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Comportamento Mediúnico: Nós os Médiuns, eles os Guias

Mediante a alguns questionamentos levantamos um assunto de curiosidade e estudo em comum, qual nossa relação com nossos guias? Como eles chegaram até nós (ou nós chegamos até eles)? Diversas outras questões que ainda buscamos resposta. Encontramos nesse texto alguns esclarecimentos e muita coisa para refletir.

Será que estamos olhando para eles e enxergando o propósito real deles estarem conosco?Ou estamos apenas os usando como um meio para saciar nossos desejos e vontades, ou porque somos médiuns  e nos achamos tão importantes por tê-los conosco, com uma dose de vaidade e arrogância.

Muitas vezes o médium vai para um terreiro, no começo é aquela empolgação, e com o tempo para alguns vira algo mecânico, sempre os mesmos ritos, sempre as mesmas posturas, como se não tivesse nada além da rotina. É como se perdessem o up de estar ali, virou uma obrigação não uma devoção, uma fé a ser praticada.

Será que é assim mesmo? ou se está se esquecendo de enxergar o que é invisível aos olhos, desaprendendo a sentir.

Já ouvi inúmeras vezes pessoas dizendo assim:

“… quer lotar terreiro, faz um trabalho de exú, com comes e bebes,…”,  “… trabalho de preto velho, é muito cansativo, demora demais, e quase ninguém aparece…”, será que uma pessoa que fala algo nesse sentido ou semelhante a isso, realmente entende a religião que pratica, conhece as entidades com profundidade, eu honestamente acredito que não. Alguns valores estão se perdendo, e as pessoas pouco se importando com que tipo de energias estão se canalizando.

Cada gira tem sua importância, seus fundamentos, missões e propósitos.

Mas o que há por detrás de cada espírito, que se apresenta como uma entidade de Umbanda? será que está se tendo o cuidado necessário, ou se está se limitando a observar apenas a roupagem. Será que a credulidade não está se tornando uma fraqueza, principalmente quando o médium obedece cegamente sem avaliar as mensagens recebidas.

Nossos médiuns estão tendo critérios de avaliar o que é certo do que é errado? no ponto onde estão se  colocando num papel participativo, de consentir, ao ponto de se envolverem em determinados trabalhos, será que estão tendo ciência e mensurando as leis de causa e efeito com propriedade e seriedade. Ou será que estão tendo a ilusão que não terão sua parcela de envolvimento. Tipo… meu guia tá fazendo tal coisa e eu não tenho culpa. Será?

Muitos médiuns levam verdadeiros tapas de luva de pelica em suas vidas, onde recebem a repercussão de seus atos como médiuns, a lição é dada e caso não se aprenda há de se repetir. Simples assim.

Será mesmo que todo guia que se apresenta como a entidade X, será mesmo que  é tal entidade? Muito cuidado com isso, já foi ditologoumbanda3 por ns. vezes que mistificadores, e quiumbas adoram médiuns vaidosos, gananciosos e adoram brincar com seus egos inflados.

A algumas posturas que jamais entidades idôneas iriam expor seus médiuns. Já vi preto velho ameaçando de morte filhos de santo, entidades fazendo médiuns beijarem seus pés e sentando em cima deles como verdadeiros serviçais, Exús e Pombogiras machucando médiuns, detalhe são posturas para alguns aparentemente normais, aplaudidos de pé. Mas que não são.

A impressão que se passa que as pessoas não querem enxergar o óbvio, simplesmente por comodismo e mesmo conveniência. Ou pelo menos quando não for com eles. Sabe o detalhe, pimenta no olho do outro é refresco, quase isso.

Será que  nossos médiuns estão sabendo reconhecer seus próprios guias, suas importâncias em suas vidas, será que estão conseguindo observar suas mensagens, seus conselhos, ou se está entrando pelo um ouvido e saindo pelo outro. Ou o ego só está deixando passar elogios? Pensem.

Porque será que uma entidade X escolhe um determinado médium? Já pararam para pensar qual a ligação de suas entidades com vocês? Porque meu caboclo me escolheu, ou meu preto velho ou será que é por sorteio, aleatório? claro que não. Muitos guias já nos acompanham de várias reencarnações.

Quando você for para seu trabalho de preto velho por exemplo ou qualquer outra linha, pense sobre isso porque eu tenho tal guia comigo, porque ele me escolheu ou foi eu quem o escolhi?

Ás vezes é importante não só pedir a caridade deles para conosco, mas se colocar a disposição deles com a nossa caridade, as vezes é bom fazer essa sintonização com eles, o que eles esperam de nós? A gente sempre espera muito deles e acabamos por nos esquecer de nossa responsabilidade para com eles.

O que muitos médiuns precisam entender que muitos guias, mentores, entidades tiveram e participaram conosco de processos de reencarnação, muitos viveram conosco em outras vidas, muitos foram nossos mentores e instrutores no pós morte, muitos podem estar conosco para nos ensinar sobre questões de resgates, redenções, troca.

Já pararam para pensar que pode haver entre eles, alguns que foram  inimigos de outras vidas que através da lei do perdão e redenção hoje vem em missões espirituais conosco.

Da mesma forma que um inimigo pode vir como um filho nessa vida para haver a troca de amor, e aprenderem a se amar, porque não uma entidade para preencher o tempo perdido. Interessante, quando analisamos com profundidade certas questões.

Uma preta velha pode ter tido uma experiência com sua médium onde ela em outra vida foi sua Sinhá, e hoje trabalham juntas para que uma ajude a outra em seus processos de evolução, perdão e redenção.preto_velho

Um outro ponto interessante, nossos guias também aprendem conosco, eles levam muito de nós e deixam muito deles.

Um Exu ou uma Pombogira pode ter resgates cármicos com seus médiuns, podem ter passado por experiências juntos em outras vidas.

Muitos de nós tem herança indígena, quem nos garante que um de nossos caboclos não foi um pai ou mesmo uma mãe nossa em outra vida.

Alguns médiuns já ouviram de seus guias que os mesmos já o acompanham de outras vidas.

Precisamos olhar para nossas entidades com mais amor, carinho, atenção e devoção.

Muitas vezes nos esquecemos que para chegarem onde estão tiveram muito trabalho, muita lapidação, redenção e sofrimento, eles não chegaram onde estão de mão beijada, tiveram muito trabalho, e olha que interessante  escolheram nós para seus pupilos (que bacana, não é?) e o que a gente faz muitas vezes? a gente passa dos limites, pisa na bola, com nossas vaidades, fantasias arrogâncias e egos desmedidos,  e se esquecemos que isso é um privilégio, e devemos ser gratos por eles acreditarem em nós, por eles terem fé em nossa capacidade. Devemos nos lembrar de honrá-los e não decepcioná-los.

É muito comum ouvir de um médium, “…nossa quando trabalho com meu caboclo eu me sinto tão bem…”, outros até dizem, “… nossa sinto uma saudade quando o Pai ou a Mãe no Santo não chama uma determinada linha, parece que fica um vazio dentro de mim…”, esse vazio é pela falta inconsciente que alguns médiuns tem, é como uma mãe que mora longe, e você fica muito tempo sem estar com ela. As vezes sentimos falta do que deixamos em outros planos. Saudade pura e simples de estar com eles.

O médium ele precisa olhar para seu guia com mais profundidade, observando além das aparências, tem guias que são mais rigorosos, disciplinadores, doutrinadores, e a gente fala nossa tal guia meu é bravo, é chato, porque será que justo aquele guia é aquele que pega no pé? pois é, com certeza é porque a missão dele é justamente essa para conosco, a disciplina, te trazer princípios doutrinários.

Por isso não se queixe, cada pupilo tem o mestre que merece. 

Os médiuns mais antigos de tradições mais antigas de Umbanda, não se preocupavam com status de suas entidades, se tinham sido reis, rainhas, princesas etc…, eles se colocavam na postura de simples aparelhos de seus guias, eram passivos no sentido de não interferirem, e nesse tempo muitas entidades excelentes se manifestavam, faziam suas curas, e ninguém fazia diferenças, devido a seus nomes se eram conhecidos ou não, se tinham sido pessoas da alta sociedade, na realidade nem havia isso entre as próprias entidades, os próprios caciques, não se auto davam títulos. E mesmo quando uma entidade se auto denominava assim, no lugar do médium ficar com aquele ar metido a besta (risos), eles tinha medo, isso mesmo… medo de errar com eles.

Infelizmente não é mais assim hoje em dia, hoje me parece que se o guia não se apresentar com um nome famoso ou título parece que não tem valor, talvez seja pelo excesso anímico, fantasias de muitos médiuns hoje em dia, tanto o é, que muitas entidades viraram artigo raro de ser ver nos terreiros, talvez porque os médiuns de hoje em dia não os conheça, nem sabem seus nomes. Percebam como é sério isso, e cabe ao dirigente observar com muito cuidado esse desvio de seus médiuns,  o qual tem se tornado  um grave problema. Lembremos que muitos de nossos guias e entidades tiveram vidas bem comuns.

Onde foram parar as antigas entidades, os antigos guias e mentores, será que se aposentaram, cumpriram suas missões? ou será simplesmente que está se faltando mais médiuns sérios e sensatos.

Quando você médium olhar para um gira de preto velho por exemplo, procure enxergar além da roupagem física aparente, observe com cautela a personalidade de cada guia ali trabalhando e prestando a caridade, as vezes em pequenos gestos observamos muita coisa de um determinado espírito atuando. E saibam que trabalho de preto velho é uma verdadeira aula de sabedoria.

Nas rodas de caboclo, olhem e observem o formato de suas danças, como em cada gesto, vão simbolizando o culto e louvor a natureza, a lembrança a seus ancestrais, se deixem envolver na roda de fogo de Oxóssi, na roda de cura, no poder de suas ervas, simplesmente deixe se elevar.

Na Linha do Povo D.água, nos cantos e mantras de mãe d.água, deixe fluir, penetrar, se eleve, se deixe levar no silêncio das profundezas das águas dos rios e mares, se deixe purificar.

Sinta a cultura que envolve cada linha, cada falangeiro e caboclo, observe seus ensinamentos, eles viveram como eu e você, a única coisa que nos separa é uma linha tênue, e os planos sutis de suas existências espirituais.

Vejam como somos abençoados por tê-los em nossa trajetória e como tudo seria mais difícil sem eles por perto. Gratidão! Gratidão! a Benção hoje e sempre. Axé.

Hoje os médiuns tem que se policiarem, se auto questionarem, se darem valor, evitarem de se envolver em verdadeiros antros, não fazerem de seus oris uma bola de boliche, um joguete nas mãos daqueles que se dizem terreiros de Umbanda, mas que desconhecem o que seja, SE DEEM AO RESPEITO. Não joguem o nome de seus guias e os vossos no lixo. Simples assim.

Um médium sério procura uma casa idônea para trabalhar e não um lugar para ostentar suas vaidades e fantasias, encher a cara, se sentindo os próprios donos do cabaré. Alguns médiuns parecem não mensurar o quão lamentável é isso. Entidade idônea não faz de seu médium copo vivo. 

Nada contra a boas festas desde que não usem de espíritos para camuflarem suas vaidades enrustidas e usem de nomes de entidades idôneas para saciar suas fantasias. Terreiro de Umbanda não é escola de samba, não é picadeiro e muito menos teatro.

Entendam bem nenhuma entidade que passou por sofrimentos, por resgates cármicos pesados, que levou anos para alcançar sua redenção e doutrinação, vai querer que seu médium passe pelo mesmo, para isso o médium é seu pupilo, porque deve se entender por guia um espírito que tenha um grau evolutivo acima. Fora disso, opa lá, tem algo muito errado.  Lembremos disso.

O médium ele deve estar atento, muitas entidades quando palestram a seus médiuns e seus consulentes, com suas histórias sempre trazem algo a mais, sempre nos ensinam, sempre deixam tanto deles.

Como diz uma cantiga, “…No calar da Noite tem um Exu ele não dorme, ele vigia…”.

Para bom entender um pingo é letra.

Que nossos guias nos perdoem, e nos auxiliem a sermos cada dia melhores, na pratica do Amor e da Caridade, que nunca lhes falte sua benevolência e sagrada paciência para conosco.

Tudo passará, e quando chegar a nossa hora, que tenhamos mais honra do que vergonha.

Texto por: Cristina Alves

Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira.

Fonte: https://orixaessenciadivina.wordpress.com/2016/09/03/nos-os-mediuns-eles-os-guias/

 

O MISTÉRIO DA MALANDRAGEM

Estamos preparando uma apostila completa sobre entidades e orixás para turma esquilo do Cendee, conforme vamos estudando e buscando informações, esbarramos em detalhes ricos que queremos compartilhar, é do mesmo grupo da postagem anterior:

Mistério da Malandragem – Grupo Espírita Mensageiros da Luz – GEMEL

Nós é chamado de malandro, mas a nossa malandragem é boa. Zé quando chega, ele não vem para a Macumba, vem para a Boacumba. O povo chama nós de tudo, de malandro, vagabundo, egun, até de exu preto. Mas malandro não é Exu, malandra não é pombagira. Exu tem o mistério dele, pombagira tem o mistério dela e a malandragem tem o mistério dela, que nós não revela só por malandragem.
Todo malandro é bom de pernada, mas malandro não dá pernada para derrubar ninguém, a não ser a negatividade, a não ser os pensamentos ruins, os feitiços, a maldade e a covardia.
O povo diz que malandro é cachaceiro, é jogador, é femeeiro e não gosta de trabalho, é vagabundo. Mas a bebida que nós usa, que nós oferece para o povo beber é só pra mostrar que o egoísmo não pode ser cultivado, então nós divide a bebida. Essa mesma bebida que a gente usa para afastar as baixa vibração e a negatividade.
Malandro joga verde para colher maduro, e esse maduro pode ser traduzido por sorte para aqueles que vem até nós com o coração limpo, em busca de ajuda.
Nós é femeeiro, porque como dizem, nós gosta da beleza, e a mulher é um símbolo de beleza, que embeleza a vida, que embeleza o dia a dia para aqueles que tem olhos para enxergar a verdadeira beleza.
Malandro é irreverente, malandro dança, malandro canta, malandro bambeia para lá e para cá, sempre com seu andar manemolente, de urubu malandro. A irreverência da malandragem, junto com sua dança e sua cantoria, quando baixa no terreiro, é uma forma de afastar a tristeza, a melancolia, a amargura e a decepção do coração daqueles que estão precisando. A manemolência, a ginga e o bambeio é para mostrar para o povo que é dessa forma que se enfrenta as dificuldades que tem que ser vividas nessa terra. Sem perder o rebolado e sem perder a alegria de viver. Esse é o mistério da malandragem, seja malandro homem, seja malandro mulher. E duvida de um malandro quando ele se dispor a prejudicar quem quer que seja, porque esse é só um rufião achando que é malandro ou fingindo que é um.
Verdadeiramente, a malandragem é uma linha de força, é uma linha de trabalho dentro da sagrada umbanda, e de vagabundo, nós não tem nada. Está sempre no terreiro, para dar um abraço aberto para aqueles que sabem o que é isso e está sempre vagando no mundo, guardando e protegendo os caminhos daqueles que faz merecimento. Nós não consegue ajudar a todos porque nós não é santificado. Só ajudamos quando temos a permissão da justiça divina, da lei maior.
Isso é a malandragem, e eu sou só um Pilintra catimbozeiro, lá do meu Pernambuco, que não gosta de covardia com criança, com mulher e com velho, porque aí eu não sei se respondo por mim.
Salve a umbanda!
Salve meu catimbó!
Salve Nossa Senhora da Conceição!
Salve a Bahia!
Um abraço pra vocês,

Zé Pilintra do Encruzo.

Nomes de Algumas Malandros e Malandras cujas historias, pontos e legado estarão em nossa apostila

Bom cabelo
Camisa Listrada
Camisa Preta
Carioquinha
Chico Pelintra
Cibamba
Edgar
Gargalhada
João Malandro
Juquiri da Linha do Trem
Leonardo do Inferno
Malandrinho (de vários pontos)
Malandrinho da Estrada
Malandro da Baixa do Sapateiro
Malandro da Calunga
Malandro da Lapa
Malandro da Praia
Malandro da Zona Portuária
Malandro do Pelourinho
Malunguinho
Meia-noite
Mestre Carlos
Miguel Camisa Preta
Miguelzinho
Navalha da Beira do Cais
Navalha da Lapa
Nego da Lapa
Sete Copos
Sete Facadas
Sete Navalhadas
Terno branco
Viriata da Esquina
Zé Baiano
Zé Boiadeiro
Zé Camisa Listrada
Zé Camisa Preta
Zé Camisa Vermelha
Zé da Barra
Zé da Estrada
Zé da Lapa
Zé da Luz
Zé da Madrugada
Zé da Mata
Zé da Porta do Botequim
Zé da Proa
Zé da Silva
Zé da Virada
Zé das Almas
Zé das Cabras (esse é tropeiro)
Zé das Mulheres
Zé de Légua
Zé do Cais
Zé do Cemitério
Zé do Coco
Zé do Morro
Zé Emanuel
Zé Malandro (de vários pontos: do morro, do portão, da Lapa, etc…)
Zé Marinheiro
Zé Mineiro
Zé Moreno
Zé Navalha
Zé Pereira
Zé Pilintra
Zé Pimenta
Zé Pretinho
Catarina das Sete Navalhadas
7 Navalhadas
7 saias do Cabaré
Celina da Praia
Dalila do Porto
Gilda do Cabaré
Joana Pelintra (Da falange de Zé Pelintra)
Malandra 7 Navalhadas
Malandra da Baia
Malandra da Estrada
Malandra da Lapa
Malandra das 7 Encruzilhadas
Malandra das Almas
Malandra das Rosas Vermelhas
Malandra das Rosas Vermelhas dos Arcos da Lapa
Malandra do Cabaré
Malandra do Cruzeiro das Almas
Malandra do Morro
Malandra dos Arcos da Lapa
Malandra Maria 7 Navalhas
Malandra Maria do Morro
Malandras
Malandrinha da Baia
Malandrinha da Rosa Vermelha
Malandrinha das Almas
Malandrinha do Cabaré
Malandrinha do Morro
Malandrinha do Morro Alto
Malandrinha (de vários pontos)
Maria 7 Léguas
Maria 7 Navalhas (Da falange de Maria Navalha)
Maria Alzira das 7 Encruzilhadas
Maria Amália
Maria Bonita
Maria Branca
Maria da Boemia
Maria do Balaio
Maria do Baralho
Maria do Cais
Maria do Morro
Maria do Pente Fino
Maria Izabel
Maria Mulambo Malandra
Maria Mulher
Maria Navalha
Maria Navalha da Calunga
Maria Navalha da Estrada
Maria Navalha da Lapa
Maria Navalha das Almas
Maria Navalha do Cabaré
Maria Navalha do Cais
Maria Navalhada
Maria Pelintra
Maria Preta
Maria Rosa Navalha
Maria Seresteira

Miliquina da Lapa

Navalha da Beira do Cais
Navalha da Lapa
Neguinha da Madrugada
Ritinha
Rosa da Lapa
Rosa do Cabaré
Rosa Malandra (A dama da noite)
Rosa Pelintra
Rosinha Malandra
Sete Saias
Sete Saias do Cabaré
Sete Saias, Maria Mulher
Viriata da Esquina

fonte:

Conhecendo Entidades – tira dúvidas!

Em uma pesquisa que esta a fazendo na linha de malandros achei uma colocação do Grupo Espírita Mensageiros da Luz – GEMEL, achamos muito válido os pontos abordados e queremos dividir com todos afim de conhecimento, esclarecimento e dúvidas que vemos que muitos médiuns iniciantes possuem

Conhecendo Seu Guia

É muito comum vermos nas redes sociais irmãos de fé perguntando: trabalho com o exu Y. Alguém conhece alguma coisa sobre a história dele?
Pois bem! Vamos esclarecer que a história de um exu Y não é igual à história de outro exu Y, pois são espíritos diferentes que trabalham com médiuns diferentes. Apenas se utilizam do nome representativo daquele grupo do qual fazem parte, seja ele, uma falange, uma sub-falange, um agrupamento ou uma coluna. Normalmente o nome utilizado pelas entidades é indicativo do seu mistério, missão, linha, irradiação e etc…

Por exemplo: Sr. Tranca-Ruas – verbo TRANCAR, ou seja, bloquear, anular, reter – RUAS, ou seja, caminhos, estradas (Ogun). Logo, trabalha sob a irradiação do orixá Ogun, guardando os caminhos, trancando, bloqueando, anulando, retendo tudo aquilo que for necessário para evitar a proliferação do mal.
Então, todos os exus Tranca-Ruas têm essas mesmas características e atuam nos mesmos campos de irradiação, mas cada um deles é um espírito distinto e possui sua própria história de vida.

Logo, se você quer conhecer a história de qualquer entidade, só poderá fazê-lo através dela mesma, com a convivência, estreitando relação e ganhando sua confiança. Para isso, mostre-se um médium digno e a altura da confiança e da amizade da entidade e, quem sabe, ela te diga até seu verdadeiro nome.

Outro detalhe importante! Não se preocupe com a mecânica gestual da entidade e nem busque conhecer essa mecânica e os trejeitos, através de outro médium que trabalhe com entidade do mesmo nome, pois estará comprometendo a naturalidade da incorporação com a prática do animismo desnecessário. Digo desnecessário por que toda incorporação tem uma dose de animismo, mesmo que inconsciente, pois é uma simbiose de dois espíritos utilizando um só corpo e as mesmas faculdades. E nesse processo, consciente ou inconscientemente, estão presentes resíduos da personalidade do médium, através das emoções, sensações, sentimentos, vivências, experiências, ou seja, o ânima.

Não é porque o Caboclo Lua do seu irmão brada que o seu caboclo lua tem bradar também.
Não é por que a Malandra Celina da Praia da sua irmã, dança, que a sua Malandra Celina da Praia tem que dançar também.
Não é por que o Pai Ambrósio do seu irmão reza com galho de arruda, que o seu Pai Ambrósio tem que rezar do mesmo jeito.

Temos que ter muito cuidado no trato com as entidades e com as incorporações, procurando ficarmos o mais isento possível e confiante na ação da espiritualidade, permitindo que ela conduza o processo da incorporação.

Mantenham a calma e a confiança na espiritualidade, que, com o tempo, através da sua evolução espiritual e do trabalho dedicado às causas do bem, você irá conhecendo verdadeiramente suas entidades, seu modo de trabalho, temperamento, comportamento e personalidade, a tal ponto, que você identificará cada uma delas só pela aproximação, assim como identificamos uma pessoa querida à distância, apenas pelos trejeitos, modo de andar ou outra particularidade qualquer.

Getulio de Xangô

Fonte:

Exus – Desmistificando Entidades

No tempo da escravidão, os escravos faziam muitas oferendas ao Orixá Exu, para que este abrisse os caminhos dos escravos que tanto sofriam.  Pós descobertos pelos senhores de engenho e a igreja católica, esses orixás receberam associações negativas, deturpando  seu real significado.

Muitos leigos e “médiuns” desavisados, não munidos de conhecimento acabam por repelir esta energia devido ao medo, outros os convocam para trabalhar na esquerda, porém vamos compreender melhor quem são e quais erros costuma-se cometer por falta de doutrina, vejamos:

Exu é o equilíbrio entre os dois polos, são guardiões, soldados dos pretos-velhos.

Compadres: Quanto aos espíritos que são comparados com Exu (compadres), hoje em dia, não são Orixás, e sim, espíritos em desenvolvimento, que se bem doutrinados, podem ajudar muito, como se fosse o próprio Exu Orixá; pois estes, passaram a agir sob o comando do Exu Orixá que, é o “verdadeiro” Exu.

Exu pagão: é tido como o marginal da espiritualidade, aquele sem luz, sem conhecimento da evolução, trabalhando na magia para o mal, embora possa ser despertado para evoluir desta condição.

Exu batizado: são os Exus que já conseguem diferenciar o bem do mal, mas fazem os dois, pois também, ainda se interessam no pagamento e por vezes mantem a troca devido a necessidade de vícios e energia. Sendo que, por já serem batizados, trabalham para os Exus coroados carregando o mal tirado das pessoas. Estes começam a ser doutrinados. São almas humanas já sensibilizada pelo bem, evoluindo e, trabalhando para o bem, intervem o mal como um policial que penetra nos reinos da marginalidade.

Exu coroado: são os Exus que além de saberem distinguir o mal do bem, dão preferência e, só trabalham para ajudar as pessoas. Estes Exus por já possuírem esclarecimento suficiente, já começam a trabalhar em outras linhas (Caboclos, Pretos-velhos etc.). Estes atuam diretamente no umbral resgatando almas, e  obtendo informações importantes para luz, como descreve bem os livros de Ângelo Inácio, psicografados pelo médium Robson Pinheiro.

CLASSIFICAÇÃO PELOS PONTOS DE VIBRAÇÃO DOS EXUS
Exus do Cemitério:
São Exus que, em sua maioria, servem à Obaluaiê. Durante as consultas são sérios, reservados e discretos, podem eventualmente trabalhar dando passes de limpeza (descarregando) o consulente. Alguns não dão consulta, se apresentando somente em obrigações, trabalhos e descarregos.
Exus da Encruzilhada:
São Exus que servem a Orixás diversos. Não são brincalhões como os Exus da estrada, mas também não são tão fechados como os do cemitério. Gostam de dar consulta e também participam em obrigações, trabalhos e descarregos. Alguns deles se aproximam muito (em suas características) dos Exus do cemitério, enquanto outros se aproximam mais dos Exus da estrada.
Exus da Estrada:
São os mais “brincalhões”. Suas consultas são sempre recheadas de boas gargalhadas, porém é bom lembrar que como em qualquer consulta com um guia incorporado, o respeito deve ser mantido e sendo assim estas “brincadeiras” devem partir SEMPRE do guia e nunca do consulente. São os guias que mais dão consultas em uma gira de Exu, se movimentam muito e também falam bastante, alguns chegam a dar consulta a várias pessoas ao mesmo tempo.

ORGANIZAÇÃO E HIERARQUIA DOS EXUS: 

Os Exus, estão também, divididos em hierarquias. Onde temos desde Exus muito ligados aos Orixás até aqueles Exus ligados aos trabalhos mais próximos às trevas.
Os exus dividem-se hierarquicamente, em três planos ou três ciclos e em sete graus e a divisão está formada “de cima para baixo”
TERCEIRO CICLO
Contém o Sétimo, Sexto e Quinto graus.
Neste Ciclo encontramos os chamados Exus Coroados. São aqueles que tem grande evolução, já estão nas funções de mando. São os chefes das falanges. Recebem as ordens diretas dos chefes de legiões da Umbanda. Pouco são aqueles que se manifestam em algum médium. Apenas alguns médiuns, bem preparados, com enorme missão aqui na Terra, tem um Exu Coroado como o seu guardião pessoal. São os guardiões chefes de terreiro. Não mais reencarnam, já esgotaram há tempos os seus karmas.
• Sétimo Grau – Estão os Exus Chefe de Legião e para cada Linha da Umbanda, temos Um Exu no Sétimo Grau, portanto, temos Sete Exus Chefes de Legião
• Sexto Grau – Estão os Exus Chefes de Falange. São Sete Exus Chefes de Falange subordinados a cada Exu Chefe de Legião, portanto, temos 49 Exus Chefes de Falange.
• Quinto Grau– Estão os Exus Chefes de Sub-Falange. São Sete Exus Chefes de Sub-Falange subordinados a cada Exu Chefe de Falange, portanto, são 343 Exus Chefes de Sub-Falange.

SEGUNDO CICLO

Contém o Quarto Grau.
Neste Ciclo encontramos os chamados Exus Cruzados ou Batizados. São subordinados dos Exus Coroados. Já tem a noção do bem e do mal. São os exus mais comuns que se manifestam nos terreiros. Também, tem funções de sub-chefes. Fazem parte da segurança de um terreiro. O campo de atuação destes exus está nas sombras (entre a Luz e as Trevas). Estão ainda nos ciclos de reencarnações.
• Quarto Grau – Estão os Exus Chefes de Agrupamento. São Sete Exus Chefes de Agrupamento e estão subordinados a cada Exu Chefe de Sub-Falange, portanto, são 2401 Exus Chefes de Agrupamento.

PRIMEIRO CICLO

Contém o Terceiro, Segundo e Primeiro Graus.
Temos dois tipos de Exus neste ciclo :
o Exus Espadados – São subordinados do Exus Cruzados. O seu campo de atuação encontra-se entre as sombras e as trevas.
o Exus Pagãos (Kiumbas) – São subordinados aos exus de nível acima. São aqueles que não tem distinção exata entre o bem e o mal. São conhecidos, também como “rabos-de-encruza”. Aceitam qualquer tipo de trabalho, desde que se pague bem. Não são confiáveis, por isso.
São comandados de maneira intensiva pelos Exus de hierarquias superiores. Quando fazem algo errado, são castigados pelos seus chefes, e querem vingarem-se de quem os mandou fazer a coisa errada.São kiumbas, capturados e depois adaptados aos trabalhos dos Exus.
O campo de atuação dos Exus Pagãos, é as trevas. Conseguem se infiltrar facilmente nas organizações das trevas. São muito usados pelos Exus dos níveis acima, devido esta facilidade de penetração nas trevas.
• Terceiro Grau – Estão os Exus Chefes de Coluna. São Sete Exus Chefes de Coluna e estão subordinados a cada Exus Chefes de Agrupamento, portanto, são 16807 Exus Chefes de Coluna.
• Segundo Grau – Estão os Exus Chefes de Sub-Coluna. São Sete Exus Chefes de Sub-Coluna e estão subordinados a cada Exu Chefe de Coluna, portanto, são 117649 Exus Chefes de Sub-Coluna.
• Primeiro Grau – Estão os Exus Integrantes de Sub-Colunas e são milhares de espíritos nesta função.
Os Exus, em geral, não são bons nem ruins, são apenas executores da Lei.
Ogum, responsável pela execução da Lei, determina as execuções aos Exus.

Outro fator também  determinante de conhecimento é que como a luz tem suas linhas, a treva também possui, com hierarquia semelhante, pois evoluem da mesma forma.

Porém, alguns espíritos, que usam indevidamente o nome de Exu, procuram realizar trabalhos de magia dirigida contra os encarnados. Na realidade, quem está agindo é um espírito atrasado. É justamente contra as influências maléficas, o pensamento doentio desses feiticeiros improvisados, que entra em ação o verdadeiro Exu, atraindo os obsessores, cegos ainda, e procurando trazê-los para suas falanges que trabalham visando a própria evolução.

trechos dos blogs

http://umbandajaciaracombr.blogspot.com.br/2009/08/exus-exus-pagao-batizado-e-coroado.html

http://umbandaogunxoroque.blogspot.com.br/2013/03/sobre-os-exus.html)

texto: C.L.V.