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Comportamento Mediúnico: Nós os Médiuns, eles os Guias

Mediante a alguns questionamentos levantamos um assunto de curiosidade e estudo em comum, qual nossa relação com nossos guias? Como eles chegaram até nós (ou nós chegamos até eles)? Diversas outras questões que ainda buscamos resposta. Encontramos nesse texto alguns esclarecimentos e muita coisa para refletir.

Será que estamos olhando para eles e enxergando o propósito real deles estarem conosco?Ou estamos apenas os usando como um meio para saciar nossos desejos e vontades, ou porque somos médiuns  e nos achamos tão importantes por tê-los conosco, com uma dose de vaidade e arrogância.

Muitas vezes o médium vai para um terreiro, no começo é aquela empolgação, e com o tempo para alguns vira algo mecânico, sempre os mesmos ritos, sempre as mesmas posturas, como se não tivesse nada além da rotina. É como se perdessem o up de estar ali, virou uma obrigação não uma devoção, uma fé a ser praticada.

Será que é assim mesmo? ou se está se esquecendo de enxergar o que é invisível aos olhos, desaprendendo a sentir.

Já ouvi inúmeras vezes pessoas dizendo assim:

“… quer lotar terreiro, faz um trabalho de exú, com comes e bebes,…”,  “… trabalho de preto velho, é muito cansativo, demora demais, e quase ninguém aparece…”, será que uma pessoa que fala algo nesse sentido ou semelhante a isso, realmente entende a religião que pratica, conhece as entidades com profundidade, eu honestamente acredito que não. Alguns valores estão se perdendo, e as pessoas pouco se importando com que tipo de energias estão se canalizando.

Cada gira tem sua importância, seus fundamentos, missões e propósitos.

Mas o que há por detrás de cada espírito, que se apresenta como uma entidade de Umbanda? será que está se tendo o cuidado necessário, ou se está se limitando a observar apenas a roupagem. Será que a credulidade não está se tornando uma fraqueza, principalmente quando o médium obedece cegamente sem avaliar as mensagens recebidas.

Nossos médiuns estão tendo critérios de avaliar o que é certo do que é errado? no ponto onde estão se  colocando num papel participativo, de consentir, ao ponto de se envolverem em determinados trabalhos, será que estão tendo ciência e mensurando as leis de causa e efeito com propriedade e seriedade. Ou será que estão tendo a ilusão que não terão sua parcela de envolvimento. Tipo… meu guia tá fazendo tal coisa e eu não tenho culpa. Será?

Muitos médiuns levam verdadeiros tapas de luva de pelica em suas vidas, onde recebem a repercussão de seus atos como médiuns, a lição é dada e caso não se aprenda há de se repetir. Simples assim.

Será mesmo que todo guia que se apresenta como a entidade X, será mesmo que  é tal entidade? Muito cuidado com isso, já foi ditologoumbanda3 por ns. vezes que mistificadores, e quiumbas adoram médiuns vaidosos, gananciosos e adoram brincar com seus egos inflados.

A algumas posturas que jamais entidades idôneas iriam expor seus médiuns. Já vi preto velho ameaçando de morte filhos de santo, entidades fazendo médiuns beijarem seus pés e sentando em cima deles como verdadeiros serviçais, Exús e Pombogiras machucando médiuns, detalhe são posturas para alguns aparentemente normais, aplaudidos de pé. Mas que não são.

A impressão que se passa que as pessoas não querem enxergar o óbvio, simplesmente por comodismo e mesmo conveniência. Ou pelo menos quando não for com eles. Sabe o detalhe, pimenta no olho do outro é refresco, quase isso.

Será que  nossos médiuns estão sabendo reconhecer seus próprios guias, suas importâncias em suas vidas, será que estão conseguindo observar suas mensagens, seus conselhos, ou se está entrando pelo um ouvido e saindo pelo outro. Ou o ego só está deixando passar elogios? Pensem.

Porque será que uma entidade X escolhe um determinado médium? Já pararam para pensar qual a ligação de suas entidades com vocês? Porque meu caboclo me escolheu, ou meu preto velho ou será que é por sorteio, aleatório? claro que não. Muitos guias já nos acompanham de várias reencarnações.

Quando você for para seu trabalho de preto velho por exemplo ou qualquer outra linha, pense sobre isso porque eu tenho tal guia comigo, porque ele me escolheu ou foi eu quem o escolhi?

Ás vezes é importante não só pedir a caridade deles para conosco, mas se colocar a disposição deles com a nossa caridade, as vezes é bom fazer essa sintonização com eles, o que eles esperam de nós? A gente sempre espera muito deles e acabamos por nos esquecer de nossa responsabilidade para com eles.

O que muitos médiuns precisam entender que muitos guias, mentores, entidades tiveram e participaram conosco de processos de reencarnação, muitos viveram conosco em outras vidas, muitos foram nossos mentores e instrutores no pós morte, muitos podem estar conosco para nos ensinar sobre questões de resgates, redenções, troca.

Já pararam para pensar que pode haver entre eles, alguns que foram  inimigos de outras vidas que através da lei do perdão e redenção hoje vem em missões espirituais conosco.

Da mesma forma que um inimigo pode vir como um filho nessa vida para haver a troca de amor, e aprenderem a se amar, porque não uma entidade para preencher o tempo perdido. Interessante, quando analisamos com profundidade certas questões.

Uma preta velha pode ter tido uma experiência com sua médium onde ela em outra vida foi sua Sinhá, e hoje trabalham juntas para que uma ajude a outra em seus processos de evolução, perdão e redenção.preto_velho

Um outro ponto interessante, nossos guias também aprendem conosco, eles levam muito de nós e deixam muito deles.

Um Exu ou uma Pombogira pode ter resgates cármicos com seus médiuns, podem ter passado por experiências juntos em outras vidas.

Muitos de nós tem herança indígena, quem nos garante que um de nossos caboclos não foi um pai ou mesmo uma mãe nossa em outra vida.

Alguns médiuns já ouviram de seus guias que os mesmos já o acompanham de outras vidas.

Precisamos olhar para nossas entidades com mais amor, carinho, atenção e devoção.

Muitas vezes nos esquecemos que para chegarem onde estão tiveram muito trabalho, muita lapidação, redenção e sofrimento, eles não chegaram onde estão de mão beijada, tiveram muito trabalho, e olha que interessante  escolheram nós para seus pupilos (que bacana, não é?) e o que a gente faz muitas vezes? a gente passa dos limites, pisa na bola, com nossas vaidades, fantasias arrogâncias e egos desmedidos,  e se esquecemos que isso é um privilégio, e devemos ser gratos por eles acreditarem em nós, por eles terem fé em nossa capacidade. Devemos nos lembrar de honrá-los e não decepcioná-los.

É muito comum ouvir de um médium, “…nossa quando trabalho com meu caboclo eu me sinto tão bem…”, outros até dizem, “… nossa sinto uma saudade quando o Pai ou a Mãe no Santo não chama uma determinada linha, parece que fica um vazio dentro de mim…”, esse vazio é pela falta inconsciente que alguns médiuns tem, é como uma mãe que mora longe, e você fica muito tempo sem estar com ela. As vezes sentimos falta do que deixamos em outros planos. Saudade pura e simples de estar com eles.

O médium ele precisa olhar para seu guia com mais profundidade, observando além das aparências, tem guias que são mais rigorosos, disciplinadores, doutrinadores, e a gente fala nossa tal guia meu é bravo, é chato, porque será que justo aquele guia é aquele que pega no pé? pois é, com certeza é porque a missão dele é justamente essa para conosco, a disciplina, te trazer princípios doutrinários.

Por isso não se queixe, cada pupilo tem o mestre que merece. 

Os médiuns mais antigos de tradições mais antigas de Umbanda, não se preocupavam com status de suas entidades, se tinham sido reis, rainhas, princesas etc…, eles se colocavam na postura de simples aparelhos de seus guias, eram passivos no sentido de não interferirem, e nesse tempo muitas entidades excelentes se manifestavam, faziam suas curas, e ninguém fazia diferenças, devido a seus nomes se eram conhecidos ou não, se tinham sido pessoas da alta sociedade, na realidade nem havia isso entre as próprias entidades, os próprios caciques, não se auto davam títulos. E mesmo quando uma entidade se auto denominava assim, no lugar do médium ficar com aquele ar metido a besta (risos), eles tinha medo, isso mesmo… medo de errar com eles.

Infelizmente não é mais assim hoje em dia, hoje me parece que se o guia não se apresentar com um nome famoso ou título parece que não tem valor, talvez seja pelo excesso anímico, fantasias de muitos médiuns hoje em dia, tanto o é, que muitas entidades viraram artigo raro de ser ver nos terreiros, talvez porque os médiuns de hoje em dia não os conheça, nem sabem seus nomes. Percebam como é sério isso, e cabe ao dirigente observar com muito cuidado esse desvio de seus médiuns,  o qual tem se tornado  um grave problema. Lembremos que muitos de nossos guias e entidades tiveram vidas bem comuns.

Onde foram parar as antigas entidades, os antigos guias e mentores, será que se aposentaram, cumpriram suas missões? ou será simplesmente que está se faltando mais médiuns sérios e sensatos.

Quando você médium olhar para um gira de preto velho por exemplo, procure enxergar além da roupagem física aparente, observe com cautela a personalidade de cada guia ali trabalhando e prestando a caridade, as vezes em pequenos gestos observamos muita coisa de um determinado espírito atuando. E saibam que trabalho de preto velho é uma verdadeira aula de sabedoria.

Nas rodas de caboclo, olhem e observem o formato de suas danças, como em cada gesto, vão simbolizando o culto e louvor a natureza, a lembrança a seus ancestrais, se deixem envolver na roda de fogo de Oxóssi, na roda de cura, no poder de suas ervas, simplesmente deixe se elevar.

Na Linha do Povo D.água, nos cantos e mantras de mãe d.água, deixe fluir, penetrar, se eleve, se deixe levar no silêncio das profundezas das águas dos rios e mares, se deixe purificar.

Sinta a cultura que envolve cada linha, cada falangeiro e caboclo, observe seus ensinamentos, eles viveram como eu e você, a única coisa que nos separa é uma linha tênue, e os planos sutis de suas existências espirituais.

Vejam como somos abençoados por tê-los em nossa trajetória e como tudo seria mais difícil sem eles por perto. Gratidão! Gratidão! a Benção hoje e sempre. Axé.

Hoje os médiuns tem que se policiarem, se auto questionarem, se darem valor, evitarem de se envolver em verdadeiros antros, não fazerem de seus oris uma bola de boliche, um joguete nas mãos daqueles que se dizem terreiros de Umbanda, mas que desconhecem o que seja, SE DEEM AO RESPEITO. Não joguem o nome de seus guias e os vossos no lixo. Simples assim.

Um médium sério procura uma casa idônea para trabalhar e não um lugar para ostentar suas vaidades e fantasias, encher a cara, se sentindo os próprios donos do cabaré. Alguns médiuns parecem não mensurar o quão lamentável é isso. Entidade idônea não faz de seu médium copo vivo. 

Nada contra a boas festas desde que não usem de espíritos para camuflarem suas vaidades enrustidas e usem de nomes de entidades idôneas para saciar suas fantasias. Terreiro de Umbanda não é escola de samba, não é picadeiro e muito menos teatro.

Entendam bem nenhuma entidade que passou por sofrimentos, por resgates cármicos pesados, que levou anos para alcançar sua redenção e doutrinação, vai querer que seu médium passe pelo mesmo, para isso o médium é seu pupilo, porque deve se entender por guia um espírito que tenha um grau evolutivo acima. Fora disso, opa lá, tem algo muito errado.  Lembremos disso.

O médium ele deve estar atento, muitas entidades quando palestram a seus médiuns e seus consulentes, com suas histórias sempre trazem algo a mais, sempre nos ensinam, sempre deixam tanto deles.

Como diz uma cantiga, “…No calar da Noite tem um Exu ele não dorme, ele vigia…”.

Para bom entender um pingo é letra.

Que nossos guias nos perdoem, e nos auxiliem a sermos cada dia melhores, na pratica do Amor e da Caridade, que nunca lhes falte sua benevolência e sagrada paciência para conosco.

Tudo passará, e quando chegar a nossa hora, que tenhamos mais honra do que vergonha.

Texto por: Cristina Alves

Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira.

Fonte: https://orixaessenciadivina.wordpress.com/2016/09/03/nos-os-mediuns-eles-os-guias/

 

Síndrome de Borderline por Monique Evans

Segundo estudos universitários da USP pessoas com transtorno de personalidade Borderline apresentam um alto índice de abandono de terapia. Entender o que ocorre durante as sessões entre terapeuta e “vítima” com este tipo de transtorno de personalidade pode contribuir para evitar futuros equívocos do tratamento, aumentando as chances de continuidade do processo terapêutico e diminuindo a probabilidade de abandono da terapia. O estudo teve como objetivo identificar as variáveis que estão relacionadas ao abandono de um caso de Borderline.

Com o acompanhamento de uma terapeuta e uma cliente em algumas sessões autorizadas foi gravado em áudio, transcrito e categorizado segundo o sistema multidimensional para categorização de comportamentos da interação terapêutica. Foi feita análise sequencial de atraso. Conforme eram marcadas as sessões e realizadas as anotações e categorizações, ao entregar exercícios e testes a paciente, passava a faltar ou atrasar o próximo encontro, devido aos confrontos e solicitação de reflexão”, por vezes medo, dúvidas, fugas.

  A dificuldade em lidar com emoções eram gigantes, crises, choros, relatos de tentar tirar a própria vida…

O abandono da terapia pareceu estar relacionado a diversos fatores:

  1. a) perda de oportunidades de aprovar e solicitar reflexão e interpretar.
  2. b) não dar atenção a relatos sobre queixas de doenças, exercendo função de invalidação.
  3. c) férias prolongadas da terapeuta.
  4. d) não flexibilidade da terapeuta em fazer mais uma sessão domiciliar em um momento de crise, repetindo assim, um comportamento de invalidação.

Em outros estudos, foi detectado também que há dificuldade de diagnosticar o transtorno justamente por vir muitas vezes acompanhado de outras disfunções mentais.

No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o indivíduo apresenta um padrão instável no que se refere à relacionamentos interpessoais, autoimagem e afetos, padrões constantes de impulsividade, que estão presentes em uma variedade de contextos, tendo início na idade adulta, preenchendo cinco ou mais dos critérios aos quais será mencionado abaixo:

Há, entretanto, aquelas pessoas que não são muito previsíveis, e que por isso, podem ser consideradas como apresentando um transtorno de personalidade. A inconsistência também deve ser entendida a partir de uma análise funcional. Se, por exemplo, uma criança tem pais que ora são atenciosos, ora não, ou que às vezes afirmam o seu intenso amor, e outras a punem severamente, poderá responder às outras pessoas, enquanto estímulos, como aprendeu a responder perante seus pais em situações semelhantes. Pode inclusive, ficar sob controle de pistas que são irrelevantes (isto é, não relacionadas com os estímulos antecedentes dos comportamentos dos pais) para identificar se os pais estão irritados ou não. Ao crescer, essas mesmas pistas poderiam funcionar como estímulos discriminativos para comportamentos considerados contraditórios e confusos diante das pessoas (Parker et al, 1998).

Aqui entrará algumas analises espirituais para melhor compreensão:

A formação do “eu” (ou self)

Pessoas border não apresentam uma noção de self ou este é volúvel.

Esses estudos apontam que popularmente, acredita-se que existam dois eus, um que dirige a ação do outro. Haveria um ‘eu’, ou seja, uma força que impulsionaria o outro ‘eu’ (o que se comporta), a agir. Deste modo, observa-se a ocorrência do comportamento, e infere-se a existência de uma entidade (a força propulsora) como causa do mesmo. Essa concepção pode ser observada, por exemplo, com o termo personalidade, que é tratado como um eu que é responsável pela ocorrência de comportamentos.

Interessante destacar essa formação de duas personalidade, dois eus. Onde um controla o outro. Espiritualmente falando, há ligações no encéfalo que conectam a alma do encarnado a mente de um desencarnado, ainda há muita especulação a respeito dos motivos que são vários e singulares a cada caso. Essas ligações da massa cinzenta causam uma crise neurológica onde passa haver o mau funcionamento dos neurotransmissores e falha ou desligamento do sistema límbico. Trazendo crises de compreensão da personalidade. Assim a personalidade da vítima é aprisionada.

Nosso cérebro trabalha com adaptação que é função do ego, existem muitas formas de nos expressarmos pro mundo, porém não conseguimos ser nós mesmo em todas as situações, isso discutimos a alguns posts atrás que disponibilizaremos link abaixo.

(https://cendee.wordpress.com/2015/10/21/estados-de-consciencia-estagios-de-empoderamento/)

Algumas pessoas tem dificuldades em se adaptar as várias situações onde assimilamos a mascaras e não expomos por algum motivo nosso verdadeiro eu incluso na mente. Os que sentem dificuldade nas adaptações momentâneas entram em crise de identidade e vindo a desenvolver uma serie de sintomas uma delas a própria borderline.

As origens são várias, mas podemos esboçar um pouco sobre uma em particular, a de Monique, desde muito cedo se tornou símbolo sexual, cobiçada por centenas de pessoas, envolvida com a sexualidade a tal ponto que acarretou o complexo mundo do triplo x. Este pretendemos fazer uma nota explicativa somente dele. Mas “dando um canjinha” o triplo X é acionado por múltiplos meios, um deles a sexualidade. É uma porta que se abre quando nos interessamos pelo assunto de forma aberta explorando a área de maneira vulgar e não sagrada. O ato da procura já deu início a auto obsessão que culminara dos mais simples aos mais complexos meios de obsessão, no físico a longo prazo uma série de distúrbios se apresentará, no caso dela um dos mais graves é a TPB.

Revisto o passado, todas chegaram à conclusão que vem de distúrbio emocionais desenvolvidos na infância ou choques traumáticos.

O Desenvolvimento do Self no T.P.B.

Os clientes com diagnóstico de borderline, em geral, trazem ao terapeuta, sentimento de impotência e confusão, pois afirmam não saber quem são, do que gostam ou do que esperam da vida. Seus comportamentos (tanto públicos quanto privados) tendem a ser contraditórios entre si e mudam rapidamente. É comum desistirem do tratamento ou não aproveitarem bem a terapia. Diante de situações de escolha, tendem a ter dificuldades para tomar decisões. É frequente a tentativa de suicídio em função da intensidade do sofrimento. Muitas vezes, relatam crises de identidade.

Alguns elementos relevantes na história da vida familiar de pessoas com T.P.B. em geral, vêm de famílias que invalidavam seus relatos a respeito de suas próprias experiências, desde que eram crianças. Assim, ao relatar as suas experiências, especialmente as negativas, foram ridicularizadas, ignoradas ou era-lhes dito que não estavam sentindo raiva, por exemplo, quando, de fato, estavam. Além disso, tais famílias são constituídas por pais que habitualmente exigiram que os pensamentos, sentimentos e emoções fossem controlados, o que invalidaria as situações que a criança vivenciou como difíceis e nas quais carecia de apoio. Por fim, a criança foi punida de alguma forma, por manifestar opiniões e preferências que fossem conflitantes com as dos pais. Pode-se afirmar, portanto, que deste ponto de vista, as respostas da criança que estavam sob controle privado habitualmente não foram reforçadas positivamente, mas sim punidas, o que levou ao reforço negativo de autorretratos inadequados, pois para evitar consequências aversivas, a criança passaria a experienciar o self a partir de estímulos externos, o que a torna extremamente sensível ao humor e aos desejos dos outros.

O importante é sempre estar atento aos sintomas, a falta de controle do self e a confusão de identidade e principalmente buscar junto ao tratamento físico o auxílio espiritual para desvencilhar as energias obsessoras.

Pra finalizar um vídeo de linguagem simples onde a terapeuta traz o transtorno de forma simples e principalmente colocando o border de forma onde ele não é uma pessoa agressiva e excluida..

fonte: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1517-55452003000200004&script=sci_arttext

Estados de Consciência – Estágios de Empoderamento

Através de um blog que seguimos (https://apenastrescoisas.wordpress.com/2014/05/21/garrafa-472-hierarquia-nao-e-palavrao/), traremos alguns pontos fundamentais por ele levantado, adequando nosso estudo a ensinamentos regimentados por psicólogos, filósofos e estudiosos.

Hierarquias de Dominação X Hierarquias de Crescimento

Primeiro ponto é identificarmos onde estamos nessas duas categorias, as hierarquia de dominação como o próprio nome diz, são meios de crenças e um conjunto de mentes onde há domínios, opressão e autoritarismo. Quando trabalhado em cima de crenças existe um acordo mental em comum dogmático onde interagem através dele.

 Exemplo disso: sistema de castas, com a divisão da sociedade indiana em grupos sociais rígidos, com raízes na sua história milenar e que ordenou a vida dos indianos por milênios, tendo sido abolido em sua ultima Constituição, mas não dos corações e mentes de muitas pessoas.

Por outro lado temos a hierarquia de crescimento, que vem a ser exatamente os nosso estudo sobre o desenvolvimento dos níveis e estágios de consciência. Aqui não há cobranças, cada um a seu tempo dentro do seu estado evolutivo, onde quem já despertou auxilia os que ainda estão galgando níveis superiores.

Os quadrantes que já estudamos a algum tempo (https://cendee.wordpress.com/2015/07/25/quadrantes-mentais/) nos dá uma ideia clara de como a hierarquia de crescimento funciona.

Através disto fica mais claro compreendermos o segundo passo que é como podemos fazer parte da escala de hierarquia de crescimento, vejamos:

Um grupo chamado MOPORÃ trouxe um trabalho inicial explicando a importância de se desligar das velhas crenças que te atrasam e não deixam você evoluir e concluir seus objetivos, nosso cérebro enxerga como podas ao longo do caminho e sua mente não compreende que precisa crescer em vez de brotar ele acaba “secando”, prendendo-se a velhas crenças.

Em um material interessante traz os estágios de empoderamento que são:

  1. Liberação do medos/crenças
  2. Reconexão com a essência
  3. Expressão da essência
  4. Inspiração

Em liberação dos medos e crenças temos que primeiro reconhecer quais são as crenças limitantes que trazemos conosco desde a infância e que ficam intrínsecas na consciência física. Levando como princípios para vida adulta, como regras mentais e morais para uma vida “saudável”. Mas com a atualização do mundo estamos também atualizando esses princípios? O importante é não ficar parado no tempo. Abaixo algumas crenças:

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Quantas vezes nos prendemos a crendices e coisas pequenas que em uma hora importante pode nos colocar em enrascadas? Nos colocar contra a parede, perder amigos, empregos, ciclos sociais???

Abrir a mente é o primeiro passo, permitir adequar o que acredita as mudanças do mundo…Assim começamos uma jornada juntos.

No segundo passo temos a reconexão com a essência, onde os valores da alma precisam estar de fato conectados com o presente, estar ligados com nosso interior, com a nossa verdadeira crença interna, nosso Deus, divindade, força maior, EU, espiritualidade, da forma como acreditar.

Estar ligado ao seu lado religioso é de suma importância para compreender questionamentos de identidade, veremos isso mais a frente.

Em um terceiro momento temos expressão da essência: aqui entra dois pontos conflitantes, primeiro temos que ser nós mesmos sempre, expor o que pensamos, nosso valor e nossas crenças pra fora, não deixar guardado o sufocando internamente, mascarando princípios. No segundo não conseguimos nos expressar da forma correta, por que? pelo ambiante que estamos, sociedade, grupos, trabalho, parceiro(a). Para cada ambiente que estamos precisamos nos adequar a ele, nos adaptar as pessoas que nele convivem devido as mais variadas formas de pensar e crer de cada um, devido as inúmeras verdades que cada um possui, sendo assim a sociedade cria meios de adaptação com regras de convívio e respeito. Para isso faça algumas perguntas mentais a você:

  1. Ambiente: O onde e o quando – no ambiente você priva e escolhe o que pode ou não incluir de ações e pensamentos que por vezes geram expressões corporais e faciais. Estou conseguindo ser eu mesmo em todos lugares que frequento?
  2. Comportamento: O o quê – é o que fazemos, inclui pensamentos além das ações, por vezes mudar o comportamento é difícil de mudar devido ao que outros pensam ou fazem diante de vós. Os comportamentos aqui descritos são aqueles impulsivos e automáticos, ações que demonstramos sem pensar, que somos porque somos. Você está conseguindo expor e expressar suas ações de acordo com o que pensa ou está se privando e escolhendo o quê falar?
  3. Capacidade: O como – são suas capacidades e habilidades, aqui cabe estratégias de pensamento e habilidades físicas, coisas do cotidiano que aprendemos e manifestamos. A capacidade só é visível no comportamento resultante porque reside em vós. Estou demonstrando minhas capacidades através de meu comportamento de acordo com o que penso, tenho liberdade nas ações?
  4. Crenças e valores: O por quê – as crenças são os princípios que guiam as ações, rege por vezes os pensamentos e nos condenam mentalmente quando deslizamos e vamos ao contrário do que nos ensinaram. Já parou pra pensar que o que aprendeu pode estar errado ou parado no tempo? Não seja ranzinza se permita mudar, a mudança trará os verdadeiros valores, aqueles que perpetuarão com você e que os outros verão e tirarão as conclusões pois valores te definem. Está criando bons valores?
  5. Identidade: O quem – identidade é o senso de si, crenças e valores que definem você e sua missão de vida. Aqui não cabe bem o que os outros pensam de você mas o que você é para você mesmo. Muitos conflitos de identidade surgem aqui pela falta de adaptação do ego as diversas situações a ele imposto. Somos mais do que todos os fatores inumerados acima, o que somos de fato? já se questionou? Quantas mascaras veste por dia para se adaptar a ambiente, grupos, emprego, família? Quantas vezes se expressou da forma como o qual é verdadeiramente por dentro? E a sociedade de forma equivocada traz sensos fortes onde quem não se adapta gera conflitos de personalidade e com isso é excluído, aqui cabe nomear duas crises claras: bipolaridade e borderline. Está desempenhando seu senso critico através destes questionamentos, está conseguindo ver quem é e se está se expressando ao mundo da forma como é? Quem és?
  6. Além da identidade: Conexão – aqui entra seu lado religioso, sua conexão com a espiritualidade, seu lugar no mundo. Como anda sua evolução com ser humano? Desenvolveu senso altruístico? Auxilia quem precisa? O que faz por você e pelo próximo? Como anda sua fé?

Compreende o conflito gerado por ter que se reconectar com sua divindade interior e o próximo passo expressa-la?

E o ultimo momento dos estágio de empoderamento: Inspiração – quando suas ações condizem com seu eu e não gera conflitos, você se torna um exemplo e as pessoas percebendo isso querem a receita do sucesso, da sua felicidade e de seus comportamentos, assim você passa a ser inspiração de outrem. Quantos de nós conseguimos chegar a este estágio? E quem estamos tendo como inspiração? Esse condiz com quem somos de fato?

Estamos sendo nós mesmos assim entrando na hierarquia de crescimento ou estamos seguindo comportamentos que não condizem com nossa personalidade assim sendo vaquinhas de presépio e atuando conscientes ou não da hierarquia de dominação eminente na sociedade que vivemos?

Fontes: