Síndrome de Borderline por Monique Evans

Segundo estudos universitários da USP pessoas com transtorno de personalidade Borderline apresentam um alto índice de abandono de terapia. Entender o que ocorre durante as sessões entre terapeuta e “vítima” com este tipo de transtorno de personalidade pode contribuir para evitar futuros equívocos do tratamento, aumentando as chances de continuidade do processo terapêutico e diminuindo a probabilidade de abandono da terapia. O estudo teve como objetivo identificar as variáveis que estão relacionadas ao abandono de um caso de Borderline.

Com o acompanhamento de uma terapeuta e uma cliente em algumas sessões autorizadas foi gravado em áudio, transcrito e categorizado segundo o sistema multidimensional para categorização de comportamentos da interação terapêutica. Foi feita análise sequencial de atraso. Conforme eram marcadas as sessões e realizadas as anotações e categorizações, ao entregar exercícios e testes a paciente, passava a faltar ou atrasar o próximo encontro, devido aos confrontos e solicitação de reflexão”, por vezes medo, dúvidas, fugas.

  A dificuldade em lidar com emoções eram gigantes, crises, choros, relatos de tentar tirar a própria vida…

O abandono da terapia pareceu estar relacionado a diversos fatores:

  1. a) perda de oportunidades de aprovar e solicitar reflexão e interpretar.
  2. b) não dar atenção a relatos sobre queixas de doenças, exercendo função de invalidação.
  3. c) férias prolongadas da terapeuta.
  4. d) não flexibilidade da terapeuta em fazer mais uma sessão domiciliar em um momento de crise, repetindo assim, um comportamento de invalidação.

Em outros estudos, foi detectado também que há dificuldade de diagnosticar o transtorno justamente por vir muitas vezes acompanhado de outras disfunções mentais.

No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o indivíduo apresenta um padrão instável no que se refere à relacionamentos interpessoais, autoimagem e afetos, padrões constantes de impulsividade, que estão presentes em uma variedade de contextos, tendo início na idade adulta, preenchendo cinco ou mais dos critérios aos quais será mencionado abaixo:

Há, entretanto, aquelas pessoas que não são muito previsíveis, e que por isso, podem ser consideradas como apresentando um transtorno de personalidade. A inconsistência também deve ser entendida a partir de uma análise funcional. Se, por exemplo, uma criança tem pais que ora são atenciosos, ora não, ou que às vezes afirmam o seu intenso amor, e outras a punem severamente, poderá responder às outras pessoas, enquanto estímulos, como aprendeu a responder perante seus pais em situações semelhantes. Pode inclusive, ficar sob controle de pistas que são irrelevantes (isto é, não relacionadas com os estímulos antecedentes dos comportamentos dos pais) para identificar se os pais estão irritados ou não. Ao crescer, essas mesmas pistas poderiam funcionar como estímulos discriminativos para comportamentos considerados contraditórios e confusos diante das pessoas (Parker et al, 1998).

Aqui entrará algumas analises espirituais para melhor compreensão:

A formação do “eu” (ou self)

Pessoas border não apresentam uma noção de self ou este é volúvel.

Esses estudos apontam que popularmente, acredita-se que existam dois eus, um que dirige a ação do outro. Haveria um ‘eu’, ou seja, uma força que impulsionaria o outro ‘eu’ (o que se comporta), a agir. Deste modo, observa-se a ocorrência do comportamento, e infere-se a existência de uma entidade (a força propulsora) como causa do mesmo. Essa concepção pode ser observada, por exemplo, com o termo personalidade, que é tratado como um eu que é responsável pela ocorrência de comportamentos.

Interessante destacar essa formação de duas personalidade, dois eus. Onde um controla o outro. Espiritualmente falando, há ligações no encéfalo que conectam a alma do encarnado a mente de um desencarnado, ainda há muita especulação a respeito dos motivos que são vários e singulares a cada caso. Essas ligações da massa cinzenta causam uma crise neurológica onde passa haver o mau funcionamento dos neurotransmissores e falha ou desligamento do sistema límbico. Trazendo crises de compreensão da personalidade. Assim a personalidade da vítima é aprisionada.

Nosso cérebro trabalha com adaptação que é função do ego, existem muitas formas de nos expressarmos pro mundo, porém não conseguimos ser nós mesmo em todas as situações, isso discutimos a alguns posts atrás que disponibilizaremos link abaixo.

(https://cendee.wordpress.com/2015/10/21/estados-de-consciencia-estagios-de-empoderamento/)

Algumas pessoas tem dificuldades em se adaptar as várias situações onde assimilamos a mascaras e não expomos por algum motivo nosso verdadeiro eu incluso na mente. Os que sentem dificuldade nas adaptações momentâneas entram em crise de identidade e vindo a desenvolver uma serie de sintomas uma delas a própria borderline.

As origens são várias, mas podemos esboçar um pouco sobre uma em particular, a de Monique, desde muito cedo se tornou símbolo sexual, cobiçada por centenas de pessoas, envolvida com a sexualidade a tal ponto que acarretou o complexo mundo do triplo x. Este pretendemos fazer uma nota explicativa somente dele. Mas “dando um canjinha” o triplo X é acionado por múltiplos meios, um deles a sexualidade. É uma porta que se abre quando nos interessamos pelo assunto de forma aberta explorando a área de maneira vulgar e não sagrada. O ato da procura já deu início a auto obsessão que culminara dos mais simples aos mais complexos meios de obsessão, no físico a longo prazo uma série de distúrbios se apresentará, no caso dela um dos mais graves é a TPB.

Revisto o passado, todas chegaram à conclusão que vem de distúrbio emocionais desenvolvidos na infância ou choques traumáticos.

O Desenvolvimento do Self no T.P.B.

Os clientes com diagnóstico de borderline, em geral, trazem ao terapeuta, sentimento de impotência e confusão, pois afirmam não saber quem são, do que gostam ou do que esperam da vida. Seus comportamentos (tanto públicos quanto privados) tendem a ser contraditórios entre si e mudam rapidamente. É comum desistirem do tratamento ou não aproveitarem bem a terapia. Diante de situações de escolha, tendem a ter dificuldades para tomar decisões. É frequente a tentativa de suicídio em função da intensidade do sofrimento. Muitas vezes, relatam crises de identidade.

Alguns elementos relevantes na história da vida familiar de pessoas com T.P.B. em geral, vêm de famílias que invalidavam seus relatos a respeito de suas próprias experiências, desde que eram crianças. Assim, ao relatar as suas experiências, especialmente as negativas, foram ridicularizadas, ignoradas ou era-lhes dito que não estavam sentindo raiva, por exemplo, quando, de fato, estavam. Além disso, tais famílias são constituídas por pais que habitualmente exigiram que os pensamentos, sentimentos e emoções fossem controlados, o que invalidaria as situações que a criança vivenciou como difíceis e nas quais carecia de apoio. Por fim, a criança foi punida de alguma forma, por manifestar opiniões e preferências que fossem conflitantes com as dos pais. Pode-se afirmar, portanto, que deste ponto de vista, as respostas da criança que estavam sob controle privado habitualmente não foram reforçadas positivamente, mas sim punidas, o que levou ao reforço negativo de autorretratos inadequados, pois para evitar consequências aversivas, a criança passaria a experienciar o self a partir de estímulos externos, o que a torna extremamente sensível ao humor e aos desejos dos outros.

O importante é sempre estar atento aos sintomas, a falta de controle do self e a confusão de identidade e principalmente buscar junto ao tratamento físico o auxílio espiritual para desvencilhar as energias obsessoras.

Pra finalizar um vídeo de linguagem simples onde a terapeuta traz o transtorno de forma simples e principalmente colocando o border de forma onde ele não é uma pessoa agressiva e excluida..

fonte: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1517-55452003000200004&script=sci_arttext

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