Dia de Finados – De los Muertos

Uma data mundial, um dia sagrado, como vimos no post de halloween a época de reflexão e cuidar de nossos antepassados inicia no dia 30 de outubro até concluir dia 02 de novembro.

Como podemos lidar com esta data sem baixar nosso padrão vibratório?

Como homenagear os antepassados sem trazer os que estão em sofrimento?

Fato que alguns países da América Central e Norte já sabem culturalmente como se comportar nesta data e desvencilhar a tristeza.  Com isso o México trouxe essa cultura ancestral tão forte que passou a ser conhecido no mundo todo.

As origens da celebração no México são anteriores à chegada dos espanhóis. Há relatos que os astecas, maias, purépechas, náuatles e totonacas praticavam este culto. Os rituais que celebram a vida dos ancestrais se realizavam nestas civilizações pelo menos há três mil anos. Na era pré-hispânica era comum a prática de conservar os crânios como troféus, e mostrá-los durante os rituais que celebravam a morte e o renascimento.

O festival que se tornou o Dia dos Mortos era comemorado no nono mês do calendário solar asteca, por volta do início de agosto, e era celebrado por um mês completo. As festividades eram presididas pela deusa Mictecacíhuatl, conhecida como a “Dama da Morte” (do espanhol: Dama de la Muerte) – atualmente relacionada à La Catrina, personagem de José Guadalupe Posada – e esposa de Mictlantecuhtli, senhor do reino dos mortos. As festividades eram dedicadas às crianças e aos parentes falecidos.

Segundo suas crenças os mortos vêm visitar seus parentes. (#fato) Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces preferidos dos mortos, os preferidos das crianças são as caveirinhas de açúcar. Segundo a crença popular, nos dias 1 e 2, chamados de Días de Muertos, os mortos têm permissão divina para visitar parentes e amigos. Por isso, as pessoas enfeitam suas casas com flores, velas e incensos, e preparam as comidas preferidas dos que já partiram. As pessoas fazem máscaras de caveira, vestem roupas com esqueletos pintados ou se fantasiam de morte.

Lima – Peru

Um adendo aqui, #fato se deve a realidade da situação, muitos seres atravessam o portal, os bons e os em sofrimento. O que realmente vai definir as energias que nos rondam é o preparo que estamos para esta data, suas emoções e comportamento. Por vezes os que já foram recolhidos por postos de socorro e colônias se aproximam mas diante de sofrimento acabam por afastar e por vezes não recebem a permissão, não por mérito deles, mas pela sintonia que não ocorre, ou a alguns sensitivos, na aproximação trazem lembranças, cheiros, e trazem além da saudade muita tristeza decaindo o padrão vibratório do encarnado, com a conexão desses sentimentos baixos acabam por atingir também o desencarnado, o que atrapalha a evolução espiritual. Já os que estão em sofrimento em zonas purgatoriais além de aumentar o sofrimentos de seus familiares acabam por não voltando e criando laços obsessivos com a família e também com estranhos por sintonia de pensamento, energia e comportamento.

  • Instalação artística do fotógrafo norte-americano Spencer Tunick
  • Nos Estados Unidos a tradição se infiltrou junto aos imigrantes mexicanos, com isso além de cultura se tornou arte política. Uma forma de homenagear os soldados latino-americanos que lutaram em guerras.
  • Na Europa a tradição mexicana se instalou e fortificou, em Praga a cultura mexicana é feita a risca, incluindo as caveiras de açúcar. Mas não ficou só nisso, há homenagens aos seus antepassados e distribuição de doces e brinquedos as crianças, trazendo reflexos dos rituais celtas antigos. O curioso que em algumas cidades do continente europeu após jantarem deixam alimentos a mesa oferecendo-os aos seus mortos.
  • Na Guatemala no Dia dos Mortos, as tradicionais visitas aos túmulos dos ancestrais também acontecem, durante o dia o uso de pipas gigantes também é tradição assim como o consumo de fiambre – uma comida típica –  ao qual é preparado durante o ano.

  • Já no Brasil com a mescla de seus habitantes, as culturas miscigenaram, as pessoas vão aos cemitérios e igrejas, com flores, velas e orações. O dia tem intenção de ser positivo, para celebrar os que estão mortos.
  • No Haiti, tradições vudu misturam-se com as observâncias católicas do Dia dos Mortos, como, por exemplo, barulhentos tambores e músicas são tocados por toda a noite em celebrações pelos cemitérios para acordar Baron Samedi, o senhor dos mortos, e seu descendente, o Gede.
  • Na Bolívia a data é um pouco tardia em relação ao resto do mundo, em 9 de novembro.Após 3 anos do sepultamento do familiar é permitido levar ossos ou o esqueleto por completo para seus lares, tradicionalmente, a caveira de um ou mais membros da família são mantidas em casa para tomar conta da família e protegê-la durante o ano. No dia 9 de novembro, a família coroa a caveira com flores frescas, às vezes também as vestindo com peças de roupa, e fazendo oferendas de cigarros, folhas de coca, álcool, e vários outros itens em agradecimento pela proteção durante o ano. As caveiras também são, por vezes, levadas ao cemitério central em La Paz para uma missa especial e bênçãos.
  • No continente Asiático, um país se sobressai, Filipinas. Os filipinos cultuam por partes semelhantes aos outros, fazem limpeza dos túmulos, repinturas, decoram acendem velas e fazem orações, o que os diferencia em cultura que famílias inteiras vão ao cemitério e dormem por um ou dois dias no feriado juntos aos antepassados, jogam de cartas, levam comidas, bebidas, cantam e dançam no cemitério.
  • Na Coréia, o Chuseok é um dos principais feriados tradicionais. As pessoas vão para onde os espíritos de seus ancestrais estão consagrados e fazem cultos pela manhã, visitam as tumbas de seus ancestrais imediatos para podar as plantas e limpar a área ao redor da tumba, e fazerem ofertas de comida e bebida para seus ancestrais.
  • Apesar das datas não baterem com as ocidentais, no Festival de Ching Ming que é um festival tradicional chinês ocorre normalmente por volta de 5 de abril. Juntamente com o Festival do Duplo Nove, é uma época que os chineses cuidam dos túmulos de seus ancestrais. Além do que, pela tradição chinesa, o sétimo mês no calendário chinês é chamado de mês fantasma no qual os fantasmas e espíritos saem do além para visitar a terra.
Equador

Visitar o campo sagrado (cemitério) deve ser um dia de extremo respeito, harmonia e cheio de cuidados. Saber como entrar e sair do cemitério, pedir permissão na entrada e ir primeiramente ao cruzeiro são passos importantes a ser tomados por pessoas bem esclarecidas espiritualmente.

Ritual para entrar e sair do cemitério com proteção

Importante aqui é proteger o plexo solar, coloque um algodão, faixa, esparadrapo, band-aid no umbigo.

Ao entrar no cemitério, no portão, pedir permissão com respeito aos guardiões espirituais, para que lhe deem autorização e receba proteção durante o tempo de permanência no local. A autorização por vezes a alguns podem parecer bobagem, mas os reflexos são sentidos de horas a dias após a visita. Por isso respeito sempre em primeiro lugar.

Após a entrada ir primeiramente ao cruzeiro e ascender um vela branca as alma, fazer uma oração e pedir encaminhamento delas. mesmo que muito não saibam ou acreditem, no cruzeiro ficam os senhores dos portais, os exus que conduzem as almas recém desencarnas a outras dimensões, todos sem exceção passam por eles, retratados em quadrinhos e artigos como dona morte, são eles os exus guardiões de cemitério, alguns conhecidos como os Setes que auxiliam, o ato de ascender a vela e fazer suas orações a desconhecidos faz com que o portal se fortifique e que não corra riscos de desencarnados estranhos o seguirem, pois estarão atrás da luz da vela acesa.

No terceiro passo, se dirija ao túmulo de seu ente querido, lembrando que é importante sempre seguir os caminhos (calçadas, ruas) internas até chegar ao local, e não passar por cima de outros túmulos e tentar cortar caminhos. O desrespeito faz com que a proteção se quebre e você fique a mercê de energias não salutares. Importante também aqui não deixar crianças soltas dentro do campo sagrado, saber conduzi-las e de preferência não leva-las devido a canais mediúnicos abertos na época infantil.

Quarto passo, já no túmulo de seu ente, faça seu ritual como de costume, e após a saída faça mesmo caminho da ida. passe novamente pelo cruzeiro, agradeça mentalmente e saia. A saída tem um detalhe importante, importante fazer uma oração (a de sua preferência) e dê 10 passos de costas, sendo o ultimo pra fora do portão. Agradeça aos guardiões e siga seu caminho.

Ultimo passo, roupa e sapato usados devem ser removidos assim que chegar em casa, de preferência não entrar com sapato em seu lar, leve na mão até a lavanderia e faça a limpeza, descarte a roupa para lavar e tome banho de sal grosso ou banho com ervas (pescoço para baixo), ou sabão de coco (da cabeça aos pés). Limpeza e oração para completar seu ritual seguro.

Importante fazer esse ritual em qualquer época do ano que vá ao cemitério, mas de supra importância que seja feito neste dia significativo para os desencarnados.

Aproveite o feriado!

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