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Comportamento Mediúnico: Nós os Médiuns, eles os Guias

Mediante a alguns questionamentos levantamos um assunto de curiosidade e estudo em comum, qual nossa relação com nossos guias? Como eles chegaram até nós (ou nós chegamos até eles)? Diversas outras questões que ainda buscamos resposta. Encontramos nesse texto alguns esclarecimentos e muita coisa para refletir.

Será que estamos olhando para eles e enxergando o propósito real deles estarem conosco?Ou estamos apenas os usando como um meio para saciar nossos desejos e vontades, ou porque somos médiuns  e nos achamos tão importantes por tê-los conosco, com uma dose de vaidade e arrogância.

Muitas vezes o médium vai para um terreiro, no começo é aquela empolgação, e com o tempo para alguns vira algo mecânico, sempre os mesmos ritos, sempre as mesmas posturas, como se não tivesse nada além da rotina. É como se perdessem o up de estar ali, virou uma obrigação não uma devoção, uma fé a ser praticada.

Será que é assim mesmo? ou se está se esquecendo de enxergar o que é invisível aos olhos, desaprendendo a sentir.

Já ouvi inúmeras vezes pessoas dizendo assim:

“… quer lotar terreiro, faz um trabalho de exú, com comes e bebes,…”,  “… trabalho de preto velho, é muito cansativo, demora demais, e quase ninguém aparece…”, será que uma pessoa que fala algo nesse sentido ou semelhante a isso, realmente entende a religião que pratica, conhece as entidades com profundidade, eu honestamente acredito que não. Alguns valores estão se perdendo, e as pessoas pouco se importando com que tipo de energias estão se canalizando.

Cada gira tem sua importância, seus fundamentos, missões e propósitos.

Mas o que há por detrás de cada espírito, que se apresenta como uma entidade de Umbanda? será que está se tendo o cuidado necessário, ou se está se limitando a observar apenas a roupagem. Será que a credulidade não está se tornando uma fraqueza, principalmente quando o médium obedece cegamente sem avaliar as mensagens recebidas.

Nossos médiuns estão tendo critérios de avaliar o que é certo do que é errado? no ponto onde estão se  colocando num papel participativo, de consentir, ao ponto de se envolverem em determinados trabalhos, será que estão tendo ciência e mensurando as leis de causa e efeito com propriedade e seriedade. Ou será que estão tendo a ilusão que não terão sua parcela de envolvimento. Tipo… meu guia tá fazendo tal coisa e eu não tenho culpa. Será?

Muitos médiuns levam verdadeiros tapas de luva de pelica em suas vidas, onde recebem a repercussão de seus atos como médiuns, a lição é dada e caso não se aprenda há de se repetir. Simples assim.

Será mesmo que todo guia que se apresenta como a entidade X, será mesmo que  é tal entidade? Muito cuidado com isso, já foi ditologoumbanda3 por ns. vezes que mistificadores, e quiumbas adoram médiuns vaidosos, gananciosos e adoram brincar com seus egos inflados.

A algumas posturas que jamais entidades idôneas iriam expor seus médiuns. Já vi preto velho ameaçando de morte filhos de santo, entidades fazendo médiuns beijarem seus pés e sentando em cima deles como verdadeiros serviçais, Exús e Pombogiras machucando médiuns, detalhe são posturas para alguns aparentemente normais, aplaudidos de pé. Mas que não são.

A impressão que se passa que as pessoas não querem enxergar o óbvio, simplesmente por comodismo e mesmo conveniência. Ou pelo menos quando não for com eles. Sabe o detalhe, pimenta no olho do outro é refresco, quase isso.

Será que  nossos médiuns estão sabendo reconhecer seus próprios guias, suas importâncias em suas vidas, será que estão conseguindo observar suas mensagens, seus conselhos, ou se está entrando pelo um ouvido e saindo pelo outro. Ou o ego só está deixando passar elogios? Pensem.

Porque será que uma entidade X escolhe um determinado médium? Já pararam para pensar qual a ligação de suas entidades com vocês? Porque meu caboclo me escolheu, ou meu preto velho ou será que é por sorteio, aleatório? claro que não. Muitos guias já nos acompanham de várias reencarnações.

Quando você for para seu trabalho de preto velho por exemplo ou qualquer outra linha, pense sobre isso porque eu tenho tal guia comigo, porque ele me escolheu ou foi eu quem o escolhi?

Ás vezes é importante não só pedir a caridade deles para conosco, mas se colocar a disposição deles com a nossa caridade, as vezes é bom fazer essa sintonização com eles, o que eles esperam de nós? A gente sempre espera muito deles e acabamos por nos esquecer de nossa responsabilidade para com eles.

O que muitos médiuns precisam entender que muitos guias, mentores, entidades tiveram e participaram conosco de processos de reencarnação, muitos viveram conosco em outras vidas, muitos foram nossos mentores e instrutores no pós morte, muitos podem estar conosco para nos ensinar sobre questões de resgates, redenções, troca.

Já pararam para pensar que pode haver entre eles, alguns que foram  inimigos de outras vidas que através da lei do perdão e redenção hoje vem em missões espirituais conosco.

Da mesma forma que um inimigo pode vir como um filho nessa vida para haver a troca de amor, e aprenderem a se amar, porque não uma entidade para preencher o tempo perdido. Interessante, quando analisamos com profundidade certas questões.

Uma preta velha pode ter tido uma experiência com sua médium onde ela em outra vida foi sua Sinhá, e hoje trabalham juntas para que uma ajude a outra em seus processos de evolução, perdão e redenção.preto_velho

Um outro ponto interessante, nossos guias também aprendem conosco, eles levam muito de nós e deixam muito deles.

Um Exu ou uma Pombogira pode ter resgates cármicos com seus médiuns, podem ter passado por experiências juntos em outras vidas.

Muitos de nós tem herança indígena, quem nos garante que um de nossos caboclos não foi um pai ou mesmo uma mãe nossa em outra vida.

Alguns médiuns já ouviram de seus guias que os mesmos já o acompanham de outras vidas.

Precisamos olhar para nossas entidades com mais amor, carinho, atenção e devoção.

Muitas vezes nos esquecemos que para chegarem onde estão tiveram muito trabalho, muita lapidação, redenção e sofrimento, eles não chegaram onde estão de mão beijada, tiveram muito trabalho, e olha que interessante  escolheram nós para seus pupilos (que bacana, não é?) e o que a gente faz muitas vezes? a gente passa dos limites, pisa na bola, com nossas vaidades, fantasias arrogâncias e egos desmedidos,  e se esquecemos que isso é um privilégio, e devemos ser gratos por eles acreditarem em nós, por eles terem fé em nossa capacidade. Devemos nos lembrar de honrá-los e não decepcioná-los.

É muito comum ouvir de um médium, “…nossa quando trabalho com meu caboclo eu me sinto tão bem…”, outros até dizem, “… nossa sinto uma saudade quando o Pai ou a Mãe no Santo não chama uma determinada linha, parece que fica um vazio dentro de mim…”, esse vazio é pela falta inconsciente que alguns médiuns tem, é como uma mãe que mora longe, e você fica muito tempo sem estar com ela. As vezes sentimos falta do que deixamos em outros planos. Saudade pura e simples de estar com eles.

O médium ele precisa olhar para seu guia com mais profundidade, observando além das aparências, tem guias que são mais rigorosos, disciplinadores, doutrinadores, e a gente fala nossa tal guia meu é bravo, é chato, porque será que justo aquele guia é aquele que pega no pé? pois é, com certeza é porque a missão dele é justamente essa para conosco, a disciplina, te trazer princípios doutrinários.

Por isso não se queixe, cada pupilo tem o mestre que merece. 

Os médiuns mais antigos de tradições mais antigas de Umbanda, não se preocupavam com status de suas entidades, se tinham sido reis, rainhas, princesas etc…, eles se colocavam na postura de simples aparelhos de seus guias, eram passivos no sentido de não interferirem, e nesse tempo muitas entidades excelentes se manifestavam, faziam suas curas, e ninguém fazia diferenças, devido a seus nomes se eram conhecidos ou não, se tinham sido pessoas da alta sociedade, na realidade nem havia isso entre as próprias entidades, os próprios caciques, não se auto davam títulos. E mesmo quando uma entidade se auto denominava assim, no lugar do médium ficar com aquele ar metido a besta (risos), eles tinha medo, isso mesmo… medo de errar com eles.

Infelizmente não é mais assim hoje em dia, hoje me parece que se o guia não se apresentar com um nome famoso ou título parece que não tem valor, talvez seja pelo excesso anímico, fantasias de muitos médiuns hoje em dia, tanto o é, que muitas entidades viraram artigo raro de ser ver nos terreiros, talvez porque os médiuns de hoje em dia não os conheça, nem sabem seus nomes. Percebam como é sério isso, e cabe ao dirigente observar com muito cuidado esse desvio de seus médiuns,  o qual tem se tornado  um grave problema. Lembremos que muitos de nossos guias e entidades tiveram vidas bem comuns.

Onde foram parar as antigas entidades, os antigos guias e mentores, será que se aposentaram, cumpriram suas missões? ou será simplesmente que está se faltando mais médiuns sérios e sensatos.

Quando você médium olhar para um gira de preto velho por exemplo, procure enxergar além da roupagem física aparente, observe com cautela a personalidade de cada guia ali trabalhando e prestando a caridade, as vezes em pequenos gestos observamos muita coisa de um determinado espírito atuando. E saibam que trabalho de preto velho é uma verdadeira aula de sabedoria.

Nas rodas de caboclo, olhem e observem o formato de suas danças, como em cada gesto, vão simbolizando o culto e louvor a natureza, a lembrança a seus ancestrais, se deixem envolver na roda de fogo de Oxóssi, na roda de cura, no poder de suas ervas, simplesmente deixe se elevar.

Na Linha do Povo D.água, nos cantos e mantras de mãe d.água, deixe fluir, penetrar, se eleve, se deixe levar no silêncio das profundezas das águas dos rios e mares, se deixe purificar.

Sinta a cultura que envolve cada linha, cada falangeiro e caboclo, observe seus ensinamentos, eles viveram como eu e você, a única coisa que nos separa é uma linha tênue, e os planos sutis de suas existências espirituais.

Vejam como somos abençoados por tê-los em nossa trajetória e como tudo seria mais difícil sem eles por perto. Gratidão! Gratidão! a Benção hoje e sempre. Axé.

Hoje os médiuns tem que se policiarem, se auto questionarem, se darem valor, evitarem de se envolver em verdadeiros antros, não fazerem de seus oris uma bola de boliche, um joguete nas mãos daqueles que se dizem terreiros de Umbanda, mas que desconhecem o que seja, SE DEEM AO RESPEITO. Não joguem o nome de seus guias e os vossos no lixo. Simples assim.

Um médium sério procura uma casa idônea para trabalhar e não um lugar para ostentar suas vaidades e fantasias, encher a cara, se sentindo os próprios donos do cabaré. Alguns médiuns parecem não mensurar o quão lamentável é isso. Entidade idônea não faz de seu médium copo vivo. 

Nada contra a boas festas desde que não usem de espíritos para camuflarem suas vaidades enrustidas e usem de nomes de entidades idôneas para saciar suas fantasias. Terreiro de Umbanda não é escola de samba, não é picadeiro e muito menos teatro.

Entendam bem nenhuma entidade que passou por sofrimentos, por resgates cármicos pesados, que levou anos para alcançar sua redenção e doutrinação, vai querer que seu médium passe pelo mesmo, para isso o médium é seu pupilo, porque deve se entender por guia um espírito que tenha um grau evolutivo acima. Fora disso, opa lá, tem algo muito errado.  Lembremos disso.

O médium ele deve estar atento, muitas entidades quando palestram a seus médiuns e seus consulentes, com suas histórias sempre trazem algo a mais, sempre nos ensinam, sempre deixam tanto deles.

Como diz uma cantiga, “…No calar da Noite tem um Exu ele não dorme, ele vigia…”.

Para bom entender um pingo é letra.

Que nossos guias nos perdoem, e nos auxiliem a sermos cada dia melhores, na pratica do Amor e da Caridade, que nunca lhes falte sua benevolência e sagrada paciência para conosco.

Tudo passará, e quando chegar a nossa hora, que tenhamos mais honra do que vergonha.

Texto por: Cristina Alves

Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira.

Fonte: https://orixaessenciadivina.wordpress.com/2016/09/03/nos-os-mediuns-eles-os-guias/

 

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O Desapego e a Fidelidade nos Relacionamentos

Desapego e Fidelidade

Muitas vezes se enxerga o desapego como uma grande festa onde se faz o que quer, sem compromisso nenhum, como um pegar e largar desenfreado e inconsequente onde a fidelidade não vigora.

O desapego é na verdade um grande compromisso, um compromisso com seu Eu interior mais profundo, que veio aqui para ser feliz, crescer e se manifestar com liberdade.

Nos relacionamentos a grande fidelidade não é com o outro, mas com você mesmo. Ser fiel é não se corromper, é assumir apenas os compromissos do seu coração e ser fiel a eles. A fidelidade é com você.

Quando você está apenas sendo fiel ao outro por obrigação, está indo contra o seu coração e está enganando o outro. Esta fidelidade é a maior traição possível, pois você esta enganando a você mesmo e ao outro. Isto é apenas lealdade.

A lealdade não vem do coração, é imposta. Como um escravo servindo ao seu senhor. Lealdade é escravidão, em vez dela devemos praticar a fidelidade que vem do coração.

É fácil ser leal, basta ser escravo.
Mas para ser fiel é necessário ter uma grande coragem, é preciso ser verdadeiro, mostrar o que o seu coração está falando, e hoje ninguém está acostumado a isto. Ser fiel é não enganar a você e não enganar ao outro.

Os relacionamentos em que a fidelidade vem da lealdade são falsos, as pessoas vivem na mentira e tem medo de encarar a verdade. Na verdade são dois escravos que se algemam mutuamente.

O relacionamento verdadeiro só acontece quando os dois possuem o desapego e a fidelidade vem de seus corações. São dois seres livres, dois deuses que estão juntos pelo amor.

Se você tirar todo o apego de um relacionamento, restará o Amor !

As pessoas têm medo de serem desapegadas nos relacionamentos, pois quando se tira todo o apego resta apenas o amor. Se não houver este amor o relacionamento termina. As pessoas substituem o amor pelo apego para viver na mentira.

Desapegar é ser extremamente fiel sem nenhuma lealdade. É ser fiel ao seu coração sempre !

Desapegar não é esquecer seus compromissos e viver levianamente. É assumir compromissos ouvindo o seu coração e continuar seguindo o seu coração, é ser verdadeiro em todas as horas.

Desapegar é não ser escravo dos compromissos impostos, é ter consciência do seu Eu, é não assumir compromissos que não estejam de acordo com o seu coração, é honrar o seu Eu interior e ser verdadeiro em todas as suas ações.

Desapegar é ter o mais profundo respeito pelo seu Eu interior, é reconhecer-se como Ser Divino e permitir que este se manifeste sem as amarras do materialismo e das regras que lhe são impostas.

Desapegar é manifestar sua essência Divina.

através de Prama Shanti, em 10/11/2015

Prama Shanti

Desapego e Fidelidade

Muitas vezes se enxerga o desapego como uma grande festa onde se faz o que quer, sem compromisso nenhum, como um pegar e largar desenfreado e inconseqüente onde a fidelidade não vigora.

O desapego é na verdade um grande compromisso, um compromisso com seu Eu interior mais profundo, que veio aqui para ser feliz, crescer e se manifestar com liberdade.

Nos relacionamentos a grande fidelidade não é com o outro, mas com você mesmo. Ser fiel é não se corromper, é assumir apenas os compromissos do seu coração e ser fiel a eles. A fidelidade é com você.

Quando você está apenas sendo fiel ao outro por obrigação, está indo contra o seu coração e está enganando o outro. Esta fidelidade é a maior traição possível, pois você esta enganando a você mesmo e ao outro. Isto é apenas lealdade.

A lealdade não vem do coração, é imposta. Como um…

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Rosa Caveira – Desmistificando

Rosa Caveira é uma Bombojira pouco conhecida, tem reputação de maravilhosa curandeira e aspecto inquietante. Nas imagens populares, ela exibe um corpo meio esquelético e meio humano coberto com capa e capucho.

Conhecida como a “esposa” de Seu João Caveira, exu da “Velha Guarda” do cemitério e Chefe da Linha dos Caveiras, um grupo de servidores fiéis e muito prestativos.

Especula-se que ela tenha nascido no Oriente, sendo sétima filha de uma simples família do campo, desde cedo aprendeu com seus pais as artes da cura, pois eles eram afamados xamãs.  Sua falecida avó foi sua primeira guia espiritual. Em sonhos, a querida alma da ancestral instruía e aconselhava a neta. Rosa era uma menina privilegiada mediunicamente. Com isso dedicou sua vida a ajudar o próximo; Casou-se com xamã mais velho que também lhe ensinou muito, tendo ele desencarnado primeiro, ela continuou sua vida espiritualizada.

Sobre eu nome, conta a lenda que sua mãe no final da gravidez não teve tempo de pedir ajuda à parteira local e a menina nasceu próximo a um roseiral selvagem ao redor de sua casa. Quanto ao sobrenome, em certas regiões do Oriente, sobretudo na Índia, Tibet e Butão, alguns xamãs e yogues utilizam a caveira humana como um cálice ritual. A caveira, assim utilizada, não está relacionada com magia negra ou qualquer arte malévola. No Budismo Tibetano os Lamas utilizam uma caveira como cálice. Também fazem um pequeno tambor com duas metades de caveira… Na Índia ele é chamado de Damaru e a caveira de Kapala.

Fato é que como Bombojira, na gira do dia-a-dia dos terreiros, Rosa Caveira é um pouco diferente de suas irmãs. Ela não se firmou como “mulher da vida” ou errante marginal (pomba giras na erraticidade). Mas se perpetuou como curandeira poderosa e ponte entre os diversos reinos do astral. Uma outra curiosidade circunda esta bombojira.  Rosa Caveira trabalha e vibra no cemitério…

Em algumas tradições orientais, alguns grupos de adeptos utiliza o cemitério para trabalhos espirituais de cura e transformação. Eles são chamados de Kapalikas ou portadores da caveira!   As mulheres do grupo, além da caveira transportam um tridente.

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Rosa Caveira é uma representação do feminino sagrado que pode rondar os lugares de cremação.  Ela destrói os fantasmas malignos e os demônios, come as ilusões humanas e resgata as almas das mãos dos seres das trevas. Seu aspecto pode ser “terrível”, mas a luz e a bondade emana de seu coração.

Atrás do aspecto funesto de Rosa Caveira com certeza brilha a mesma luz. Nela se encontram o Oriente e o Ocidente, o vermelho e o branco, a vida e a morte.

MENSAGEM da SENHORA POMBAGIRA ROSA CAVEIRA

 Um dia uma moça me procurou e perguntou meu nome. Eu disse: ―Sou Rosa Caveira. Ela respondeu: ―Credo! E eu: ―Credo por quê? Qual o motivo? ―Esquisito…, tornou ela.

 Bom, para quem não me conhece, vou explicar esse nome.

 Sou Rosa Caveira.

 Trabalho pela Rosa do Amor da Vida, trazendo a Caveira da Morte para tudo aquilo que pretenda matar o Amor.

 Não sou dona da Rosa e nem da Caveira. Sou apenas filha e servidora, por devoção. Do meu jeito, do jeito que posso.

 A Rosa é símbolo da Mãe da Compaixão.

 A Caveira é símbolo do Pai da Vida.

 A Rosa é o Amor Divino que não morre nunca.

 A Caveira só mostra e recolhe o que não pertence ao Amor, para restaurar a Vida. Pois sem Amor não há Vida.

 Trago a Rosa para dar Vida a quem desaprendeu a amar.

 Trago a Caveira para recolher o sentimento de amor que secou no coração humano.

 Se você olha para uma rosa, nem sempre lembra que a raiz dela está na terra. E a terra precisa de qualidade para manter essa vida. O que sustenta a flor não é visível ao olho comum. E o que pode estar matando a flor também não.

 Quem secou por dentro do coração deixou de viver. Ninguém vê, mas está acontecendo. Então eu trago a Caveira para recolher essa dor, essa “morte em vida”. E trago a Rosa para renascer aquele coração.

 Sou Rosa Caveira. E só. Ajudo como posso, para que mais e mais corações estejam vivos. E para que todos compreendam que Morte é renascimento, e nunca é fim.

 O tecido que adoece precisa ser removido, para que um novo surja e o todo se mantenha vivo. Tudo trabalha para que o Amor permaneça, pois Ele é Fonte de Vida.

 Nenhuma dor vem sozinha. Ela traz consigo a força da reparação.

 É isso que faço: trago caminhos de reparação para as dores do coração, para que todos tenham Vida.

 Receba da minha Rosa o Amor, a cor, o perfume, a luz. Desperte no seu coração o gosto pela Vida, que nasce alimentado pelo Perdão, pela Compaixão e a Misericórdia de Deus.

 Entregue para a minha Caveira tudo aquilo que vem consumindo o seu coração: a mágoa, o ressentimento, a revolta, o desamor, o desespero, a falta de confiança e o desrespeito por si mesmo, os pensamentos de vingança, tudo.

 E não queira amarrar ninguém ao seu lado! Porque o Amor não se impõe, Ele só abraça, acarinha e dá Vida. Desista desse crime, porque o Olho que Tudo Vê é também o Pai da Liberdade.

 Limpe a taça do seu coração do fel do desejo de posse a qualquer preço. Alimente-o com o Mel da Mãe da Compaixão, para ter também o amparo do Pai da Vida.

 Escolha se quer estar vivo ou se pretende ser um morto-vivo.

 Sua alma não morrerá nunca. Mas os seus sentimentos podem adoecer e secar. Não permita. Cultive rosas no seu coração e encontrará perfume em todos os caminhos por onde passar.

 Aceite a Rosa que lhe ofereço.

 A Caveira não lhe posso dar. Sem ela eu não teria como lhe ajudar a se tornar, para todo o sempre, uma filha ou um filho devoto da Rosa Maior.

 Aceite a Rosa do Amor e cultive-a no coração. Foi Ela quem me salvou quando eu andava perdida na escuridão, buscando morrer, sem saber que as almas não morrem jamais.

 Por isso me tornei uma servidora da Rosa e uma portadora da Caveira.

 Esta Caveira só faz por nos lembrar que “morte” é ilusão, pois o que existe é a Eternidade da Vida.

 Então, aproveite! Reaqueça seu coração de Amor e viva a Eternidade desde já.

fontes:

http://umbandista.com.br/dona-rosa-caveira-uma-pomba-gira-dos-himalaias/

http://www.seteporteiras.org.br/index.php/textos/mensagens/227-sou-rosa-caveira

Suicídio, entendendo um pouco – Visão Espiritual

Fato que após o acontecimento, após o rompimento do cordão de prata, não há mais volta. O último suspiro dado, e novo despertar no mundo sobrenatural, em uma dimensão paralela. Mas o que de fato ocorre com aquelas pessoas que por segundos foram reféns de si, ou melhor de seus algozes astrais?

Sabemos que varia de ser para ser devido sua historia de vida, suas crenças, seu jeito de lidar com situações inusitadas. Fato que mesmo ele deixando a capa material, ele sofrerá para entender  o valor da vida, e voltamos no ponto importante, criação de karmas, e o novo ciclo que o universo colocará em seu destino para gerar a harmonia uma vez tirada.

Primeiro ele terá de lidar com a culpa que consumirá boa parte de um tempo atemporal em sua mente, em uma região purgatorial,  depois entender o desrespeito com a vida para aprender o valor que ela tem.

 Outra questão enfrentada que além da culpa que ele mesmo carregará virá uma sobrecarga com os julgamentos coletivos, assim quanto maior for a repercussão do suicídio e maior o tempo da discussão do assunto mais será prolongada a tortura energética da prisão que ele se colocou. O julgamento que as pessoas fazem e a forma como as notícias se espalham pelas mídias sociais na atualidade fazem com que a auto punição se amplie e ele sofre o que se conhece na Terra de homicídio doloso, quando há intenção de matar, junto ao suicídio e presunção dos atos, ou seja, responde a três crimes universais.

 O que acarreta atos insanos? Pertubações mentais, cobranças incessantes, dívidas, perder amor de alguém, etc.

No meio espiritualista aprendemos que o pertubações mentais, pensamentos vagos e obsessivos advêm de crises que nós mesmo damos abertura a um universo trevoso, cheio de seres perturbados, de baixa vibração e inúmeros inimigos de passado, onde em um pequeno espaço de tempo mal calculado nos colocamos em frias. Pensamentos negativos, dívidas que crescem, desesperos, pessoas que temos afetos nos abandonando, e aí entra um ato egoísta, tirar o milagre que Deus nos deu, a Vida.

Quando estamos para reencarnar já somos vitoriosos por temos conseguido penetrar o óvulo que nos dará um incrível oportunidade, aos longo de meses um corpo humano formará um novo corpo exclusivo pra você, este ato considerável lhe prova que um universo maior se importa com você, e traça um destino, uma família, uma vida!

Experiencias ruins todos temos, são elas que nos fazem crescer e nos dão um grande aprendizados, é errando que se aprende, fato. O que não podemos permitir é que uma experiencia ruim faça de um monte de outras oportunidades se percam em meio a devaneios energéticos, onde em outra dimensão há um vasto número de encostos torcendo para que caia no enredo destrutivo.

Para isso apresentamos alguns casos:

Memorias de Um Suicida  -Yvone A. Pereira

“Precisamente no mês de janeiro do ano da graça de 1891, fora eu surpreendido com meu aprisionamento em região do Mundo Invisível cujo desolador panorama era composto por vales profundos, a que as sombras presidiam: gargantas sinuosas e cavernas sinistras, no interior das quais uivavam, quais maltas de demônios enfurecidos, Espíritos que foram homens, dementados pela intensidade e estranheza, verdadeiramente inconcebíveis, dos sofrimentos que os martirizavam.

[…] Não havia então ali, como não haverá jamais, nem paz, nem consolo, nem esperança: tudo em seu âmbito marcado pela desgraça era miséria, assombro, desespero e horror. Dir-se-ia a caverna tétrica do Incompreensível, indescritível a rigor até mesmo por um Espírito que sofresse a penalidade de habitá-la. O vale dos leprosos, lugar repulsivo da antiga Jerusalém de tantas emocionantes tradições, e que no orbe terráqueo evoca o último grau da abjeção e do sofrimento humano, seria consolador estágio de repouso comparado ao local que tento descrever.

[…] A fome, a sede, o frio enregelador, a fadiga, a insônia; exigências físicas martirizantes, fáceis de o leitor entrever; a natureza como que aguçada em todos os seus desejos e apetites, qual se ainda trouxéssemos o envoltório carnal; a promiscuidade, muito vexatória, de Espíritos que foram homens e dos que animaram corpos femininos; tempestades constantes, inundações mesmo, a lama, o fétido, as sombras perenes, a desesperança de nos vermos livres de tantos martírios sobrepostos, o supremo desconforto físico e moral – eis o panorama por assim dizer “material” que emoldurava os nossos ainda mais pungentes padecimentos morais!

[…] A contagem do tempo, para aqueles que mergulhavam nesse abismo, estacionara no momento exato em que fizera para sempre tombar a própria armadura de carne! Daí para cá só existiam – assombro, confusão, enganosas induções, suposições insidiosas! Igualmente ignorávamos em que local nos encontrávamos, que significação teria nossa espantosa situação. Tentávamos, aflitos, furtarmo-nos a ela, sem percebermos que era cabedal de nossa própria mente conflagrada, de nossas vibrações entrechocadas por mil malefícios indescritíveis! Procurávamos então fugir do local maldito para voltarmos aos nossos lares; e o fazíamos desabaladamente, em insanas correrias de loucos furiosos! A asveros malditos, sem consolo, sem paz, sem descanso em parte alguma… ao passo que correntes irresistíveis, como ímãs poderosos, atraíam-nos de volta ao tugúrio sombrio, arrastando-nos de envolta a um atro turbilhão de nuvens sufocadoras e estonteantes!

[…] Mas o suicídio é uma teia envolvente em que a vítima – o suicida – só se debate para cada vez mais confundir-se, tolher-se, embaraçar-se. Sobrepunha-se a confusão. Agora, a persistência da auto-sugestão maléfica recordava as lendas supersticiosas, ouvidas na infância e calcadas por longo tempo nas camadas da sub-consciência; corporificava-se em visões extravagantes, a que emprestava realidade integral.

[…]Desesperado em face do extraordinário problema, entregava-me cada vez mais ao desejo de desaparecer, de fugir de mim mesmo a fim de não mais interrogar-me sem lograr lucidez para responder, incapaz de raciocinar que, em verdade, o corpo físico-material, modelado do limo putrescível da Terra, fora realmente aniquilado pelo suicídio; e que o que agora eu sentia confundir-se com ele, porque solidamente a ele unido por leis naturais de afinidade que o suicídio absolutamente não destrói, era o físico-espiritual, indestrutível e imortal, organização viva, semi material, fadada a elevados destinos, a porvir glorioso no seio do progresso infindável, relicário onde se arquivam, qual o cofre que encerrasse valores, nossos sentimentos e atos, nossas realizações e pensamentos, envoltório que é da centelha sublime que rege o homem, isto é, a Alma eterna e imortal como Aquele que de Si Mesmo a criou!

[…] Cavernas surgiram de um lado e outro das ruas que se diriam antes estreitas gargantas entre montanhas abruptas e sombrias, e todas numeradas. Tratava-se, certamente, de uma estranha -“povoação”, uma “cidade” em que as habitações seriam cavernas, dada a miséria de seus habitantes, os quais não possuiriam cabedais suficientes para torná-las agradáveis e facilmente habitáveis.

Martírio dos Suicidas – Almerindo Martins de Castro

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No livro O Fim da Escuridão – Robson Pinheiro traz a seguinte informação:

O célebre vale dos suicidas, que ganhou notoriedade nas páginas de romances espíritas, foi totalmente reformulado, higienizado e reurbanizado. No lugar do vale de sofrimento e expurgo, construíram-se hospitais, pontos de socorro, escolas de educação do espírito e outras tantas instituições, onde hoje são acolhidos, abrigados, reeducados e instruídos aqueles que atentaram contra a própria vida. Ou seja, o chamado umbral ou plano astral está esvaziando-se e sendo gradualmente reurbanizado, a fim de abrigar comunidades mais esclarecidas, evoluídas e progressistas. (p. 83).

Mas tais transformações não se realizam do dia pra noite. Exigem trabalho e esforço e demandam tempo. O Juízo Final, como dizem alguns religiosos, não será feito em apenas um dia, mas levará um longo processo em que os espíritos serão reclassificados segundo suas consciências, processo este que no universo espiritualista é chamado de “reurbanização extrafísica”.

fonte: http://antitelejornal2.blogspot.com.br/2012/09/o-fim-da-escuridao.html

Não é porque foi reurbanizado que deixou de existir sítios purgatoriais destinados a todos os tipos de crimes!!!!

Importante destacar que há inúmeras obras sobre o assunto já na matéria, e que qualquer indicio encontrado em alguém com idéias no assunto seja dado a devida importância e que a ação seja interrompida antes..

Por isso sempre leiam, estudem, cresçam e se encaminhem no lado espiritual. O conhecimento afasta espíritos “perdidos”, ouvidos e mentes ocupadas com assuntos uteis e importantes não se deixam levar por ideias básicas e de baixa vibração que conduz a um delito e uma nova historia de sofrimento. Vale a pena  AMAR-SE!