espiritual, pois não pertence ao lado material. Esses espíritos híbridos (metade peixe/metade mulher) possuem formidáveis poderes que, se colocados em nosso auxílio, muito nos ajudam. Como o arquétipo já existia, em função dos mitos e das lendas, então não foi surpresa elas se manifestarem quando se canta para Yemanjá.

Na Umbanda, Yemanjá é a Regente do mar e tem sua hierarquia de auxiliares, que são: na Esquerda, os Exus, Pomba giras e Exus Mirins do mar; e na Direita, os Caboclos e as Caboclas do mar, os Marinheiros, bem como as Sereias.

No Estágio Encantado (Quinto Plano da Vida) elas são Sereias. Mas quando alcançam o Estágio Natural, no Sexto Plano da Vida, passam a ser denominadas Ninfas. As Ninfas são uma transição para um estágio posterior, quando tornarão a encantar-se e se transformarão em Iemanjás, Oxuns e Nanãs da Natureza.

Quando se reencantam e se tornam Orixás da Natureza, adquirem o direito de se manifestarem já como Mães-Orixás, em seus médiuns, aos quais amparam e conduzem em suas evoluções.

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