Suicídio, entendendo um pouco – Visão Espiritual

Fato que após o acontecimento, após o rompimento do cordão de prata, não há mais volta. O último suspiro dado, e novo despertar no mundo sobrenatural, em uma dimensão paralela. Mas o que de fato ocorre com aquelas pessoas que por segundos foram reféns de si, ou melhor de seus algozes astrais?

Sabemos que varia de ser para ser devido sua historia de vida, suas crenças, seu jeito de lidar com situações inusitadas. Fato que mesmo ele deixando a capa material, ele sofrerá para entender  o valor da vida, e voltamos no ponto importante, criação de karmas, e o novo ciclo que o universo colocará em seu destino para gerar a harmonia uma vez tirada.

Primeiro ele terá de lidar com a culpa que consumirá boa parte de um tempo atemporal em sua mente, em uma região purgatorial,  depois entender o desrespeito com a vida para aprender o valor que ela tem.

 Outra questão enfrentada que além da culpa que ele mesmo carregará virá uma sobrecarga com os julgamentos coletivos, assim quanto maior for a repercussão do suicídio e maior o tempo da discussão do assunto mais será prolongada a tortura energética da prisão que ele se colocou. O julgamento que as pessoas fazem e a forma como as notícias se espalham pelas mídias sociais na atualidade fazem com que a auto punição se amplie e ele sofre o que se conhece na Terra de homicídio doloso, quando há intenção de matar, junto ao suicídio e presunção dos atos, ou seja, responde a três crimes universais.

 O que acarreta atos insanos? Pertubações mentais, cobranças incessantes, dívidas, perder amor de alguém, etc.

No meio espiritualista aprendemos que o pertubações mentais, pensamentos vagos e obsessivos advêm de crises que nós mesmo damos abertura a um universo trevoso, cheio de seres perturbados, de baixa vibração e inúmeros inimigos de passado, onde em um pequeno espaço de tempo mal calculado nos colocamos em frias. Pensamentos negativos, dívidas que crescem, desesperos, pessoas que temos afetos nos abandonando, e aí entra um ato egoísta, tirar o milagre que Deus nos deu, a Vida.

Quando estamos para reencarnar já somos vitoriosos por temos conseguido penetrar o óvulo que nos dará um incrível oportunidade, aos longo de meses um corpo humano formará um novo corpo exclusivo pra você, este ato considerável lhe prova que um universo maior se importa com você, e traça um destino, uma família, uma vida!

Experiencias ruins todos temos, são elas que nos fazem crescer e nos dão um grande aprendizados, é errando que se aprende, fato. O que não podemos permitir é que uma experiencia ruim faça de um monte de outras oportunidades se percam em meio a devaneios energéticos, onde em outra dimensão há um vasto número de encostos torcendo para que caia no enredo destrutivo.

Para isso apresentamos alguns casos:

Memorias de Um Suicida  -Yvone A. Pereira

“Precisamente no mês de janeiro do ano da graça de 1891, fora eu surpreendido com meu aprisionamento em região do Mundo Invisível cujo desolador panorama era composto por vales profundos, a que as sombras presidiam: gargantas sinuosas e cavernas sinistras, no interior das quais uivavam, quais maltas de demônios enfurecidos, Espíritos que foram homens, dementados pela intensidade e estranheza, verdadeiramente inconcebíveis, dos sofrimentos que os martirizavam.

[…] Não havia então ali, como não haverá jamais, nem paz, nem consolo, nem esperança: tudo em seu âmbito marcado pela desgraça era miséria, assombro, desespero e horror. Dir-se-ia a caverna tétrica do Incompreensível, indescritível a rigor até mesmo por um Espírito que sofresse a penalidade de habitá-la. O vale dos leprosos, lugar repulsivo da antiga Jerusalém de tantas emocionantes tradições, e que no orbe terráqueo evoca o último grau da abjeção e do sofrimento humano, seria consolador estágio de repouso comparado ao local que tento descrever.

[…] A fome, a sede, o frio enregelador, a fadiga, a insônia; exigências físicas martirizantes, fáceis de o leitor entrever; a natureza como que aguçada em todos os seus desejos e apetites, qual se ainda trouxéssemos o envoltório carnal; a promiscuidade, muito vexatória, de Espíritos que foram homens e dos que animaram corpos femininos; tempestades constantes, inundações mesmo, a lama, o fétido, as sombras perenes, a desesperança de nos vermos livres de tantos martírios sobrepostos, o supremo desconforto físico e moral – eis o panorama por assim dizer “material” que emoldurava os nossos ainda mais pungentes padecimentos morais!

[…] A contagem do tempo, para aqueles que mergulhavam nesse abismo, estacionara no momento exato em que fizera para sempre tombar a própria armadura de carne! Daí para cá só existiam – assombro, confusão, enganosas induções, suposições insidiosas! Igualmente ignorávamos em que local nos encontrávamos, que significação teria nossa espantosa situação. Tentávamos, aflitos, furtarmo-nos a ela, sem percebermos que era cabedal de nossa própria mente conflagrada, de nossas vibrações entrechocadas por mil malefícios indescritíveis! Procurávamos então fugir do local maldito para voltarmos aos nossos lares; e o fazíamos desabaladamente, em insanas correrias de loucos furiosos! A asveros malditos, sem consolo, sem paz, sem descanso em parte alguma… ao passo que correntes irresistíveis, como ímãs poderosos, atraíam-nos de volta ao tugúrio sombrio, arrastando-nos de envolta a um atro turbilhão de nuvens sufocadoras e estonteantes!

[…] Mas o suicídio é uma teia envolvente em que a vítima – o suicida – só se debate para cada vez mais confundir-se, tolher-se, embaraçar-se. Sobrepunha-se a confusão. Agora, a persistência da auto-sugestão maléfica recordava as lendas supersticiosas, ouvidas na infância e calcadas por longo tempo nas camadas da sub-consciência; corporificava-se em visões extravagantes, a que emprestava realidade integral.

[…]Desesperado em face do extraordinário problema, entregava-me cada vez mais ao desejo de desaparecer, de fugir de mim mesmo a fim de não mais interrogar-me sem lograr lucidez para responder, incapaz de raciocinar que, em verdade, o corpo físico-material, modelado do limo putrescível da Terra, fora realmente aniquilado pelo suicídio; e que o que agora eu sentia confundir-se com ele, porque solidamente a ele unido por leis naturais de afinidade que o suicídio absolutamente não destrói, era o físico-espiritual, indestrutível e imortal, organização viva, semi material, fadada a elevados destinos, a porvir glorioso no seio do progresso infindável, relicário onde se arquivam, qual o cofre que encerrasse valores, nossos sentimentos e atos, nossas realizações e pensamentos, envoltório que é da centelha sublime que rege o homem, isto é, a Alma eterna e imortal como Aquele que de Si Mesmo a criou!

[…] Cavernas surgiram de um lado e outro das ruas que se diriam antes estreitas gargantas entre montanhas abruptas e sombrias, e todas numeradas. Tratava-se, certamente, de uma estranha -“povoação”, uma “cidade” em que as habitações seriam cavernas, dada a miséria de seus habitantes, os quais não possuiriam cabedais suficientes para torná-las agradáveis e facilmente habitáveis.

Martírio dos Suicidas – Almerindo Martins de Castro

1

2 3 4 5 6 7

No livro O Fim da Escuridão – Robson Pinheiro traz a seguinte informação:

O célebre vale dos suicidas, que ganhou notoriedade nas páginas de romances espíritas, foi totalmente reformulado, higienizado e reurbanizado. No lugar do vale de sofrimento e expurgo, construíram-se hospitais, pontos de socorro, escolas de educação do espírito e outras tantas instituições, onde hoje são acolhidos, abrigados, reeducados e instruídos aqueles que atentaram contra a própria vida. Ou seja, o chamado umbral ou plano astral está esvaziando-se e sendo gradualmente reurbanizado, a fim de abrigar comunidades mais esclarecidas, evoluídas e progressistas. (p. 83).

Mas tais transformações não se realizam do dia pra noite. Exigem trabalho e esforço e demandam tempo. O Juízo Final, como dizem alguns religiosos, não será feito em apenas um dia, mas levará um longo processo em que os espíritos serão reclassificados segundo suas consciências, processo este que no universo espiritualista é chamado de “reurbanização extrafísica”.

fonte: http://antitelejornal2.blogspot.com.br/2012/09/o-fim-da-escuridao.html

Não é porque foi reurbanizado que deixou de existir sítios purgatoriais destinados a todos os tipos de crimes!!!!

Importante destacar que há inúmeras obras sobre o assunto já na matéria, e que qualquer indicio encontrado em alguém com idéias no assunto seja dado a devida importância e que a ação seja interrompida antes..

Por isso sempre leiam, estudem, cresçam e se encaminhem no lado espiritual. O conhecimento afasta espíritos “perdidos”, ouvidos e mentes ocupadas com assuntos uteis e importantes não se deixam levar por ideias básicas e de baixa vibração que conduz a um delito e uma nova historia de sofrimento. Vale a pena  AMAR-SE!

Anúncios

Uma opinião sobre “Suicídio, entendendo um pouco – Visão Espiritual”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s