Forma –Pensamento

Segundo a Teosofia formas-pensamento são criações mentais que utilizam a matéria fluídica ou matéria astral para compor as características de acordo com a natureza do pensamento. Deste ponto de vista, encarnados e desencarnados podem criar formas-pensamento, com características boas ou ruins, positivas ou negativas. As formas-pensamento são supostamente criadas através da ação da mente sobre as energias mais sutis, criando formas que correspondem a natureza do pensamento gerado.

Mecanismo

Pensamento abstrato

C. W. Leadbeater, em seu livro Compêndio de Teosofia descreve da seguinte forma:

“Quando um homem dirige o pensamento para um objeto concreto, uma caneta, uma casa, um livro ou uma paisagem, forma-se na parte superior de seu corpo mental uma pequena imagem do objeto, que flutua em frente ao seu rosto, ao nível dos olhos. Enquanto a pessoa mantiver fixo o pensamento sobre o objeto a imagem vai permanecer, e persiste mesmo algum tempo depois. O tempo de duração desta imagem dependerá da intensidade e também da clareza do pensamento. Além disso, essa imagem é inteiramente real e poderá ser vista por aqueles que tenham desenvolvido suficientemente a visão de seu próprio corpo mental. Do mesmo modo como ocorre com os objetos, quando pensamos em um dos nossos semelhantes, criamos em nosso corpo mental o seu retrato miniaturizado. Quando o nosso pensamento é puramente contemplativo e não encerra um determinado sentimento como a afeição, inveja ou a avareza, nem um determinado desejo, como por exemplo, o desejo de ver a pessoa em quem pensamos, o pensamento não possui energia suficiente para afetar sensivelmente essa pessoa.”

Oceano de Pensamento?

“Cada pensamento produz uma forma. Quando visa uma outra pessoa, viaja em direção a essa. Se é um pensamento pessoal, permanece na vizinhança do pensador. Se não pertence nem a uma, nem a outra categoria, anda errante por um certo tempo e pouco a pouco de descarrega, se desfazendo no éter. Cada um de nós deixa atrás de si por toda parte onde caminha, uma série de forma-pensamento. Nas ruas flutuam quantidades inumeráveis. Caminhamos no meio deles.

Quando o homem momentaneamente faz o vácuo em sua mente, os pensamentos que lhe não pertencem o assaltam; em geral, porém, o impressionam fracamente. Algumas vezes, todavia, um pensamento surge e atrai a sua atenção de um modo particular. O homem comum se apodera-se dele e o considera como coisa própria, fortifica-o pela ação de sua própria força, e, por fim, o expele em estado de ir afetar outra pessoa. O homem não é responsável pelo pensamento que lhe atravessa a mente, porquanto pode não lhe pertencer. Porém, torna-se responsável quando se apodera de um pensamento e o fixa em si e depois o reenvia fortalecido.”

Pensamento egoísta

“Os pensamentos egoístas de qualquer espécie vagueiam pela vizinhança daqueles que os emitem. O corpo mental da maior parte dos homens está envolto por eles, como por uma espécie de concha. Esta concha obscurece a visão mental e facilita a formação de preconceitos. Cada forma-pensamento é uma entidade temporária. Pode-se compará-la a uma bateria elétrica carregada, esperando a ocasião de fazer a descarga. Determina sempre no corpo mental que atinge, um número de vibrações igual à sua e faz nascer um pensamento idêntico. Portanto, se as partículas desse corpo já vibram com uma certa rapidez, em consequência de pensamentos de uma outra ordem, o pensamento que chega, espera a sua hora vagueando ao redor da pessoa visada até que o corpo mental dela esteja em suficiente repouso para lhe permitir entrar. Então, descarrega-se e cessa instantaneamente de existir.”

Pensamento pessoal

“O pensamento, quando é pessoal, atua inteiramente do mesmo modo em relação à pessoa que o engendrou e se descarrega sobre ela quando a ocasião se apresenta. Quando o pensamento é mau, a própria pessoa que o gerou pode considera-lo como obra de um demônio tentador, quando, de fato, essa pessoa é o seu próprio tentador. Em geral pode-se dizer que cada pensamento produz uma nova forma-pensamento. Porém, sob o império de certas circunstâncias e a repetição constante de um mesmo pensamento, em lugar de produzir uma nova forma, funde-se com a primeira forma-pensamento e a fortifica. De sorte que o assunto, através de continuada meditação gera, muitas vezes, uma forma-pensamento de um poder formidável. Quando é má, pode-se tornar maléfico e durar muitos anos. Formas-pensamento deste tipo possuem a aparência e os poderes de uma entidade realmente viva.” Podem ser facilmente confundidas com outras entidades astrais, pois possuem uma forma e um movimento que lembra seres vivos.

Pensamento dos benfeitores

“O tipo de pensamentos tratados acima são os que nascem da mente sem nenhuma premeditação. Existem, porém, forma-pensamento elaboradas intencionalmente com o fim de auxiliar os outros. São peculiares aos benfeitores da humanidade. Pensamentos vigorosos, dirigidos inteligentemente, podem constituir um grande socorro para quem os recebe. São verdadeiros anjos da guarda; protegem contra a impureza, a irritabilidade, o medo.”

Projeções mentais coloridas que configuram – às vezes, com detalhes – as imagens produzidas pela mente.  Segundo o Espírito André Luiz: “Nas reentrâncias e ligações sutis dessa túnica eletromagnética de que o homem se entraja, circula o Pensamento, colorindo-a com as vibrações e imagens de que se constitui, aí exibindo, em primeira mão, as solicitações e os quadros que improvisa, antes de irradia-los no rumo dos objetos e das que demanda.  Aí temos, nessa conjugação de forças físico-químicas e mentais, a Aura humana, peculiar a cada indivíduo, interpenetrando-o, ao mesmo tempo que parece emergir dele, à maneira de campo ovoide, não obstante a feição irregular em que se configura, valendo por espelho sensível em que todos os estados da alma se estampam com sinais característicos e em que todas as ideias se evidenciam, plasmando telas vivas, quando perduram em vigor e semelhança, como no cinematógrafo comum. Fotosfera psíquica, entretecida em elementos dinâmicos, atende à cromática variada, segundo a onda mental que emitimos, retratando-nos todos os pensamentos em cores e imagens que nos respondem aos objetivos e escolhas, eliecedores ou deprimentes.”

André Luiz observando a psicosfera de determinado espírito sofredor, relata o seguinte: 

        Mantém fixa a ideia na herança que perdeu ao desencarnar: vasta quantidade de ouro e bens que passou à propriedade dos filhos, três rapazes que concorrem no mundo ao melhor e maior quinhão, prevalecendo-se, para isso, de juízes venais e rábulas inconsequentes.

       Percebi quadros que surgiam e desapareciam, fugazes, semelhantes às figurações efêmeras que se desprendem, silenciosas, dos fogos de artifício.
        Desses painéis que se avivavam e se apagavam ao mesmo tempo, transpareciam três jovens, cujas imagens passageiras vagueavam entre documentos esparsos, cédulas e cofres refertos de valores, como que pincelados no ar com tinta tenuíssima, que se adelgaçava e se recompunha, sucessivamente.
        Compreendi que registrávamos as formas-pensamento, criadas pelas reminiscências do nosso amigo que, decerto, na situação em que se nos apresentava, não podia, de momento, senão viver o seu drama íntimo, tal a insistência da fixação mental em que se encarcerava.

Estranhas formas-pensamento surgiam de grupo a grupo, denunciando-lhes a posição mental.

                  Aqui, dardos de preocupação, estiletes de amargura, nevoeiros de lágrimas… 

                  Acolá, obsessores enquistados no desânimo ou no desespero, entre agressivos propósitos de vingança, agravados pelo temor do desconhecido

        Vários amigos espirituais, junto aos componentes da mesa diretora, passaram a ajudá-los na predicação doutrinária, com bases no ponto evangélico da noite, espalhando, através de comentários bem feitos, estímulos e consolos.

        Fichas individuais não eram declinadas, entretanto percebíamos claramente que as pregações eram arremessadas ao ar, com endereço exato.

                  Aqui, levantavam um coração caído em desalento, ali, advertiam consciências descuidadas, mais além, renovavam o perdão, a , a caridade, a esperança

        Não faltavam quadros impressionantes de Espíritos perseguidores, que procuravam hipnotizar as próprias vítimas, precipitando-as no sono provocado, para que não tomassem conhecimento das mensagens transformadoras, ali veiculadas pelo verbo construtivo.

[28a – página 153]  – André Luiz – 1954     

Considerando que toda e qualquer ação e todo e qualquer pensamento fica registrado na memória vital do espírito e no éter-cósmico, pode-se caracterizar as formas-pensamento como concretizações de pensamentos. Por exemplo, se um homem, num ambiente de trabalho, sente inveja de um colega pelo fato de este se mostrar mais competente, mais esforçado e, portanto, mais solicitado e admirado, a inveja do primeiro “cria” no éter-cósmico uma forma-pensamento própria do sentimento. Essa forma-pensamento pode possuir forma física, como a de uma faca, de um homem morto, ou pode possuir forma indefinida, caracterizando apenas o sentimento pelo qual ela foi gerada. A forma-pensamento pode se depositar no éter-cósmico ou pode “colar-se” ao indivíduo invejado, no caso do exemplo em questão, causando-lhe prejuízos psíquicos e até físicos. Está aí a explicação científica do famoso “mau-olhado“, agouro direcionado a uma pessoa que, efetivamente, na maioria dos casos, logra prejuízos. Porém, as formas-pensamento não se resumem apenas a sentimentos baixos. Elas podem se originar de sentimentos lies, como o amor ou a benevolência. Por exemplo, uma mãe, amando profundamente seus filhos, ao assistir ao progresso dos mesmos, se enche de alegria e envia forma-pensamento benéficas a eles, que podem se caracterizar por imagens alegres como um coração, um rosto sorrindo, ou por formas indefinidas mas de cores vivazes e alegres. Também fatos e acontecimentos podem gerar formas-pensamento, como no caso de uma guerra em que muito sangue foi derramado e muitos espíritos sofreram atrozmente e pereceram. Tudo isso pode ocasionar uma grande mancha escura na região onde a guerra se sucedeu, com grande aglomerado de formas-pensamento negativas, gerando, não raro, perturbações de ordem psíquica nos próprios moradores da região, em função da grande quantidade de energias deletérias. Além disso, um determinado homem, através de seus incessantes clamores de inveja, pode, por exemplo, lançar formas-pensamento de um lugar para qualquer outro. Por invejar a casa de um amigo, por exemplo, um indivíduo manda, inconscientemente, formas-pensamento negativas para lá, e as mesmas ficam ali depositadas, gerando diversos males, de acordo com a intensidade do pensamento do emissor. Por isso, é sempre bom pedir em nossas orações ajuda àqueles que, mesmo sem querer, exercem esse maligno prejuízo aos outros, e pedir também que nossa casa, assim como nós mesmos, possamos ser limpos pelos espíritos amigos de quaisquer formas-pensamento negativas que possam ter-se depositado em nossa casa ou em nós. É importante acrescentar que somente os espíritos já evoluídos é que conseguem dar a forma e comandar com plenos poderes suas forma-pensamento; os demais espíritos as produzem inconscientemente.

 Pensamento: o construtor do carma

É da ignorância e da avidez que surge o mundo do erro, e suas causas e condições existem apenas dentro da mente, em nenhum lugar mais.

– Buda –

Como mencionei no artigo intitulado “Um caminho de paz e equilíbrio”, o pensamento trabalha o tempo todo sem cessar. Ele se desenvolve por meio de símbolos por meio da imaginação, que é a grande capacidade criadora do espírito. Através dessa capacidade criadora que todos nós, sem exceção possuímos, criamos imagens mentais, e em seguida tentamos transformá-las em palavras. Portanto, é através de símbolos que o homem pensa.

Possuímos, além de um corpo físico, outros corpos mais sutis e que trabalham em planos correspondentes, isto é, não existe somente um corpo físico e um plano físico, estes que são visíveis aos nossos olhos. Existe outros corpos e outros planos, que em outra oportunidade falaremos com maior profundidade. Podemos dizer que a vida do átomo que compõe cada um desses corpos, incluindo o físico, é o espírito, e que a matéria é seu corpo.

Toda criação de carma se inicia a partir de um pensamento, que pode ser bom ou mal, porque todo pensamento é carregado de energia e possui uma forma. Essa teoria se chama forma-pensamento. Isso pode parecer estranho num primeiro momento, mas chamo atenção do leitor para refletir e passar a se tornar um observador prático dessa teoria. A forma-pensamento é uma energia mental moldada pelo espírito, ou seja, é feita de matéria sutil em um plano sutil, constituída por átomos de matéria também sutil. Essas formas têm movimento vibratório correspondente à qualidade dos pensamentos emitidos, e que são propagados ao nosso redor.

(Como já foi dito, tudo vibra, inclusive a matéria; o que muda apenas é a frequência dessa vibração.) Possuem cor e som, mas não podemos ver ou ouvir, exceto algumas pessoas com capacidade para tal. Por meio dessas formas que criamos através dos pensamentos, atraímos para perto de nós energias correspondentes, ou seja, energias que vibram na mesma frequência desses pensamentos. Através da produção dessas formas, podemos atrair consciente ou inconscientemente aquilo que chamamos seres elementais, que são entidades independentes, vivem no mundo astral, que é o mundo das emoções, podendo ser benéficos ou maléficos, conforme a qualidade e força da vibração de cada forma pensamento que produzimos.

Esses seres, que como disse, são entidades independentes, entram na forma-pensamento atraídos pela cor, pelo som e pela vibração dessas formas que criamos. Segundo Annie Besant, uma das participantes mais ativas da Sociedade Teosófica, “… um pensamento de cólera emitirá um relâmpago vermelho, visto a forma de vibração da forma-pensamento da cólera ser tal, que produz o vermelho; este relâmpago vermelho chama a si elementais que se projetam para quem os atrai, e um deles penetra a forma-pensamento e dá-lhe uma atividade independente, de um gênero destrutivo e desorganizador”.

As formas pensamento animadas pelos elementais têm um período de vida correspondente à quantidade de energia que colocamos nela e do tempo que a alimentamos com essa energia, que se mantém através da repetição do mesmo pensamento. A partir do momento que essas formas são vitalizadas, ou seja, imbuídas de vida própria, fazem de tudo para sobreviver e se atrelam ao seu criador de forma magnética, provocando-o à repetição, que é seu alimento.

Mas como tudo foi criado e produzido pela força de nossos pensamentos e sentimentos, podemos, com o mesmo poder, criar conscientemente, através de práticas específicas, elementais angélicos, carregados da Luz Divina, que sutilmente destruirão as formas – pensamento de vibração menos elevadas.

É dessa forma que colocamos em andamento forças auto criadas povoando o mundo ao nosso redor, de desejos, paixões, impulsos, egoísmo, inveja, cólera, ou seja, criando um carma negativo. Mas também, se formos inteligentes o suficiente para entender o curso do movimento do carma, criamos elementais de amor, compaixão, afetividade, companheirismo, cooperativismo e consequentemente equilíbrio, harmonia e paz, porque, segundo a Grande Lei, estamos sujeitos ao efeito de toda causa que colocamos em movimento. Como vocês podem notar a Grande Lei é uma dádiva Divina que nos presenteia com a possibilidade de participação ativa na construção de uma vida mais plena, através do livre arbítrio.

O pensamento trabalha o tempo todo sem cessar. Ele se desenvolve através de símbolos por meio da imaginação, que é a grande capacidade criadora do espírito. Através dessa capacidade criamos imagens mentais, e em seguida tentamos transformá-las em palavras. Portanto, é através de símbolos que o homem pensa. Toda criação se inicia através do pensamento que pode ser bom ou mal, porque todo pensamento carrega energia e possui uma forma. Essa teoria é a forma-pensamento. A forma-pensamento é uma energia mental moldada pelo espírito, ou seja, é feita de matéria sutil no plano sutil (invisível aos olhos). Essas formas tem padrão vibratório correspondente à qualidade do pensamento emitido, e que são propagados ao nosso redor. Possui cor e som, mas não podemos ver ou ouvir, exceto algumas pessoas que tem capacidade para tal. Por meio dessas formas que criamos através dos pensamentos, atraímos para perto de nós energia correspondente, consciente ou inconscientemente, seres elementais, que vivem no mundo astral, das emoções, podendo ser benéficos ou maléficos, conforme a qualidade e força da vibração de cada forma-pensamento que produzimos. Um pensamento de cólera, por exemplo, emite uma cor relâmpago vermelha e chama à si elementais que se projetam para quem os atrai, e um deles, penetra a forma-pensamento e dá-lhe atividade independente, de um gênero destrutivo e desorganizador. As formas-pensamento animada por elementais têm período de vida correspondente à quantidade de energia que colocamos nela e do tempo que a alimentamos com essa energia, que se mantém através da repetição do mesmo pensamento. A partir do momento que essas formas são vitalizadas, ou seja imbuídas de vida própria, fazem de tudo para sobreviver e se atrelam ao seu criador de forma magnética, provocando-o a repetição, que é seu alimento. Mas como tudo isso foi criado e produzido pelos nossos pensamentos e sentimentos, podemos, alterar conscientemente, através de práticas específicas, elementais angelicais, carregados de luz divina, que destruirão as formas-pensamento de vibração menos elevadas. É dessa forma que colocamos formas auto criadas povoando o mundo ao nosso redor de: desejos, paixões, impulsos, invejas, cólera ou seja criando um ambiente negativo. Mas também se quisermos poderemos criar elementais de: amor, compaixão, generosidade, indulgência, tolerância, afetividade, lucidez, caridade e consequentemente equilíbrio e paz, porque segundo a “grande lei” estamos sujeitos à tudo aquilo que criamos. Através do livre arbítrio, você escolhe os pensamentos, consequentemente, gera uma vibração relativa àquela forma-pensamento correspondente, e viverá atrelada à ela até optar pela mudança. Responde pelos seus atos, arca com as consequências.

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