HIERARQUIA DAS ENERGIAS

A partir de agora trazemos a compilação do Livro das Energias de Rubens Saraceni que nos detalha sobre a hierarquia das energias, começando pela ENERGIA DIVINA

A energia divina é original e anterior a tudo. Ela se espalha por todo o Universo, imantando a tudo e a todos. Um átomo contém essa energia; um gene também a contém; todas as galáxias são inundadas por essa mesma energia. Nada limita sua ação, pois tudo o que existe foi criado a partir dela.

A energia divina é a fonte de tudo o que está contido no Universo.

Quando dizemos que o Universo é o corpo divino, é porque assim o é. Nada existe sem Deus, e tudo o que existe está contido n’Ele. Esta energia é como um dogma.

Se observarmos longínquas galáxias, entenderemos o sentido do infinito ser divino. Umas são espiraladas, outras são aglomerados, etc., mas todas têm algo em comum: contêm estrelas, sóis, planetas, satélites, poeira cósmica, etc.

No Universo, mudam as aparências, mas a essência é sempre a mesma. Isto se deve ao fato de haver apenas uma origem. Tudo existe em função da energia divina, que a tudo origina, vivifica e sustenta.

Ela é sutil e poderosa, é geradora incessante de novos mundos, é sustentadora de tudo o que sempre existiu, e jamais deixará de existir. Ela sustenta a harmonia do Universo, assim como da menor de suas partículas.

Existem duas maneiras de percebê-la: através da contemplação, e do tato.

Ao contemplarmos a natureza à nossa volta, o espaço sideral, o firmamento estrelado numa noite clara, a maravilha que é a reprodução de uma semente, etc. Estamos visualizando um pouco dessa energia. Ela assume formas e aparências admiráveis e maravilhosas.

Ao contemplarmos uma longínqua estrela, lá ela estará, se contemplarmos o nosso semelhante, também ali ela estará, e sequer nos damos conta disso. Deus não é um ser, mas tão somente isto, uma e a única, Energia Original.

Energia não tem forma, portanto Deus não pode ser modelado numa imagem. Mesmo o tão decantado Fogo Divino não é Deus, pois se o Fogo existe, algo anterior a ele deve tê-lo gerado, e isto é a energia divina. Nada é original além de Deus, a energia ancestral que a tudo gerou.

Deus está vivo e atuante até no átomo mais ínfimo. Portanto, Deus está em tudo, e tudo deve ser visto como parte de Deus.

O aforismo místico “Eu sou você por inteiro, e você é parte de mim”, aplica-se a Deus-energia. O homem é parte desse Deus, vivemos porque somos animados por essa energia macro e microcósmica, ao mesmo tempo.

Enquanto a energia divina sustenta o Universo, também sustenta a vida do menor micro organismo, enquanto energiza um sol, também energiza um átomo que mantém seus elétrons girando à sua volta, incessantemente.

Se desintegrarmos esse átomo, um corpo menor ainda se nos apresentará em seu lugar, pois, se o Universo é o infinito, a menor partícula pode ser encontrada não pode ser encontrada. Assim é Deus: o micro e o macro, origem, meio e fim.

Os aparelhos humanos podem dividir o átomo em muitas micro partículas quando cessar seu poder de divisão, ainda restará algo de tamanho tão pequeno, que sequer poderemos nominá-lo.

Não é possível reduzir ao nada o núcleo de um átomo. No limite, ele sairá do alcance da mecânica humana, e integrar-se-á ao todo energético universal, continuando a existir numa escala, dimensão ou plano fora do nosso conhecimento.

Voltando ao aforismo místico, concluímos que somos seres (partículas) contidos num todo muito maior e imensurável, tanto em formas, quanto em imagens.

Nós, seres humanos, não somos os únicos a conter essa energia neste abençoado planeta, e muito menos no Universo. Muitas e incontáveis formas contêm também, mais do que conhecemos e codificamos dentro do espectro de nossa lógica.

Um ser que viva num determinado planeta localizado nas Plêiades também a contém, mesmo que ele nos pareça totalmente estranho, e que tenhamos dificuldade em aceitá-lo como um ser animado. Ele o é, e por essa mesma energia que nos sustenta, tanto na carne, quanto no espírito, tanto na Luz, quanto nas Trevas.

Ainda que não estejamos capacitados a entrar em contato com outros tipos de vida que existem no Universo, através de nossos sentidos e da nossa ciência mecânica, não significa que eles não existam. Tanto existem que, em espírito, nos é possível entrar em contato com alguns tipos que habitam planetas do nosso próprio sistema solar, apesar de serem invisíveis aos olhos da carne, e imperceptíveis aos aparelhos criados pela ciência humana. Mas eles existem, e esta é uma verdade que o homem comprovará somente quando atingir a quinta esfera ascendente. Tal comprovação ainda não será plena, pois tais contatos são permitidos apenas com autorização superior.

Mas, de volta à energia divina, podemos acrescentar que ela não é mensurável, mas apenas sensível. Podemos senti-Ia de muitas maneiras. Nos momentos de grande reflexão interior é mais fácil percebê-la.

Ao nos recolhermos para a prece e nos integrarmos ao mental de Deus, vamos sendo envolvidos, pouco a pouco, por ondas energéticas, luminosas e coloridas que alteram todo o nosso magnetismo e vibração. À medida que vamos nos afastando do materialismo ateu, nosso ser imortal vai se elevando nas muitas faixas vibratórias, captando com mais facilidade essa energia que existe em nós, e à nossa volta.

Embora a energia divina que anima nosso ser imortal esteja um tanto quanto viciada, devido à vivenciação de sensações características de escalas vibratórias muito baixas, apenas sua libertação dessas viciações o elevará para que possa, pouco a pouco, captar uma quantidade maior dessa energia.

Os vícios atuam como filtros poderosos a vedar a entrada dessa energia divina, pois ela não penetra em nosso ser imortal pelos pontos de força (chacras), mas sim pelo cordão mental (cordão de ouro e cordão de prata) que nos une ao mental divino. Todo ser vivente possui esse cordão, que parte do seu mental superior e se perde no espaço infinito.

 Esse fio sai do mental e liga-se à mente humana, sendo chamado de “Pio da Vida”. Caso ele se rompa acidentalmente, advém a morte prematura. Mas o fio também é rompido pela Lei, quando o tempo de alguém se esgota na carne (cordão de prata).

Muitos confundem “mental” com “mente“. Mental é a sede do todo espiritual, e traz em seu interior, a herança genética divina que guiará sua evolução e ascensão rumo ao seu “fim”.

 A mente é a capacidade do mental, transposta para a parte do corpo carnal denominada “cérebro”.

É no cérebro que está localizada a mente humana. É nesse “mental” carnal que vivenciamos as coisas da carne, pois ele é o receptáculo codificador e ordenador das sobrecargas e das descargas decorrentes das sensações da carne.

É através da ligação mental-ancestral ao cérebro, que a vida na carne se sustenta. Se rompermos esta ligação sutil, todo o corpo humano perecerá imediatamente, porque, sem as vibrações do mental superior, nossas funções mecânicas, circulatórias e respiratórias cessam de imediato.

Então, temos claro que todo ser vivente possui uma ligação, ou um cordão (ouro), que o une ao mental divino, ou a Deus. Esse cordão se perde no infinito, sendo que jamais foi possível a qualquer ser espiritual localizar sua outra extremidade, pois, à medida que alcançamos um degrau evolutivo, nossa visão se expande somente até um certo limite, e nada mais além desse limite nos é possível ver. Logo, nenhum ser, não importando sua hierarquia, consegue chegar à origem de tudo. Todos possuem seu cordão mental, o que significa que qualquer ser é parte do Todo, e o Todo é o ser por inteiro.

Temos uma pequena história para ilustrar o que foi dito: um ser da sexta esfera ascendente ousou seguir o cordão mental de outro ser. Tanto ele se afastou de sua esfera que, ao chegar ao fim visível do fio que seguia, viu-se em meio a formas energéticas puras, de aparências repugnantes, que atormentavam o seu emocional. Pouco depois, ele voltou à sua esfera de luz, mas logo começou a cair de vibração. Foi despencando de esfera em esfera, e só parou na sexta descendente. Até hoje ele está lá, e se recusa a tentar elevar-se novamente.

O que viu foi tão assustador e contrário a tudo que imaginava, que se recusa a olhar para o alto novamente. Descobriu aquilo que somente aos anjos é permitido saber, sendo que seu mental ainda não havia atingido o estágio angelical.

O cordão mental se perde no todo energético divino, e segue uma linha a pré-determinada para nossa evolução. Nesta linha, ele vai deixando uma pista por onde já estagiamos em outras dimensões, ou mundos. Não temos porquê segui-lo, uma vez que não seria possível suportar todas as imagens e matizes comuns aos muitos estágios evolutivos já vividos por qualquer ser humano.

Pois bem, retornemos ao cordão mental!

Se oramos a Deus, movidos por sentimentos virtuosos, esse cordão vai se magnetizando pela elevação do estado vibratório, à medida que vai alcançando um maior poder de absorção dessa energia divina. Ela inunda nosso ser imortal de tal forma que, qualquer sensação, por mais tormentosa que seja, é amortecida.

É a resposta da energia (o Todo) às nossas vibrações de fé, que fortalecem o mental superior (a Parte).

Então temos claro que a energia divina é absorvida, e também é tida à medida que elevamos nosso padrão vibratório, que neste caso, se dá em função de um processo virtuoso, ou seja, e o ato e expressarmos nossos sentimentos sinceros e profundos de fé em Deus.

Mas essa mesma energia que alimenta nosso ser imortal, pode deixar de ser sentida e absorvida quando caímos demais na escala vibratória. Quanto mais formos descendo nessa escala, menos energia iremos absorvendo e, dependendo do quanto descemos, nosso cordão mental poderá se atrofiar, até tornar-se quase invisível aos olhos dos seres mais elevados.

Quando um ser humano desce ao nível mais baixo da escala vibratória: o fio deixa de ser visível. Daí em diante, tudo lhe é possível acontecer: deixa de ter a forma plasmada (corpo espiritual) dos seres humanos, e começa a assumir as mais estranhas aparências. Uns assumem a forma de répteis, outros de insetos, outros de aracnídeos, etc.

É o tal “inferno”, onde as mais bestiais formas, desprovidas de qualquer matiz, habitam. Não se trata de seres de origem diferente da nossa. Não! Eles já vibraram mais sutilmente, mas, por se entregarem aos princípios viciados por inteiro, atrofiaram o cordão que uniam seus mentais ao mental divino, que é composto por essa energia divina, que é Deus.

              Aqui solicitamos aos interessados a leitura paralela do livro Aglon que nos auxilia na ilustração de vários seres por Deus criado, dimensões e formas diversas plasmadas e originais de criação. [Estudo do livro Aglon e os Espíritos do Mar, Júlio Verne]

Sabemos, portanto, como podemos nos aproximar de Deus, ou d ‘Ele nos afastarmos. Isto não está apenas no discurso eloquente do sacerdote iluminado, mas também é compreensível nas palavras claras do cientista que diz: “Quanto mais grosso for o cabo (cordão mental), maior será a sua capacidade de transportar energias.

Logo, por que reduzirmos o cabo que nos liga à fonte de nossa energia (Deus), se isto contraria as leis da física?

Neste ponto, já não se trata mais de falta de fé em Deus, mas sim de ignorância, não?

Por que vivenciar princípios viciados, se estes servem apenas para atrofiar o cordão mental que nos liga à divina fonte da Energia? Não é melhor vivenciarmos as nobres virtudes, e tornarmos esse cordão mais poderoso, até que, do topo da nossa cabeça, comecem a se iluminar os sete fios coloridos das sete virtudes originais, que são uma prova inconteste da nossa renuncia ao mundo, pela vivenciação mental das virtudes que, nada mais são do que energias derivadas, ou desdobramentos, dessa mesma energia original?

Somente os tolos renunciam à oportunidade de se ligarem ao arco-íris, e do momento de encontrarem os potes de pepitas luminosas que os aguardam na outra extremidade.

Sim, com a vivenciação das virtudes vamos nos elevando na escala vibratória, até atingirmos um grau em que os arco-íris também se ligam ao nosso mental, e passam a nos enviar suas energias, oriundas da mesma energia divina.

Neste estágio, não precisamos recebê-las como um todo, mas apenas sermos inundados por elas através dos sete gens originais, ancestrais e divinos que o Divino Criador depositou em nosso todo espiritual como herança genética, divina, que somos todos nós, seres humanos.

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