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Comportamento Mediúnico: Nós os Médiuns, eles os Guias

Mediante a alguns questionamentos levantamos um assunto de curiosidade e estudo em comum, qual nossa relação com nossos guias? Como eles chegaram até nós (ou nós chegamos até eles)? Diversas outras questões que ainda buscamos resposta. Encontramos nesse texto alguns esclarecimentos e muita coisa para refletir.

Será que estamos olhando para eles e enxergando o propósito real deles estarem conosco?Ou estamos apenas os usando como um meio para saciar nossos desejos e vontades, ou porque somos médiuns  e nos achamos tão importantes por tê-los conosco, com uma dose de vaidade e arrogância.

Muitas vezes o médium vai para um terreiro, no começo é aquela empolgação, e com o tempo para alguns vira algo mecânico, sempre os mesmos ritos, sempre as mesmas posturas, como se não tivesse nada além da rotina. É como se perdessem o up de estar ali, virou uma obrigação não uma devoção, uma fé a ser praticada.

Será que é assim mesmo? ou se está se esquecendo de enxergar o que é invisível aos olhos, desaprendendo a sentir.

Já ouvi inúmeras vezes pessoas dizendo assim:

“… quer lotar terreiro, faz um trabalho de exú, com comes e bebes,…”,  “… trabalho de preto velho, é muito cansativo, demora demais, e quase ninguém aparece…”, será que uma pessoa que fala algo nesse sentido ou semelhante a isso, realmente entende a religião que pratica, conhece as entidades com profundidade, eu honestamente acredito que não. Alguns valores estão se perdendo, e as pessoas pouco se importando com que tipo de energias estão se canalizando.

Cada gira tem sua importância, seus fundamentos, missões e propósitos.

Mas o que há por detrás de cada espírito, que se apresenta como uma entidade de Umbanda? será que está se tendo o cuidado necessário, ou se está se limitando a observar apenas a roupagem. Será que a credulidade não está se tornando uma fraqueza, principalmente quando o médium obedece cegamente sem avaliar as mensagens recebidas.

Nossos médiuns estão tendo critérios de avaliar o que é certo do que é errado? no ponto onde estão se  colocando num papel participativo, de consentir, ao ponto de se envolverem em determinados trabalhos, será que estão tendo ciência e mensurando as leis de causa e efeito com propriedade e seriedade. Ou será que estão tendo a ilusão que não terão sua parcela de envolvimento. Tipo… meu guia tá fazendo tal coisa e eu não tenho culpa. Será?

Muitos médiuns levam verdadeiros tapas de luva de pelica em suas vidas, onde recebem a repercussão de seus atos como médiuns, a lição é dada e caso não se aprenda há de se repetir. Simples assim.

Será mesmo que todo guia que se apresenta como a entidade X, será mesmo que  é tal entidade? Muito cuidado com isso, já foi ditologoumbanda3 por ns. vezes que mistificadores, e quiumbas adoram médiuns vaidosos, gananciosos e adoram brincar com seus egos inflados.

A algumas posturas que jamais entidades idôneas iriam expor seus médiuns. Já vi preto velho ameaçando de morte filhos de santo, entidades fazendo médiuns beijarem seus pés e sentando em cima deles como verdadeiros serviçais, Exús e Pombogiras machucando médiuns, detalhe são posturas para alguns aparentemente normais, aplaudidos de pé. Mas que não são.

A impressão que se passa que as pessoas não querem enxergar o óbvio, simplesmente por comodismo e mesmo conveniência. Ou pelo menos quando não for com eles. Sabe o detalhe, pimenta no olho do outro é refresco, quase isso.

Será que  nossos médiuns estão sabendo reconhecer seus próprios guias, suas importâncias em suas vidas, será que estão conseguindo observar suas mensagens, seus conselhos, ou se está entrando pelo um ouvido e saindo pelo outro. Ou o ego só está deixando passar elogios? Pensem.

Porque será que uma entidade X escolhe um determinado médium? Já pararam para pensar qual a ligação de suas entidades com vocês? Porque meu caboclo me escolheu, ou meu preto velho ou será que é por sorteio, aleatório? claro que não. Muitos guias já nos acompanham de várias reencarnações.

Quando você for para seu trabalho de preto velho por exemplo ou qualquer outra linha, pense sobre isso porque eu tenho tal guia comigo, porque ele me escolheu ou foi eu quem o escolhi?

Ás vezes é importante não só pedir a caridade deles para conosco, mas se colocar a disposição deles com a nossa caridade, as vezes é bom fazer essa sintonização com eles, o que eles esperam de nós? A gente sempre espera muito deles e acabamos por nos esquecer de nossa responsabilidade para com eles.

O que muitos médiuns precisam entender que muitos guias, mentores, entidades tiveram e participaram conosco de processos de reencarnação, muitos viveram conosco em outras vidas, muitos foram nossos mentores e instrutores no pós morte, muitos podem estar conosco para nos ensinar sobre questões de resgates, redenções, troca.

Já pararam para pensar que pode haver entre eles, alguns que foram  inimigos de outras vidas que através da lei do perdão e redenção hoje vem em missões espirituais conosco.

Da mesma forma que um inimigo pode vir como um filho nessa vida para haver a troca de amor, e aprenderem a se amar, porque não uma entidade para preencher o tempo perdido. Interessante, quando analisamos com profundidade certas questões.

Uma preta velha pode ter tido uma experiência com sua médium onde ela em outra vida foi sua Sinhá, e hoje trabalham juntas para que uma ajude a outra em seus processos de evolução, perdão e redenção.preto_velho

Um outro ponto interessante, nossos guias também aprendem conosco, eles levam muito de nós e deixam muito deles.

Um Exu ou uma Pombogira pode ter resgates cármicos com seus médiuns, podem ter passado por experiências juntos em outras vidas.

Muitos de nós tem herança indígena, quem nos garante que um de nossos caboclos não foi um pai ou mesmo uma mãe nossa em outra vida.

Alguns médiuns já ouviram de seus guias que os mesmos já o acompanham de outras vidas.

Precisamos olhar para nossas entidades com mais amor, carinho, atenção e devoção.

Muitas vezes nos esquecemos que para chegarem onde estão tiveram muito trabalho, muita lapidação, redenção e sofrimento, eles não chegaram onde estão de mão beijada, tiveram muito trabalho, e olha que interessante  escolheram nós para seus pupilos (que bacana, não é?) e o que a gente faz muitas vezes? a gente passa dos limites, pisa na bola, com nossas vaidades, fantasias arrogâncias e egos desmedidos,  e se esquecemos que isso é um privilégio, e devemos ser gratos por eles acreditarem em nós, por eles terem fé em nossa capacidade. Devemos nos lembrar de honrá-los e não decepcioná-los.

É muito comum ouvir de um médium, “…nossa quando trabalho com meu caboclo eu me sinto tão bem…”, outros até dizem, “… nossa sinto uma saudade quando o Pai ou a Mãe no Santo não chama uma determinada linha, parece que fica um vazio dentro de mim…”, esse vazio é pela falta inconsciente que alguns médiuns tem, é como uma mãe que mora longe, e você fica muito tempo sem estar com ela. As vezes sentimos falta do que deixamos em outros planos. Saudade pura e simples de estar com eles.

O médium ele precisa olhar para seu guia com mais profundidade, observando além das aparências, tem guias que são mais rigorosos, disciplinadores, doutrinadores, e a gente fala nossa tal guia meu é bravo, é chato, porque será que justo aquele guia é aquele que pega no pé? pois é, com certeza é porque a missão dele é justamente essa para conosco, a disciplina, te trazer princípios doutrinários.

Por isso não se queixe, cada pupilo tem o mestre que merece. 

Os médiuns mais antigos de tradições mais antigas de Umbanda, não se preocupavam com status de suas entidades, se tinham sido reis, rainhas, princesas etc…, eles se colocavam na postura de simples aparelhos de seus guias, eram passivos no sentido de não interferirem, e nesse tempo muitas entidades excelentes se manifestavam, faziam suas curas, e ninguém fazia diferenças, devido a seus nomes se eram conhecidos ou não, se tinham sido pessoas da alta sociedade, na realidade nem havia isso entre as próprias entidades, os próprios caciques, não se auto davam títulos. E mesmo quando uma entidade se auto denominava assim, no lugar do médium ficar com aquele ar metido a besta (risos), eles tinha medo, isso mesmo… medo de errar com eles.

Infelizmente não é mais assim hoje em dia, hoje me parece que se o guia não se apresentar com um nome famoso ou título parece que não tem valor, talvez seja pelo excesso anímico, fantasias de muitos médiuns hoje em dia, tanto o é, que muitas entidades viraram artigo raro de ser ver nos terreiros, talvez porque os médiuns de hoje em dia não os conheça, nem sabem seus nomes. Percebam como é sério isso, e cabe ao dirigente observar com muito cuidado esse desvio de seus médiuns,  o qual tem se tornado  um grave problema. Lembremos que muitos de nossos guias e entidades tiveram vidas bem comuns.

Onde foram parar as antigas entidades, os antigos guias e mentores, será que se aposentaram, cumpriram suas missões? ou será simplesmente que está se faltando mais médiuns sérios e sensatos.

Quando você médium olhar para um gira de preto velho por exemplo, procure enxergar além da roupagem física aparente, observe com cautela a personalidade de cada guia ali trabalhando e prestando a caridade, as vezes em pequenos gestos observamos muita coisa de um determinado espírito atuando. E saibam que trabalho de preto velho é uma verdadeira aula de sabedoria.

Nas rodas de caboclo, olhem e observem o formato de suas danças, como em cada gesto, vão simbolizando o culto e louvor a natureza, a lembrança a seus ancestrais, se deixem envolver na roda de fogo de Oxóssi, na roda de cura, no poder de suas ervas, simplesmente deixe se elevar.

Na Linha do Povo D.água, nos cantos e mantras de mãe d.água, deixe fluir, penetrar, se eleve, se deixe levar no silêncio das profundezas das águas dos rios e mares, se deixe purificar.

Sinta a cultura que envolve cada linha, cada falangeiro e caboclo, observe seus ensinamentos, eles viveram como eu e você, a única coisa que nos separa é uma linha tênue, e os planos sutis de suas existências espirituais.

Vejam como somos abençoados por tê-los em nossa trajetória e como tudo seria mais difícil sem eles por perto. Gratidão! Gratidão! a Benção hoje e sempre. Axé.

Hoje os médiuns tem que se policiarem, se auto questionarem, se darem valor, evitarem de se envolver em verdadeiros antros, não fazerem de seus oris uma bola de boliche, um joguete nas mãos daqueles que se dizem terreiros de Umbanda, mas que desconhecem o que seja, SE DEEM AO RESPEITO. Não joguem o nome de seus guias e os vossos no lixo. Simples assim.

Um médium sério procura uma casa idônea para trabalhar e não um lugar para ostentar suas vaidades e fantasias, encher a cara, se sentindo os próprios donos do cabaré. Alguns médiuns parecem não mensurar o quão lamentável é isso. Entidade idônea não faz de seu médium copo vivo. 

Nada contra a boas festas desde que não usem de espíritos para camuflarem suas vaidades enrustidas e usem de nomes de entidades idôneas para saciar suas fantasias. Terreiro de Umbanda não é escola de samba, não é picadeiro e muito menos teatro.

Entendam bem nenhuma entidade que passou por sofrimentos, por resgates cármicos pesados, que levou anos para alcançar sua redenção e doutrinação, vai querer que seu médium passe pelo mesmo, para isso o médium é seu pupilo, porque deve se entender por guia um espírito que tenha um grau evolutivo acima. Fora disso, opa lá, tem algo muito errado.  Lembremos disso.

O médium ele deve estar atento, muitas entidades quando palestram a seus médiuns e seus consulentes, com suas histórias sempre trazem algo a mais, sempre nos ensinam, sempre deixam tanto deles.

Como diz uma cantiga, “…No calar da Noite tem um Exu ele não dorme, ele vigia…”.

Para bom entender um pingo é letra.

Que nossos guias nos perdoem, e nos auxiliem a sermos cada dia melhores, na pratica do Amor e da Caridade, que nunca lhes falte sua benevolência e sagrada paciência para conosco.

Tudo passará, e quando chegar a nossa hora, que tenhamos mais honra do que vergonha.

Texto por: Cristina Alves

Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira.

Fonte: https://orixaessenciadivina.wordpress.com/2016/09/03/nos-os-mediuns-eles-os-guias/

 

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Halloween (Dia das Bruxas)

Muitas pessoas nos questionam o por quê fazemos recesso neste período de halloween, pensando nisso vamos falar sobre o assunto e trazer a historia do dia das bruxas.

A alguns anos o Brasil vem importando a cultura americana afim de enriquecer e ensinar as crianças e adultos sobre as brincadeiras, festas e fantasias tão colorida com doces e travessuras…

Mas o que vem junto a esta data? Que energia esse período nos traz? Veremos em breve..

O famoso  dia 31 de Outubro é mundialmente conhecido como “O dia das Bruxas ou Halloween”, que é uma festa típica que acontece nos países anglo-saxônicos: Estados Unidos,  Irlanda, Reino Unido e Canadá. O Halloween foi levado para os Estados Unidos em 1840, por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual seu país passava e passou ser conhecido como o “Dia das Bruxas”.

Acredita-se que originou-se com o antigo festival Celta, o Samhain, quando as pessoas acendiam fogueiras e usavam trajes para afastar fantasmas. A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores: caveiras, ossos decorados, nabos enfeitados, posteriormente abóboras, etc.

Aqui um adendo sobre a lenda de como surgiu a abóbora:

A vela na abóbora provavelmente tem sua origem no folclore irlandês.
Um homem chamado Jack, um alcoólatra grosseiro, em um dia 31 de Outubro bebeu excessivamente e o diabo veio levar sua alma. Desesperado, Jack implora por mais um copo de bebida e o diabo concede.
Jack estava sem dinheiro para o último trago e pede ao Diabo que se transformasse em uma moeda. O Diabo concorda.
Mal vê a moeda sobre a mesa, Jack guarda-a na carteira, que tem um fecho em forma de cruz.
Desesperado, o Diabo implora para sair e Jack propõe um trato: libertá-lo em troca de ficar na Terra por mais um ano inteiro.
Sem opção, o Diabo concorda.
Feliz com a oportunidade, Jack resolve mudar seu modo de agir e começa a tratar bem a esposa e os filhos, vai à igreja e faz até caridade.
Mas a mudança não dura muito tempo, não.

No próximo ano, na noite de 31 de outubro, Jack está indo para casa quando o Diabo aparece. Jack, esperto como sempre, convence o diabo a pegar uma maçã de uma árvore.
O diabo aceita e quando sobe no primeiro galho, Jack pega um canivete em seu bolso e desenha uma cruz no tronco.
O diabo promete partir por mais dez anos.
Sem aceitar a proposta, Jack ordena que o diabo nunca mais o aborreça.
O diabo aceita e Jack o liberta da árvore.
Para seu azar, um ano mais tarde, Jack morre, e em seguida tenta entrar no céu, mas sua entrada é negada.
Sem alternativa, vai para o inferno.

Chegando lá, encontra o diabo, o qual ainda desconfiado e se sentindo humilhado, também não permite sua entrada, e como castigo, o diabo joga uma brasa para que Jack possa iluminar seu caminho pelo limbo. Jack põe a brasa dentro de um nabo para que dure mais tempo e sai perambulando.
Devido à esse acontecimento, sua alma penada passa a ser conhecida como Jack O’Lantern (Jack da Lanterna).
Os nabos na Irlanda eram usados como “lanternas do Jack” originalmente, mas quando os imigrantes vieram para a América, eles descobriram que as abóboras eram muito mais abundantes que nabos.
Então começaram à utilizar abóboras iluminadas com uma brasa por dentro ao invés de nabos.

Por isso a tradição de se fazer caricaturas em abóboras e iluminá-las por dentro com uma vela na época de Halloween.
Segundo a lenda, quem presta atenção e consegue ver uma pequena luz fraca na noite de 31 de outubro, é porque conseguiu ver a passagem de Jack procurando uma saída do limbo em que está preso.

Uma das lendas de origem celta fala que os espíritos de todos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir e usar pelo próximo ano. Os celtas acreditavam ser a única chance de vida após a morte.
Os celtas acreditaram em todas as leis de espaço e tempo, o que permitia que o mundo dos espíritos se misturassem com o dos vivos. Como os vivos não queriam ser possuídos, na noite do dia 31 de outubro, apagavam as tochas e fogueiras de suas casa, para que elas se tornassem frias e desagradáveis, colocavam fantasias e ruidosamente desfilavam em torno do bairro, sendo tão destrutivos quanto possível, a fim de assustar os que procuravam corpos para possuir, (Panati).
Os Romanos adotaram as práticas célticas, mas no primeiro século depois de Cristo, eles as abandonaram.

No século VIII, o Papa Gregório III designou o dia 01 de novembro como um momento para homenagear todos os santos e mártires; esse feriado, o Dia de Todos os Santos, incorporou algumas tradições do Samhain. A noite anterior era conhecida como “All Hallow’s Eve” (Véspera do Dia de Todos os Santos), e mais tarde Halloween, popularmente conhecido como Dia das Bruxas.

Assim, o nome vem de uma versão encurtada de “All Hallows’ Even“(Noite de Todos os Santos), a véspera do Dia de Todos os Santos (All Hallows’ Day). “Hallow” é uma palavra do inglês antigo para “pessoa santa” e o dia de todas as “pessoas santas” é apenas um outro nome para Dia de Todos os Santos, o dia em que os católicos homenageiam todos os santos. Com o tempo, as pessoas passaram a se referir à Noite de Todos os Santos, “All Hallows’ Even“, como “Hallowe’en“, e mais tarde simplesmente “Halloween“.

Com o período da Inquisição na Idade Média, a igreja católica (Europa) condenou  a festa como pagã e todos que cultuassem seriam queimados na fogueira como os bruxos, dando o popular nome dia das Bruxas. Períodos de perseguição em massa e mortes horrendas tomaram as datas santas e criou-se um aspecto negativo em relação a comemoração. Uma forma de amenizar os problemas, a igreja cristianizou a festa como Dia dos Finados.

Quanto as brincadeiras de “doces ou travessuras” é originária de um costume europeu do século IX, chamado de “souling” (almejar).
No dia 2 de novembro, Dia de Todas as Almas (ou Finados aqui no Brasil), os cristãos iam de vila em vila pedindo “soul cakes” (bolos de alma), que eram feitos de pequenos quadrados de pão com groselha. Para cada bolo que ganhasse, a pessoa deveria fazer uma oração por um parente morto do doador.
Acreditava-se que as almas permaneciam no limbo por um certo tempo após sua morte e que as orações ajudavam-na a ir para o céu. (#fato)

Mas o por quê das Bruxas?

Não é à toa que o dia 31 de Outubro é conhecida como “Dia das Bruxas” em português.
Segundo várias lendas, as bruxas se reuniam duas vezes por ano durante a mudança das estações: no dia 30 de abril e no dia 31 de outubro.
Segundo conta-se a lenda, chegando em vassouras voadoras, as bruxas participavam de uma festa chefiada pelo próprio Diabo. Elas jogavam maldições e feitiços em qualquer pessoa, transformavam-se em várias coisas e causavam todo tipo de transtorno.  Diz-se também que para encontrar uma bruxa era preciso colocar suas roupas do avesso e andar de costas durante a noite de Halloween.
Então, à meia-noite, você veria uma bruxa!

A crença em bruxas chegou aos Estados Unidos com os primeiros colonizadores.
Lá, elas se espalharam e misturaram-se com as histórias de bruxas contadas pelos índios norte-americanos e, mais tarde, com as crenças na magia negra trazidas pelos escravos africanos.
O gato preto é constantemente associado às bruxas devido à lendas, as quais citam que elas podem transformar-se em gatos e também devido à crenças, as quais pregam que os gatos são na realidade espíritos de pessoas mortas.
Muitas superstições estão associadas aos gatos pretos.
Uma das mais conhecidas é a de que se um gato preto cruzar seu caminho, você deve voltar pelo caminho de onde veio, pois se não o fizer, é azar na certa.

Lendas a parte, vamos ao lado espiritual disso tudo.

O Halloween com o passar dos anos se sobrecarregou de energias pesadas devido as inúmeras almas que assim como o Jack da lenda buscam saídas das zonas purgatoriais para findarem seu sofrimento.

Na espiritualidade há inúmeros portais e em algumas regiões neste período ele se abrem, devido a cultura que possuímos sobre finados uma época muito próxima e interligada, o sofrimento flutua no ar, a tristeza, saudade, e por vezes sentimentos mistos entre encarnados e desencarnados fazendo com que laços obsessivos se iniciem neste período.

Em relação a abertura destes portais, antes ocorria no primeiro dia de novembro, hoje já abre no dia 30 de outubro, devido a popularização da festa que enfatiza mortos vivos, vampiros, monstros e etc. Muitos apesar de parecer lendas e mitologias espiritualmente sabemos que existem de formas pouco diferenciadas das convencionais ficções, porem com destruição semelhante através da obsessão.

Com a fixação nesta data nas fantasias mais horrendas em vez de assustar como no inicio celta, acaba por si aproximando as tais almas penadas.  Nada impede que faça festa e se divirta, o que de fato deve permanecer a alegria da cultura, mas espiritualmente em sinal de respeito fechamos as portas, não arriscando os médiuns as energias densas desta época, visto que as próprias entidades já avisam que retornam a atuar junto ao grupo uma semana após finados.

Ainda sobre o portal energético, na cidades litorâneas alguns encontra-se no mar outros nos próprios cemitérios. Importante é que se for participar dos “rituais” (festas) sempre com respeito.

Algo que nos chamou atenção também são as caracterizações, as maquiagens muito bem feitas, cheias de cortes e sangue, representando zumbis, mortos e mutilados. A questão é: o que isso agrega em energia? Será que há consciência por parte dos que se enfeitam desta forma? a somatização em matéria destes ferimentos ficam registrados na aura pela impressão que causam, as emoções que se registram pelas feições que o olham, importante saber para se prevenir das energias negativas neste sentido. Sabendo se precaver e devidamente protegido o plexo solar (fechando o umbigo, algodão, esparadrapo, faixa, etc.), boa festa!

Teremos uma matéria falando somente sobre finados..

Fontes:

SUPEREGO (Estudo Espiritual)

Chegamos a um elemento do nosso estado de consciência chamado SUPEREGO, uma ferramenta responsável por nos melhorar durante a evolução, estando equilibrado se junta ao ID para formar um EGO perfeito.

No plano físico existe a teoria freudiana onde o superego é o elemento anjo e com características semelhantes ao ID astral. Mas no estudo espiritualizado, quando este elemento se desequilibra ele se nos conduz ao nosso lado “negro”, interagimos com nosso DEMON. Em equilíbrio nos conduz a perfeição – em gestos, pensamentos e palavras (ego ideal), atua com as máximas de Mestre Porteira: “Pautar pensamentos, palavras e ações”, pois com estes três gestos não projetamos novos karmas, resgatamos energias e nos equilibramos.

SUPEREGO se torna o juiz da nossa vida. A teoria de Freud e o estudo astral concordam um ponto: que o superego forma-se após o ego, durante o esforço da criança de introjetar os valores recebidos dos pais e da sociedade a fim de receber amor e afeição.

Importante entender que se superego está bem, todo o resto de nossa personalidade estará bem, ele nos auxilia o tempo todo, nos ajuda a ter discernimento para que o ego tome decisões coerentes. Ativando nosso senso de auto critica e critica construtiva, questionador a fim de evoluir, de aprender mais. Do contrário se ele desestabilizar, nos tornamos amargos, ranzinzas, críticos destrutivos, argumentadores para finalidades destrutivas, prepotentes, autoritários, intransigentes, preconceituosos, intimidadores entre outros; Neste estágio o superego acaba por manchar nossa imagem perante o todo.

Vai uma dica para manter os três estados iniciais de consciência sempre harmônicos:

1 – Ter informação: com ela o preconceito não se formula e passamos a ter mais amplitude consigo e com a sociedade.

2 – Conhecimento: saber o que defende, as causas, conhecer a fundo seus argumentos e respeitar opiniões alheias, permitindo que os outros também se expressem e você aprenda mais.

3 – Consciência: de seus atos, de suas atitudes, de seus pensamentos, de sua missão  e sua jornada com o todo. Após descobrir como se comportar bem com estes estágios da consciência, a evolução avança a passos largos e você com espírito altruístico ajuda os seres mais próximos com exemplos sendo espelho para que aprendam a se entender também.

4 – Ação: (requer decisão) comece agora, com uma regra de ouro, faça com os outros o que gostariam que fizessem com você, gentileza gera gentileza, lei da ação e reação, cabe a você começar a mudar a partir deste minuto, é com você aí…

ID (Estudo Espiritual)

O ID tem a ver com as leis; SIM! Ele é o responsável pela Leis Morais, as regras da sociedade nas quais eu tenho que me adaptar para viver bem com o todo, ele por vezes nos salva de situações ridículas, nos faz refletir e compreender os limites e como as pessoas interagem, assim consigo me adequar e entrar na sociedade. Dita o que aprendemos com nossos pais, o que é certo e o que é errado. Como devo ou não reagir, relevar inúmera situações para não perder uma posição no emprego ou um amigo por exemplo, ele nos ajuda a trabalhar a paciência e nos testa ao último para saber se conseguimos adquiri-la conforme pedimos. Ele por vezes é a voz da consciência.
O único problema é que boa parte da população acessa ele sempre nos momentos desequilibrados trazendo o lado negativo deste assistente emocional, cerebral e que deveria ser nosso anjo, mas que se torna o lado obscuro que todos temos dentro de nós.

Algumas características do ID em desequilíbrio: agressividade, apetite insaciável e gula, carência, teimosia, egoísmo, mau humor, chatice, emotividade, comodismo, rebeldia, falsidade, impulsividade, entre outros.
Fácil de saber em que e em quantos momentos o acessamos né?

Nosso guias e mentores não acessam as informações e achismo físicos, por vezes as teorias de Freud fazem sentido mas confrontam apenas o lado desequilibrado do ID, ele acetou muitos aspectos do lado negativo e também quanto a teoria de que o ID é uma estrutura do aparelho mental mas se esqueceu o lado positivo e do valor rela deste, afinal ele acaba por vezes se confundindo com o próprio ego quando está harmônico. Na verdade quando esta confusão cerebral ocorre, é justo o momento que nosso ego escolheu o lado que ele irá usar e interagir, lembram que o ego é a ação da adaptação? Pois é, o ego como fala no post anterior ele dá auxilio nas decisões, mas o ID assessora o mental com as leis morais, assim ele passa ser um ótimo elemento espiritual que permite que nosso guias, mentores, iluminadores e anjos da guarda possam nos intuir e nos auxiliar mais vezes, por vezes chamamos o próprio ID de sexto sentido.

 A questão imediatista abordada sobre esta estrutura da mente, faz com que tenhamos aspectos negativos do ID, mas é importante destacar que ele com sua sede do aqui e agora ajuda muito o tempo presente, ele aborda o dois tempos: passado e presente, auxiliando o ego a interagir e formar ideias claras, objetivas e ações limpas com experiências passadas.

Existem teorias de que ele trabalha com inconsciente, e estas não estão de todo erradas, pois ele consegue obter informações da nossa “caixa preta”, o registro de  todas as vivências do nosso espírito, guardadas no nosso inconsciente (localizado fisicamente em nosso cerebelo, porém astralmente) e trazendo algumas vivencias mal resolvidas para o tempo atual para auto resgate, onde transformações energéticas, como quando damos a volta por cima de uma situação e resolvemos o distúrbio energética transformando em dharma.

Na sociedade atual e moderna observamos pessoas tendo liberdade de falarem e fazerem o que passar na mente, por vezes sem se importar com opinião alheia e escrachando seus achismo, pensamentos, opiniões e controladoras, claro que ganham auxilio de outros mecanismo em desequilíbrio que é o superego que logo falaremos em estudo, e também de obsessores que por afinidade e vinganças pessoais se emaranham em nossos pensamentos e apimentam essa nova visão de “verdade” que por vezes os jovens tem como brincadeira saudável, mas que na verdade essa brincadeira um tanto ácida nada mais é do que uma porta que estamos permitindo se abrir para um mal próprio que pode levar anos para se desenvolver, a saúde mental e emocional neste aspecto fica frágil, a vampirização e imposição de ideias acabam por tomar conta e quando vemos estamos no fundo do poço de uma depressão ou N transtornos mentais. Isso também pode se desenrolar com pessoas tímidas ao extremo, não fica como troféu das falantes não, querer se esconder e não se abrir pra vida, também o faz uma presa fácil emocional.

Outra teoria que ronda o ID é a teoria do inicio do prazer, nele que tudo começa e se destempera, Como vemos isso de um modo mais amplo? Quantas vezes qualquer motivo de chateação ou frustração faz com que recorramos a mudar de assunto, beber, tomar um café, puxar um trago, divagar o pensamento em pensamentos ruins, entre outros vícios? A  Fuga bem comum nos ID descontrolados se manifesta no momento em que situações mal resolvidas como citadas acima surgem e precisamos resolver, o Ego entra em desespero e recorre a ajuda, e o mecanismo do ID pode ser mais forte para alguns porém trazendo um lado negativo. Na formação da personalidade observamos muito o mundo ao nosso redor, como nossos familiares e próximo lidam com problemas, e esse espelho que carregamos conosco por vezes em épocas tão distintas e fora ao alcance memorial, acaba por trazer medos, e aí entram os inimigos atrais para atuar por você. E sem que perceba se envolve com vícios que parecem se inofensivos, mas que prejudicam corpo, mente e espírito. Saber se controlar, respirar fundo e ser humilde são princípios básicos de um ID equilibrado.

Viu o por que é importante conhecer o ID positivo para saber como se comportar daqui para frente?

Continue estudando, links relacionados:

https://cendee.wordpress.com/2015/05/24/ego-estudo-espiritual/

https://cendee.wordpress.com/2015/01/21/desvendando-a-reencarnacao-e-as-formacoes-de-transtornos-mentais/

https://cendee.wordpress.com/2015/01/29/transtornos-mentais-e-a-espiritualidade-parte-1/

https://cendee.wordpress.com/2015/01/29/transtornos-mentais-e-a-espiritualidade-parte-2/

https://cendee.wordpress.com/2015/01/30/doencas-relacionadas-a-obsessao-parte-1/

https://cendee.wordpress.com/2015/02/03/doencas-relacionadas-a-obsessao-parte-2/

https://cendee.wordpress.com/2015/03/28/grande-aula-sobre-ego/

https://cendee.wordpress.com/2015/04/10/sozinho-filme-espirita-sobre-obsessao-e-alcoolismo/

Orgonites x obsessores

Carnaval vs Centros

Por que centros espíritas, candomblés e umbandistas fecham no carnaval?

1Fechar os centros/terreiros é um ritual antigo, que tem origem na Bahia, que no sábado de Carnaval, as Casas de Candomblé fazem uma oferenda para Exú, o guardião e mensageiro, para que ele abra caminho e dê proteção. Assim, as Casas de Santo fecham no Carnaval, enquanto o Guardião acompanha seus protegidos durante a festa de Carnaval.

O carnaval é a festa da carne, segundo as leis espirituais. Nesse período todos os componentes da Dinastia Negra são liberados com a abertura de todos os portais maléficos [ Como Assim?]

Bem, sabemos que há um portal de passagem entre os dois mundos que nesta época ele fica aberto constantemente devido a “festa da carne”. Em outros períodos ele é controlado e a abertura acontece em alguns momentos do dia, as 03h, 06h, e 00h.

Mas por que ele não se fecha no carnaval?

Justamente pelo furor carnal, quando passamos noites em claro e emoções carnais a flor da pele. Isso faz com que haja um desregramento no “relógio” astral permitindo que mais espíritos inferiorizados, marginalizados e trevosos estejam misturados entre as massas, passando-se despercebidos devido a confusão energética estimulada pela emoção “mundana”.

2   Assim, locais onde se trabalha com a exposição das mediunidades se abstêm para evitar qualquer contato com essas forças maléficas. Mas ficam em orações constantes pelo bem de todos, em contato espiritual com os mentores de luz.

O período do carnaval é apenas a iniciação de um tempo onde os Exus e as Bombojiras irão atuar, assim como o portal se mantém aberto, as entidades citadas terão trabalho redobrado para recolher eguns, kiumbas, vampiros entre outros espíritos na erraticidade que aproveitam o portal aberto para buscar energia na fonte humana. Como a energia é mais pesada, cabe aos capas negras e caveiras o trabalho mais pesado de recolhimento.

Há centros que mantém-se abertos, estes ficam suscetíveis a energias inferiores a se manifestarem, trazendo um grande trabalho e exaustão aos médiuns, de grande valia seus esforços porém perigoso energeticamente.

O ato de fechar as portas neste período é um ato de respeito cultural e sobre tudo  uma forma de proteger seus médiuns. Aos que abrem, terão de ter força redobrada quanto a proteção e certeza  de quem estão recebendo.

3Muitas entidades só retornam seus trabalhos junto aos médiuns após a quaresma, que é o tempo de reflexão física sobre suas ações e pecados e de limpeza astral, terminando nas proximidades da páscoa  o trabalho dos exus e bombojiras.

Outras após a quarta-feira de cinzas já retomam seu trabalho, varia de centro pra centro e depende muito do pai de santo, mãe de santo, e/ou coordenador de cada local.

Mas o médium em  sua vida cotidiana pode entrar na folia?

Nada proíbe o ser humano de se divertir, desde que saiba a consequência de seus atos. O fato dele ir desfilar em escolas de samba, sambar e se divertir nada tem a haver com sua conduta mediúnica, O que interfere aqui é suas ações mediante aos vício terrenos (álcool, tabagismo, entorpecentes, sexo, etc). Um bom médium sabe se comportar mediante as energias contrárias e a não ceder diante do coletivo:  ” vou tomar cerveja a noite toda porque meus colegas estão me oferecendo e vai ficar feio se não acompanhar”. ORAI E VIGIAI! O inimigo está ao lado, saber se defender e estar sobre a conduta disciplinada a frente de tudo. Beber não é se divertir, diversão não está relacionada a vícios de nenhuma  espécie, diversão é estar são e ter o controle de seu livre arbítrio sem interferências externas.

4Outro exemplo  de como as entidades atuam no carnaval, são as inspirações e historias que trazem em sua festa, muitas escolas trazem historias entidades buscando a própria desmistificação e quebrando pre conceitos religiosos, mostrando ao mundo que a cultura religiosa é forte no Brasil.

O médium consciente sabe discernir o bem do mal e sabe lidar com as energias sem vincula-las a sua aura. Divertir-se sim, se tornar vítima de obsessão não!

Bom carnaval a todos!