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Comportamento Mediúnico: Nós os Médiuns, eles os Guias

Mediante a alguns questionamentos levantamos um assunto de curiosidade e estudo em comum, qual nossa relação com nossos guias? Como eles chegaram até nós (ou nós chegamos até eles)? Diversas outras questões que ainda buscamos resposta. Encontramos nesse texto alguns esclarecimentos e muita coisa para refletir.

Será que estamos olhando para eles e enxergando o propósito real deles estarem conosco?Ou estamos apenas os usando como um meio para saciar nossos desejos e vontades, ou porque somos médiuns  e nos achamos tão importantes por tê-los conosco, com uma dose de vaidade e arrogância.

Muitas vezes o médium vai para um terreiro, no começo é aquela empolgação, e com o tempo para alguns vira algo mecânico, sempre os mesmos ritos, sempre as mesmas posturas, como se não tivesse nada além da rotina. É como se perdessem o up de estar ali, virou uma obrigação não uma devoção, uma fé a ser praticada.

Será que é assim mesmo? ou se está se esquecendo de enxergar o que é invisível aos olhos, desaprendendo a sentir.

Já ouvi inúmeras vezes pessoas dizendo assim:

“… quer lotar terreiro, faz um trabalho de exú, com comes e bebes,…”,  “… trabalho de preto velho, é muito cansativo, demora demais, e quase ninguém aparece…”, será que uma pessoa que fala algo nesse sentido ou semelhante a isso, realmente entende a religião que pratica, conhece as entidades com profundidade, eu honestamente acredito que não. Alguns valores estão se perdendo, e as pessoas pouco se importando com que tipo de energias estão se canalizando.

Cada gira tem sua importância, seus fundamentos, missões e propósitos.

Mas o que há por detrás de cada espírito, que se apresenta como uma entidade de Umbanda? será que está se tendo o cuidado necessário, ou se está se limitando a observar apenas a roupagem. Será que a credulidade não está se tornando uma fraqueza, principalmente quando o médium obedece cegamente sem avaliar as mensagens recebidas.

Nossos médiuns estão tendo critérios de avaliar o que é certo do que é errado? no ponto onde estão se  colocando num papel participativo, de consentir, ao ponto de se envolverem em determinados trabalhos, será que estão tendo ciência e mensurando as leis de causa e efeito com propriedade e seriedade. Ou será que estão tendo a ilusão que não terão sua parcela de envolvimento. Tipo… meu guia tá fazendo tal coisa e eu não tenho culpa. Será?

Muitos médiuns levam verdadeiros tapas de luva de pelica em suas vidas, onde recebem a repercussão de seus atos como médiuns, a lição é dada e caso não se aprenda há de se repetir. Simples assim.

Será mesmo que todo guia que se apresenta como a entidade X, será mesmo que  é tal entidade? Muito cuidado com isso, já foi ditologoumbanda3 por ns. vezes que mistificadores, e quiumbas adoram médiuns vaidosos, gananciosos e adoram brincar com seus egos inflados.

A algumas posturas que jamais entidades idôneas iriam expor seus médiuns. Já vi preto velho ameaçando de morte filhos de santo, entidades fazendo médiuns beijarem seus pés e sentando em cima deles como verdadeiros serviçais, Exús e Pombogiras machucando médiuns, detalhe são posturas para alguns aparentemente normais, aplaudidos de pé. Mas que não são.

A impressão que se passa que as pessoas não querem enxergar o óbvio, simplesmente por comodismo e mesmo conveniência. Ou pelo menos quando não for com eles. Sabe o detalhe, pimenta no olho do outro é refresco, quase isso.

Será que  nossos médiuns estão sabendo reconhecer seus próprios guias, suas importâncias em suas vidas, será que estão conseguindo observar suas mensagens, seus conselhos, ou se está entrando pelo um ouvido e saindo pelo outro. Ou o ego só está deixando passar elogios? Pensem.

Porque será que uma entidade X escolhe um determinado médium? Já pararam para pensar qual a ligação de suas entidades com vocês? Porque meu caboclo me escolheu, ou meu preto velho ou será que é por sorteio, aleatório? claro que não. Muitos guias já nos acompanham de várias reencarnações.

Quando você for para seu trabalho de preto velho por exemplo ou qualquer outra linha, pense sobre isso porque eu tenho tal guia comigo, porque ele me escolheu ou foi eu quem o escolhi?

Ás vezes é importante não só pedir a caridade deles para conosco, mas se colocar a disposição deles com a nossa caridade, as vezes é bom fazer essa sintonização com eles, o que eles esperam de nós? A gente sempre espera muito deles e acabamos por nos esquecer de nossa responsabilidade para com eles.

O que muitos médiuns precisam entender que muitos guias, mentores, entidades tiveram e participaram conosco de processos de reencarnação, muitos viveram conosco em outras vidas, muitos foram nossos mentores e instrutores no pós morte, muitos podem estar conosco para nos ensinar sobre questões de resgates, redenções, troca.

Já pararam para pensar que pode haver entre eles, alguns que foram  inimigos de outras vidas que através da lei do perdão e redenção hoje vem em missões espirituais conosco.

Da mesma forma que um inimigo pode vir como um filho nessa vida para haver a troca de amor, e aprenderem a se amar, porque não uma entidade para preencher o tempo perdido. Interessante, quando analisamos com profundidade certas questões.

Uma preta velha pode ter tido uma experiência com sua médium onde ela em outra vida foi sua Sinhá, e hoje trabalham juntas para que uma ajude a outra em seus processos de evolução, perdão e redenção.preto_velho

Um outro ponto interessante, nossos guias também aprendem conosco, eles levam muito de nós e deixam muito deles.

Um Exu ou uma Pombogira pode ter resgates cármicos com seus médiuns, podem ter passado por experiências juntos em outras vidas.

Muitos de nós tem herança indígena, quem nos garante que um de nossos caboclos não foi um pai ou mesmo uma mãe nossa em outra vida.

Alguns médiuns já ouviram de seus guias que os mesmos já o acompanham de outras vidas.

Precisamos olhar para nossas entidades com mais amor, carinho, atenção e devoção.

Muitas vezes nos esquecemos que para chegarem onde estão tiveram muito trabalho, muita lapidação, redenção e sofrimento, eles não chegaram onde estão de mão beijada, tiveram muito trabalho, e olha que interessante  escolheram nós para seus pupilos (que bacana, não é?) e o que a gente faz muitas vezes? a gente passa dos limites, pisa na bola, com nossas vaidades, fantasias arrogâncias e egos desmedidos,  e se esquecemos que isso é um privilégio, e devemos ser gratos por eles acreditarem em nós, por eles terem fé em nossa capacidade. Devemos nos lembrar de honrá-los e não decepcioná-los.

É muito comum ouvir de um médium, “…nossa quando trabalho com meu caboclo eu me sinto tão bem…”, outros até dizem, “… nossa sinto uma saudade quando o Pai ou a Mãe no Santo não chama uma determinada linha, parece que fica um vazio dentro de mim…”, esse vazio é pela falta inconsciente que alguns médiuns tem, é como uma mãe que mora longe, e você fica muito tempo sem estar com ela. As vezes sentimos falta do que deixamos em outros planos. Saudade pura e simples de estar com eles.

O médium ele precisa olhar para seu guia com mais profundidade, observando além das aparências, tem guias que são mais rigorosos, disciplinadores, doutrinadores, e a gente fala nossa tal guia meu é bravo, é chato, porque será que justo aquele guia é aquele que pega no pé? pois é, com certeza é porque a missão dele é justamente essa para conosco, a disciplina, te trazer princípios doutrinários.

Por isso não se queixe, cada pupilo tem o mestre que merece. 

Os médiuns mais antigos de tradições mais antigas de Umbanda, não se preocupavam com status de suas entidades, se tinham sido reis, rainhas, princesas etc…, eles se colocavam na postura de simples aparelhos de seus guias, eram passivos no sentido de não interferirem, e nesse tempo muitas entidades excelentes se manifestavam, faziam suas curas, e ninguém fazia diferenças, devido a seus nomes se eram conhecidos ou não, se tinham sido pessoas da alta sociedade, na realidade nem havia isso entre as próprias entidades, os próprios caciques, não se auto davam títulos. E mesmo quando uma entidade se auto denominava assim, no lugar do médium ficar com aquele ar metido a besta (risos), eles tinha medo, isso mesmo… medo de errar com eles.

Infelizmente não é mais assim hoje em dia, hoje me parece que se o guia não se apresentar com um nome famoso ou título parece que não tem valor, talvez seja pelo excesso anímico, fantasias de muitos médiuns hoje em dia, tanto o é, que muitas entidades viraram artigo raro de ser ver nos terreiros, talvez porque os médiuns de hoje em dia não os conheça, nem sabem seus nomes. Percebam como é sério isso, e cabe ao dirigente observar com muito cuidado esse desvio de seus médiuns,  o qual tem se tornado  um grave problema. Lembremos que muitos de nossos guias e entidades tiveram vidas bem comuns.

Onde foram parar as antigas entidades, os antigos guias e mentores, será que se aposentaram, cumpriram suas missões? ou será simplesmente que está se faltando mais médiuns sérios e sensatos.

Quando você médium olhar para um gira de preto velho por exemplo, procure enxergar além da roupagem física aparente, observe com cautela a personalidade de cada guia ali trabalhando e prestando a caridade, as vezes em pequenos gestos observamos muita coisa de um determinado espírito atuando. E saibam que trabalho de preto velho é uma verdadeira aula de sabedoria.

Nas rodas de caboclo, olhem e observem o formato de suas danças, como em cada gesto, vão simbolizando o culto e louvor a natureza, a lembrança a seus ancestrais, se deixem envolver na roda de fogo de Oxóssi, na roda de cura, no poder de suas ervas, simplesmente deixe se elevar.

Na Linha do Povo D.água, nos cantos e mantras de mãe d.água, deixe fluir, penetrar, se eleve, se deixe levar no silêncio das profundezas das águas dos rios e mares, se deixe purificar.

Sinta a cultura que envolve cada linha, cada falangeiro e caboclo, observe seus ensinamentos, eles viveram como eu e você, a única coisa que nos separa é uma linha tênue, e os planos sutis de suas existências espirituais.

Vejam como somos abençoados por tê-los em nossa trajetória e como tudo seria mais difícil sem eles por perto. Gratidão! Gratidão! a Benção hoje e sempre. Axé.

Hoje os médiuns tem que se policiarem, se auto questionarem, se darem valor, evitarem de se envolver em verdadeiros antros, não fazerem de seus oris uma bola de boliche, um joguete nas mãos daqueles que se dizem terreiros de Umbanda, mas que desconhecem o que seja, SE DEEM AO RESPEITO. Não joguem o nome de seus guias e os vossos no lixo. Simples assim.

Um médium sério procura uma casa idônea para trabalhar e não um lugar para ostentar suas vaidades e fantasias, encher a cara, se sentindo os próprios donos do cabaré. Alguns médiuns parecem não mensurar o quão lamentável é isso. Entidade idônea não faz de seu médium copo vivo. 

Nada contra a boas festas desde que não usem de espíritos para camuflarem suas vaidades enrustidas e usem de nomes de entidades idôneas para saciar suas fantasias. Terreiro de Umbanda não é escola de samba, não é picadeiro e muito menos teatro.

Entendam bem nenhuma entidade que passou por sofrimentos, por resgates cármicos pesados, que levou anos para alcançar sua redenção e doutrinação, vai querer que seu médium passe pelo mesmo, para isso o médium é seu pupilo, porque deve se entender por guia um espírito que tenha um grau evolutivo acima. Fora disso, opa lá, tem algo muito errado.  Lembremos disso.

O médium ele deve estar atento, muitas entidades quando palestram a seus médiuns e seus consulentes, com suas histórias sempre trazem algo a mais, sempre nos ensinam, sempre deixam tanto deles.

Como diz uma cantiga, “…No calar da Noite tem um Exu ele não dorme, ele vigia…”.

Para bom entender um pingo é letra.

Que nossos guias nos perdoem, e nos auxiliem a sermos cada dia melhores, na pratica do Amor e da Caridade, que nunca lhes falte sua benevolência e sagrada paciência para conosco.

Tudo passará, e quando chegar a nossa hora, que tenhamos mais honra do que vergonha.

Texto por: Cristina Alves

Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira.

Fonte: https://orixaessenciadivina.wordpress.com/2016/09/03/nos-os-mediuns-eles-os-guias/

 

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Aula Corpos Espirituais – 2° Corpo – Duplo etérico (sede dos chákras)

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Duplo Etérico / Perispírito / Corpo Etérico

  • Invisível ao olho nu: por ser composto de energia existe a dificuldade para percebe-lo, assim só teremos contato perante a vidência ou desdobramento do mesmo.
  • Não tem consciência: Apesar de ser composto de energia ele vibra em uma dimensão acima da física, porém ainda pertence ao plano material por ser “grosseiro” e “vital”, desfazendo-se com a morte do físico. Sendo assim sua natureza é material.
  • Sede dos Chákras: os chákras são os órgãos deste corpo, assim como o cordão de prata é o seu órgão principal,como o coração para o físico.
  • Cascões – ao findar a vida física, e o passar das horas pós morte, este corpo assume forma de cascões esbranquiçados se tornando alimentos para espíritos inferiores.
  • Não interfere na consciência física – justamente por ter uma função especifica que é manter a vitalidade do físico e passar energias mantenedoras do mesmo, ele não possui qualquer espécie de consciência.
  • Distribui energias vitalizantes pelo corpo físico – através de seus órgãos os chákras, ele distribui toda energia captada pelo ambiente, mente e espirituais para o corpo físico.
  • Promove cicatrização de ferimentos – as energias dos chákras principais fazem com que este corpo tenha tamanha influencia no físico que qualquer situação que exponha perigo e ferimentos, ele tem força suficiente para promover cicatrização e cura das células e da pele no físico. Apenas não haverá cicatrização se houver algum empecilho emocional de interferência muito forte ou então alguma doença derivada de problemas emocionais que dificultam o processo, por exemplo a diabete. Promove cura das enfermidades localizadas pelo mesmo motivo.
  • É instrumento de operações espirituais no mundo físico – durante uma cirurgia astral, o médium em desdobramento cede seu 2° corpo para uma espécie de envelopamento ou então “luvas” para o espírito ministrante da cirurgia que já não o possui por ser desencarnado. Assim a energia ministrada na cirurgia chegará mais rápida no corpo físico do consulente e a solução será agilizada.
  • De comprimento de onda superior ao da luz violeta e ultravioleta.
  • Corpo da materialização – antigamente muito se estudava sobre o pós morte e “exigia-se” provas concretas da vida além da vida e com isto o segundo corpo do médium cedente liberava ectoplasma em uma concentração grande que promovia a forma do espírito do desencarnando dando imagem a ele para visualização humana a olho nu. Até hoje qualquer ser humano encarnado produz ectoplasma e este auxilia no processo de cicatrização relatado anteriormente também.
  • Ectoplasma = gás concentrado, de forma pastosa, plástica quando em grande concentração para materialização. O efeito de vitalidade é tão grande que o faz alvo de vampirismo por espíritos inferiores famintos.

  • Efeito Kirlian não constitui o retrato do corpo duplo etérico.
  • Se desfaz após de 48 a 72 horas do falecimento do corpo físico
  • As massas brancas vista em cemitérios são os duplos etéricos ainda perdidos após o desligamento entre o corpo físico dos demais espirituais.
  • Estende-se a ¼ de polegada (6,34 mm) a 2 polegadas (50,78mm) do físico quando em desdobramento.
  • Seu principal órgão é o cordão de prata que liga o 2°corpo a aura no 4° corpo (estudaremos o cordão no 3° e a aura no 4 corpo)
  • Duplo = duplicata do físico, igualdade em forma matriz.
  • Etérico – Eter = intermediário entre energia e matéria
  • Doenças se acumulam no 2° corpo pra depois se manifestarem no físico (1°) – energia advém das forças externas e também mentais, são captadas pelo terceiro corpo que automaticamente os enviam para o segundo onde se aglomeram, com a continuação do padrão energético da vitima sobre a energia ali enclausurada fará com que alguma desarmonia se manifeste no físico.

Descobrindo os Estados de Consciência

Após a descobertas dos corpos, avançamos a um segundo estágio, entender como e porque temos devida ações, formas de pensar, de onde vem as ideias, como criamos karmas e como avançamos na EVOLUÇÃO.

Primeiro passo é compreender  como funciona os tempos, tempo para seres encarnados e desencarnados:

TEMPORAL: tempo que vivemos como humanos encarnados, tempo controlado pelo relógio, pela noite e pelo dia, a prisão que muitos enlouquecem e se perdem nas ilusões de uma vida a qual nem sempre se valoriza e de extrema importância para saber como agir e cumprir suas missões na carne. Pois é este tempo que determina quando começa e quando acaba o karma e o dharma.

Quem vive no TEMPO TEMPORAL?

Seres encarnados na Terra: não se resume a humanos, também todos os animais, vegetais, minerais…

Espírito no Astral – quando ele está dentro de seu espaço ele vive no tempo que cabe a um espírito, diferentemente do tempo experimentado na Terra, assim ele vive TEMPORALMENTE em sua dimensão.

ATEMPORAL: neste estágio o tempo conhecido é relativo, não conta-se como os relógios da Terra, o tempo real que pertence ao Universo é ATEMPORAL, como a palavra mesmo deduz além das barreiras do tempo, fora do limite…

A questão atemporal funciona quando “burlamos” nosso tempo, ou seja, quando o humano vai ao astral, desdobrado durante o sono, e quando os espíritos estão presentes no tempo humano (mental ou não). Mas por quê burlar?  Não é um burlar no sentido de quebrar as regras e sim a forma carinhosa de explicar que quando em missões e naturalmente durante o sono transitamos em dimensões diferentes, vivendo realidades paralelas, para ambas as situações, os humanos, animais e os espíritos.

Estão ATEMPORAIS:

Seres em desdobramento: humanos e animais.

Espíritos na Terra (mental ou não)

Por que o fenômeno do desdobramento é tão importante?

Partindo do principio que somos centelhas divina, quando desdobramos, nosso espírito vive uma realidade paralela, onde participamos no sono, e trazemos lembranças, flashes, insides e sensações ao acordar dos sonhos.

Nesta realidade ativamos a famosa consciência dois, o inconsciente que se explora na matéria. Um exemplo disso em sonhos é quando nosso próprio corpo toma decisões e comete ações diferenciadas do que a minha consciência carnal tomaria em determinada situação, ninguém domina o sonho, a menos que seja um médium experiente e faça viagens astrais conscientes.

Assim quando meu espírito desdobra do meu corpo carnal e passa atuar atemporalmente, usufruo de toda energia e aprendizado do astral, vivendo fora do meu tempo durante todo estágio do sono. Mas também sofremos a ação deste tempo atemporal, quando vamos a regiões energéticas de vibração inferior ao de costume e voltamos cansados após horas a fio de sono profundo.

Também neste estágio temos acesso aos nossos mentores e protetores que nos instruem com novas idéias e não nos deixam “desviar” das nossas missões.  Mas se você ao desdobrar passar por muitos períodos se deslocar a regiões umbralinas* constantes, sofrerá uma outra ação do tempo atemporal que trará danos como perda excessiva energética e ligações com seres viventes destas regiões, deslocando-os atemporalmente a sua dimensão, tornando-os por afinidade, resgates, karma, aprendizado seus obsessores.

* Salvo quando o médium desdobrado vai em missões protegidos  por seus tutores astrais.

Malandros, Ciganos e Orientais – Desmistificando Entidades

Malandros

Têm como principal característica de identificação, a malandragem, o amor pela noite, pela música, pelo jogo, pela boemia e uma atração pelas mulheres (principalmente pelas prostitutas, mulheres da noite, etc…). Isso quer dizer que em vários lugares de culturas e características regionais completamente diferentes, sempre haverá um malandro. O malandro de Pernambuco dança côco, xaxado, passa a noite inteira no forró; no Rio de Janeiro ele vive na Lapa, gosta de samba e passa suas noites na gafieira. Atitudes regionais bem diferentes, mas que marcam exatamente a figura do malandro.
No Rio de Janeiro aproximou-se do arquétipo do antigo malandro da Lapa, contado em histórias, músicas e peças de teatro. Alguns quando se manifestam se vestem a caráter. Terno e gravata brancos. Mas a maioria gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda, e justificam o gosto lembrando que: “a seda, a navalha não corta”. Navalha esta que levavam no bolso, e quando brigavam, jogava capoeira (rabos-de-arraia, pernadas), às vezes arrancavam os sapatos e prendiam a navalha entre os dedos do pé, visando atingir o inimigo. Bebem de tudo, da Cachaça ao Uísque, fumam na maioria das vezes cigarros, mas utilizam também o charuto. São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá.
Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los, podem curar desamarrar, desmanchar, como podem proteger e abrir caminhos. Têm sempre grandes amigos entre os que os vão visitar em suas sessões ou festas.
Existem também as manifestações femininas da malandragem, Maria Navalha é um bom exemplo. Manifesta-se como características semelhantes aos malandros, dança, sambam, bebe e fuma da mesma maneira. Apesar do aspecto, demonstram sempre muita feminilidade, são vaidosas, gostam de presentes bonitos, de flores principalmente vermelhas e vestem-se sempre muito bem.
Ainda que tratado muitas vezes como Exu, os Malandros não são Exus. Essa ideia existe porque quando não são homenageados em festas ou sessões particulares, manifestam-se tranquilamente nas sessões de Exu e parece um deles. Os Malandros são espíritos em evolução, que após um determinado tempo possa (caso o desejem) se tornarem Exus. Mas, desde o início trabalham dentro da linha dos Exus.
Pode-se notar o apelo popular e a simplicidade das palavras e dos termos com os quais são compostos os pontos e cantigas dessas entidades. Assim é o malandro, simples, amigo, leal, verdadeiro. Se você pensa que pode enganá-lo, ele o desmascara sem a menor cerimônia na frente de todos. Apesar da figura do malandro, do jogador, do arruaceiro, detesta que façam mal ou enganem aos mais fracos. Salve a Malandragem!
Na Umbanda o malandro vem na linha dos Exus, com sua tradicional vestimenta: Calça Branca, sapato branco (ou branco e vermelho), seu terno branco, sua gravata vermelha, seu chapéu branco com uma fita vermelha ou chapéu de palha e finalmente sua bengala.
Gosta muito de serem agradados com presentes, festas, ter sua roupa completa, é muito vaidoso, tem duas características marcantes:
Uma é de ser muito brincalhão, gosta muito de dançar, gosta muito da presença de mulheres, gosta de elogiá-las, etc…
Outra é ficar mais sério parado num canto assim como sua imagem, gosta de observar o movimento ao seu redor, mas sem perder suas características.
Às vezes muda um pouco, pede outra roupa, um terno preto, calças e sapatos também pretos, gravata vermelha e às vezes até cartola. Em alguns terreiros ele usa até uma capa preta.
E outra característica dele é continuar com a mesma roupa da direita, com um sapato de cor diferente, fumam cigarros, cigarrilhas ou até charutos, bebe batidas, pinga de coquinho, marafo, conhaque e uísque, rabo-de-galo; é sempre muito brincalhão extrovertido.
Seu ponto de força é na subida de morros, esquinas, encruzilhadas e até em cemitérios, pois ele trabalha muito com as almas, assim como é de característica na linha dos pretos velhos e exus. Sua imagem costuma ficar na porta de entrada dos terreiros, pois ele também toma conta das portas, das entradas, etc…
São muito conhecidas por sua irreverência, suas guias podem ser de vários tipos, desde coquinhos com olho de Exu, até vermelho e preto, vermelho e branco ou preto e branco.

Zé Pilintra no Catimbó: No Nordeste do país, mas precisamente em Recife (na religião que conhecemos como Catimbó, fusão entre as práticas de magia provenientes da Europa e rituais indígenas de pajelança, que foram agregados ao contexto das crenças do catolicismo), ainda que nas vestes de um malandrão, a figura de Zé Pelintra, tem uma conotação completamente diferente. Lá, ele é doutor, é curador, é Mestre e é muito respeitado. Em poucas reuniões não aparece seu Zé. 

O reino espiritual chamado “Jurema”, é o local sagrado onde vivem os Mestres do Catimbó, religião forte do Nordeste, muito aproximada da Umbanda, mas que mantém suas características bem independentes. Na Jurema, Seu Zé, não tem a menor conotação de Exu, a não ser quando a reunião é de esquerda, por que o Mestre tem essa capacidade. Tanto pode vir na direita ou na esquerda. Quando vem na esquerda, não é que venha para praticar o mal, é justamente o contrário, vem revestido desse tipo de energia para poder cortá-la com mais propriedade e assim ajudar mais facilmente aos que vem lhe rogar ajuda.
No Catimbó, Seu Zé usa bengala, que pode ser qualquer cajado, fuma cachimbo e bebe cachaça. Dança côco, Baião e Xaxado, sorri para as mulheres, abençoa a todos, que o abraçam e o chamam de padrinho.
Nomes de Alguns Malandros e Malandras: Zé Pilintra, Zé Malandro, Zé do Coco, Zé da Luz, Zé de Légua, Zé Moreno, Zé Pereira, Zé Pretinho, Malandrinho, Camisa Listrada, 7 Navalhadas, Maria do Cais, Maria Navalha…

 CIGANOS

Conta à lenda que Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino, junto com Sara, uma cigana escrava, foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões. Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar.  Aí então Sara retira o diklô (lenço) da cabeça chama por Kristesko (Jesus Cristo) e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito.
Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer. Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias.
Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejados todos os anos nos dias 24 e 25 de maio.

 

Tela de Claudio Gianfardoni

Os ciganos são entidades de muita luz e sabedoria, geralmente jogam cartas, e trabalham com a força dos quatro elementos, seus talismãs, banhos e magias para o amor são de grande força. Não gostam da cor preta, as ciganas apreciam jóias, e roupas coloridas, as ciganas geralmente leem mãos e jogam cartas. Geralmente o número cinco é o número místico cigano, suas oferendas são dadas em cestas de palha ou compota. Não comem padês (pavês) e nem matanças. Gostam de frutas cristalizadas, pães sírios, pasta de grão de bico, batata doce assada, sangria e comidas árabes. Gosta de todas as frutas, principalmente a maçã, tanto pela cor como por ela simbolizar o fruto do amor. Gostam de receber suas oferendas em parques, praias, ou em lugares onde haja bastante árvore. É bom agradá-los na lua cheia ou crescente, se possível logo ao amanhecer.

Ciganos nos trazem intuição, proteção e muitas vitórias, trabalham com rapidez e se vingam com rapidez
Podem carregar até 5 nomes e nem sempre falam o nome de imediato, a minha cigana por exemplo só dizia ser do pandeiro ,e só disse o nome Morgana, depois de quase um ano vindo na minha cabeça. Você que possui uma cigana que ainda não se identificou, não precisa se preocupar, eles são discretos e os ciganos geralmente são sérios.
É chefiado pelo rei Wladimir oriundo da Áustria e esta falange trabalha muito com o trevo de 4 folhas.
Ao realizarem trabalhos também costumam guiar-se pelas fases da lua, pois há trabalhos que com certeza trarão melhor resultado se realizados na lua cheia, nova ou crescente. Na lua cheia do mês de maio têm o ápice de sua magia.

Linha Oriental

Tela de Claudio Gianfardoni

 A Linha do Oriente é parte da he­rança da Umbanda brasileira. Ela é com­posta por inúmeras entidades, classi­ficadas em sete falanges e majorita­riamente de origem oriental. Apesar dis­­so, muitos espíritos desta Linha po­dem apre­sentar-se como caboclos ou pretos velhos.

 O Caboclo Timbirí (ca­bo­clo japonês) e Pai Jacó (Jacob do Ori­ente, um preto velho bastante ver­sado na Ca­bala Hebraica), são os casos mais co­nhe­cidos. Hoje em dia, ganha força o cul­to do Caboclo Pena de Pavão, enti­dade que trabalha com as for­ças espiri­tuais divinas de origem indiana.

 Mas nem todos os espíritos são ori­entais no sentido comum da palavra. Es­ta Linha procurou abri­gar as mais di­ver­sas entidades, que a princípio não se encaixavam na matriz formadora do bra­sileiro (índio, português e afri­cano).

 A Linha do Oriente foi muito popular de 1950 a 1960, quando as tradições bu­­­distas e hindus se firmaram entre o povo brasileiro. Os imigrantes chineses e japoneses, sobretudo, passaram a frequentar a Umbanda e trouxeram se­us ances­trais e costumes mágicos.

Antes destas datas, também era co­mum nesta Linha a presença dos que­ridos espíritos ciganos, que possuem ori­­­gem oriental. Mas tamanha foi a sim­patia do povo umbandista por estas en­­­tidades, que os espíritos criaram uma “Linha” independente de trabalho, com sua própria hierarquia, magia e ensi­na­mentos. Hoje a influência do Povo Ci­gano cresce cada vez mais dentro da Umbanda.

 Existem muitas maneiras de classificar esta Linha e este pequeno artigo, não pretende colocar uma ordem na ma­neira dos umbandistas estudarem es­ta vertente de trabalho espiritual. Dei­xo a palavra final para os mais ve­lhos e sábios, desta belíssima e diver­sificada religião. Coloco aqui algumas instruções que colhi com adeptos e mé­diuns afinados com a Linha do Oriente.

Namaste e Salve o Oriente!

CARACTERÍSTICAS DA LINHA DO ORIENTE:

 Lugares preferidos para ofe­rendas: As entidades gostam de co­linas descampadas, praias desertas, jar­dins reservados (mas também rece­bem oferendas nas matas e santuários ou congás domésticos).

 Cores das velas: Rosa, amarela, azul clara, alaranjada ou branca.

 Bebidas: Suco de morango, suco de abacaxi, água com mel, cerveja e vinho doce branco ou tinto.

 Tabaco: Fumo para ca­chimbo ou charuto. Também utili­zam ci­gar­ro de cravo.

 Ervas e Flores: Alfa­zema, todas as flores que sejam bran­cas, palmas ama­relas, mon­senhor branco, monse­nhor amarelo.

 Essências: Alfazema, olíbano, ben­joim, mirra, sân­da­lo e tâmara.

 Pedras: Citrino, quart­zo rutilado, topá­zio im­perial (citrino tor­nado ama­relo por aque­ci­men­to) e topá­zio.

 Dia da semana recomen­dado para o culto e ofe­rendas semanais: Quinta-feira.

Lua recomendada (para oferenda mensal): Se­gundo dia do quarto min­guante ou primeiro dia da Lua Cheia.

 Guias ou colares: Colar com cento e oito contas (108), sendo 54 brancas e 54 amarelas. Enfiar sequencialmente uma branca e uma amarela. Fechar com firma branca. As enti­dades india­nas também utilizam o rosá­rio de sân­dalo ou tulasi de 108 con­tas (japa ma­la). Algumas criam suas pró­prias guias, se­gundo o mis­tério que trabalham.

 CLASSIFICAÇĂO DA LINHA DO ORIENTE

Suas Falanges, Espíritos e Chefes:

 01 – Falange dos Indianos: Espíritos de antigos sacerdotes, mes­tres, yogues e etc. Um de seus mais conhecidos inte­gran­tes é Ramatis. Está sob a chefia de Pai Zartu.

 02 – Falange dos Árabes e Turcos: Espíritos de mouros, guerreiros nôma­des do deserto (tuaregs), sábios marroquinos, etc… A maioria é mu­çulmana. Uma Legião está composta de rabinos, cabalistas e mestres judeus que ensinam dentro da Umbanda a mis­teriosa Cabala. Está sob a chefia de Pai Jimbaruę.

 03 – Falanges dos Chineses, Mongóis. E outros Povos do Oriente: Espíritos de chineses, tibetanos, japoneses, mongóis, etc. Curio­sa­men­te, uma Legião está in­te­grada por es­pí­ri­tos de origem esquimó, que tra­balham muito bem no desmanche de demandas e feitiços de magia ne­gra. Sob a chefia de Pai Ory do Oriente.

 04 – Falange dos Egípcios: Espíritos de antigos sacerdotes, sacer­dotisas e magos de origem egípcia antiga. Sob a chefia de Pai Inhoaraí.

 O5 – Falange dos Maias, Toltecas, Astecas e Incas: Espíritos de xamãs, chefes e guer­rei­ros destes povos. Sob a chefia de Pai Itaraiaci.

 06 – Falange dos Europeus: Não são propriamente do Oriente, mas inte­gram esta Linha que é bas­tante sincrética. Espí­ri­­tos de sábios, ma­gos, mestres e velhos gue­rreiros de origem europeia: romanos, gau­leses, ingleses, es­can­dinavos, etc. Sob a che­fia do Impe­rador Marcus I.

 07 – Falange dos Médicos e Sábios: Os espíritos desta Falange são especiali­zados na arte da cura, que é integrada por médicos e tera­peutas de diversas origens. Sob a chefia de Pai José de Arimatéia.

 Mentores de Cura

 Quem São os Mentores de Cura?

 Os mentores de cura trabalham em diversas religiões, inclusive na Umbanda. São muito discretos em sua forma de se apresentar e trabalhar, e estas formas mudam de acordo com a religião ou local em que irão atuar.

 São espíritos de grande conhecimento, seriedade e elevação espiritual. São extremamente práticos, não aceitando conversas banais ou ficar se estendendo a assuntos que vão além de sua competência ou nos quais não podem interferir, pois não são guias de consulta no sentido ao qual estamos habituados na Umbanda.

Para ter uma ideia melhor, sua consulta seria o polo oposto à consulta com um Preto Velho. Normalmente os pretos velhos dão consultas longas, cheias de ensinamentos de histórias, apelando bem para o lado emocional.

 Já os Mentores de Cura, se dirigem ao raciocínio, busca fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. Quando precisam passar algum ensinamento o fazem em frases curtas e cheias de significado, daquelas que dão margem às longas meditações.

 São espíritos que quando encarnados foram: Médicos, Enfermeiros, Boticários, Orientais (que exercem sua própria medicina desde bem antes das civilizações ocidentais), Religiosos (monges, freis, padres, freiras, etc.), ou exerceram qualquer outra atividade ligada à cura das enfermidades dos seres humanos, seja por métodos físicos, científicos ou espirituais.

 Métodos de Trabalho

Cada guia tem sua forma de restituir a saúde aos encarnados, normalmente se utilizam de meios dos quais já se utilizavam quando encarnados, mas de forma muito mais eficiente, pois após chegarem ao plano espiritual puderam aprimorar tais conhecimentos. Além disso, esses espíritos aprenderam a desenvolver a visão espiritual, através da qual podem fazer uma melhor anamnese (diagnóstico) dos males do corpo e da alma.

 Aliados aos seus próprios métodos individuais eles se utilizam de tratamentos feitos pelas equipes espirituais ou ministrados pelos encarnados com auxílio do plano espiritual.

 Alguns deles são:

  1. Cirurgia Espiritual

É realizada pelo mentor de cura incorporado ao médium. E envolve a manipulação do corpo físico através das mãos do médium, podendo ou não haver a utilização de meios cirúrgicos elementares (cortes, punções, raspagens, etc…). O maior representante deste método de trabalho no Brasil é o espírito do Dr. Fritz, mas este método é utilizado em diversas culturas e religiões.

 2. Cirurgia Perispiritual

É realizada diretamente no períspirito do paciente, com ou sem a colaboração de um médium presente, costuma ser realizada por uma equipe espiritual designada especificamente para cada caso e ser feita em dia e horário pré-determinados.

 3. Visita Espiritual

É realizada por uma equipe espiritual, que visita o paciente no local onde ele estiver repousando, também com um dia e hora predeterminados. Na visita, darão passes, farão orações, etc.…

 4. Cromoterapia

É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiuns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no duplo etérico. Muito utilizado para males de origem emocional.

 5. Fluidoterapia

É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiuns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no períspirito.

 6. Reiki

É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiuns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no duplo etérico. Muito utilizada para males de origem emocional ou psíquica e para realinhamento de chacras.

 7. Homeopatia

Indicada e receitada pelos mentores espirituais. As fórmulas são feitas normalmente por laboratório de manipulação homeopático. E devem ser tomados de acordo com o determinado.

 8. Outros

Fora estes tratamentos, também podem ser utilizados, florais de Bach, cristaloterapia, chás, aromaterapia, acupuntura, do-in, etc.…

Em alguns casos os guias também indicam dietas, alimentos a serem evitados ou ingeridos para melhoria da saúde geral.

 OBS: Para o momento da visita espiritual e cirurgia espiritual: O paciente deverá vestir-se e deitar-se com roupas claras (de preferência branca); ficar num ambiente calmo, com pouca luz e colocar ao lado um copo d’água para ser bebida após o tratamento.

Após a visita e a cirurgia, o paciente deverá manter-se em abstenção por mais 6 horas, para que a energia doada seja melhor absorvida.

Como interagem com os médiuns

 * Incorporação

É muito sutil e dificilmente inconsciente a incorporação dos mentores de cura. Muitas vezes atuam apenas na fala e só assumem o controle motor quando necessário.

 * Intuição

Alguns mentores trabalham com seus médiuns apenas pela via intuitiva, indicando as providências a tomar e tratamentos. Neste caso, é necessário um grande equilíbrio e desenvolvimento do médium, para que o mesmo não atrapalhe nas indicações dadas pelo mentor.

 * Psicografia (Receitistas)

Funciona da mesma forma que a psicografia comum, mas os espíritos comunicantes costumam psicografar receitas de tratamentos.

 Equipes Espirituais

 Cirúrgicas – São formadas da mesma forma que as equipes cirúrgicas do plano material, compostas de cirurgião, assistente, anestesista, instrumentista, enfermeiros, etc.… Apenas diferem no que se refere aos instrumentos e tecnologia utilizados. Incluindo também a aplicação de passes e energias associados a intervenção cirúrgica.

 De Oração – Formadas normalmente por espíritos religiosos, acostumados às preces quando encarnados. Estas equipes se reúnem junto ao paciente em uma corrente de orações com finalidade de equilibrar o mental e emocional do paciente e também de buscar energias dos planos superiores. Como efeito adicional, a prece tende a elevar a energia geral do ambiente onde está o paciente, assim como dos encarnados que estão atuando junto ao mesmo.

De Proteção – Quando o mal físico está associado a interferência de espíritos inferiores, essas equipes fazem a proteção do paciente, enquanto o mesmo é tratado nas cirurgias ou visitas, ou enquanto está seguindo as recomendações indicadas pelos mentores de cura.

 De Passes (passe espiritual) – Seu trabalho é realizado em sua maior parte durante as sessões de cura e durante as visitas espirituais. Dando passes no paciente, nos assistentes e nos médiuns; antes, durante e após a sessão.

 De Apoio – Estas equipes atuam levantando o histórico do paciente diretamente no seu campo mental, preparando-o através da intuição para a consulta, estimulando-o através do pensamento a reeducar hábitos nocivos, a mudar as situações que estejam prejudicando a própria saúde, inspirando-os força de vontade para continuar os tratamentos e seguir as recomendações e dietas.

 O que curam e o que não curam?

 Males Físicos – A maior parte dos males físicos de que os encarnados sofrem, são causados pelos maus hábitos, vícios e má alimentação. Os mentores nestes casos se utilizam das diversas terapias para a cura, mas principalmente esclarecem ao encarnado quanto a origem de tais males, sugerindo dietas, o abandono ou diminuição dos vícios e mudança de hábitos. Nestes casos a cura definitiva só pode ser obtida com a plena conscientização do paciente e com a sua força de vontade e compromisso na obtenção do equilíbrio orgânico.

 Males Mentais – Parte dos males mentais (depressão, angústia, apatia) é causada por obsessores, mas a maior parte deles tem por origem a própria atitude mental do paciente. Pensamentos negativos atraem energias negativas, que quando se tornam constantes e intensas podem se materializar no corpo físico na forma de doenças. Males como: úlceras, enxaquecas, hipertensão, problemas cardíacos, e até mesmo algumas formas de câncer podem ser provocados pela mente do paciente, quando esta se encontra tomada por pensamentos negativos.

Também neste caso os mentores além de indicarem os tratamentos apropriados, esclarecem ao paciente quanto a necessidade de mudar a atmosfera mental, com objetivo de não ficar atraindo continuamente energias desequilibrantes, costumam também sugerir passeios por locais da natureza e o hábito da prece como forma de atrair energias novas e regeneradoras.

 Males Kármicos – Os males Kármicos se caracterizam por doenças incuráveis (fatais ou não) tanto pela medicina alternativa, quanto por terapias alternativas ou por meios espirituais. Nestes casos o tratamento visa o alívio do paciente ou ampará-lo emocionalmente para que sua atitude mental não tome o rumo da revolta ou do desespero.

As doenças cármicas são males que escolhemos antes de encarnar como forma de resgatarmos erros passados. Típicos males Kármicos são: Cegueira de nascença, mudez, Idiotia, Epilepsia, Síndrome de Down, Más-Formações do corpo físico, etc. Na maior parte são males de nascença, embora algumas doenças possam ter sido “programadas” para surgir em determinada época da encarnação.

Nestes casos os mentores não podem (e nem deveriam) curar o corpo, pois através do padecimento deste é que o espírito está resgatando suas faltas e aprendendo valiosas lições para sua evolução e crescimento.

 Males Espirituais – São aqueles causados pela atuação dos espíritos (obsessores, vampirizadores, etc.) e que se refletem no corpo físico. Nestes casos os mentores cuidam do corpo físico enquanto o paciente é tratado também em sessões de desobsessão, descarrego etc.

Ou seja, os mentores com as terapias à seu alcance minimizam e atenuam os males causados ao corpo físico enquanto o paciente é tratado na origem espiritual do mal de que sofre.

Quando o paciente se vê livre da presença espiritual nociva, os mentores costumam ainda continuar com os tratamentos visando reparar os males que já haviam sido causados ao organismo, até que ele retorne ao seu equilíbrio.

 A Sessão de Cura (O visível e o Invisível)

Os Pacientes – O paciente deverá abster-se de bebidas alcoólicas, café, cigarro, carnes de origem animal e sexo, 24 horas antes da consulta, da visita e da cirurgia espiritual.

 A Preparação – Muito tempo antes dos portões da casa espiritual se abrir ou dos médiuns chegarem, o ambiente destinado aos tratamentos já está sendo limpo e preparado.

Os procedimentos começam com o isolamento da casa que é cercada por equipes de vigilantes espirituais (os exus), que impedem a entrada de espíritos perturbadores e fazem a limpeza fluídica dos encarnados que chegam. Caso seja necessário, podem provocar até mesmo um mal estar ou outra situação de forma a afastar as pessoas que venham a casa espiritual com má intenção ou envolta em fluidos que possam perturbar os trabalhos.

Logo após se procede à limpeza do ambiente interno da casa e em seguida há uma energização do ambiente. Em paralelo a isto, alguns espíritos trazem até o ambiente alguns fluidos extraídos da natureza, para serem utilizados posteriormente no tratamento dos pacientes.

Em seguida a isso vão chegando a casa os mentores com suas equipes de trabalho de forma a se reunirem e fazerem o planejamento dos trabalhos a serem executados.

Fora da casa espiritual, os médiuns que irão ser veículo dos mentores, devem estar se preparando física e mentalmente para os trabalhos, e já estão sendo magnetizados e preparados pelo plano espiritual de forma a terem maior sintonia com os mentores.

Quando os médiuns chegam à casa, continuam sendo preparados pelas equipes espirituais. E enquanto cuidam do ritual (incensos, cristais, velas, etc.) vão entrando em sintonia com o plano espiritual. A preparação termina com a prece de abertura, onde o pensamento dos encarnados e desencarnados se une numa súplica ao Divino Médico para que ele interceda por todos.

Após isso os mentores de cura se manifestam e dão sua mensagem individual para o início dos trabalhos.

 A Mesa – A mesa da sessão de cura é composta por 3 ou 4 médiuns que devem se manter em concentração/oração durante todo o tempo em que estiverem compondo a mesa, e só devem romper a concentração após a partida de todos mentores que estiverem trabalhando.

A mesa funciona como um ponto focal de energias, é através da mesa que chegam as energias e ordens de mais alto e são distribuídas às equipes. Por ser um local onde existe alta concentração/oração é o ponto para onde convergem as energias mais puras e mais sublimes da sessão de cura. Eventualmente, podem se manifestar à mesa algum mentor de cura, ou algum dos médiuns pode ser utilizado em alguma psicografia (por isso mesmo é interessante manter lápis e papel á mesa).

Na mesa também fica a água a ser fluidificada e o nome de algumas pessoas que receberão irradiação.

 Os Médiuns – Os médiuns que não estiverem trabalhando com seus mentores, compondo a mesa ou atuando como cambonos dos mentores devem manter o silêncio a concentração e a oração.

Devem utilizar esse momento para permitir que seus próprios mentores os preparem para futuramente trabalharem com eles. E ter também consciência de que toda a energia positiva que estiverem atraindo para os trabalhos de cura através de sua concentração/oração estará sendo amplamente utilizada pelos mentores e pelas equipes de cura para levar a caridade a todos os que estiverem sendo tratados.

 O Encerramento – No encerramento, os mentores de cura dão suas mensagens finais e partem. Neste momento os médiuns que compõem a mesa também podem romper a concentração. Todos os médiuns tomam da água fluidificada que está na mesa. E caso o dirigente julgue conveniente, pode efetuar a leitura de alguma mensagem que porventura tenha sido psicografada.

No plano espiritual, o trabalho ainda continua, com distribuição de serviço entre as equipes espirituais. Somente após a saída de todos os médiuns e com o encerramento dos trabalhos de cura no plano espiritual é que a corrente dos vigilantes (exus) se desfaz. Embora a casa continue sendo vigiada, apenas não de forma tão ostensiva.

 FALANGE DOS MÉDICOS E CURADORES

 Linha de Cura – A Falange dos Médicos ou Curadores é a sétima hierarquia da Linha do Oriente. Comandada pelo sábio José de Arimatéia (Yosef Ha-Aramataiym em hebraico), um discípulo oculto do Mestre Jesus, ela agrupa inúmeros terapeutas do corpo e da alma.

Tradições ocultas nos contam que José, um rico membro do tribunal rabínico de Jerusalém, depois de conseguir um lugar para Jesus ser sepultado, viajou para o Ocidente trazendo o Santo Graal.

 Ele teria aportado nas costas britânicas com alguns discípulos, salvando o objeto mais precioso do Cristianismo. José de Arimatéia, ao chegar onde hoje é a Inglaterra no ano de 36 D.C., encontrou lá os poderosos sacerdotes druidas e fez uma especial troca de ensinamentos e segredos esotéricos.

 Desde então, uma misteriosa escola nasceu e continuou pelos séculos. A Umbanda brasileira, legítima herdeira do esoterismo cristão, também trabalha espiritualmente com esta herança.

 A Linha do Oriente, que contém a Falange de José e a Falange dos Europeus demonstra esta riqueza admirável.

 A Falange dos Médicos do Astral é uma egrégora composta de centenas de trabalhadores espirituais. Na maioria das vezes, foram em suas últimas vidas, médicos, curandeiros, raizeiros, benzedores e rezadores. Este exército de caridade é classificado em sete agrupamentos ou Legiões (alguns as chamam de Povos).

 I – LEGIÃO DOS DOUTORES OU MÉDICOS: Composta por doutores da medicina ocidental convencional ou homeopatas: Dr. André Luiz, Dr. Rodolfo de Almeida, Dr. João Correia, Dr. José Gregório Hernandéz, entre outros.

 II – LEGIÃO DOS MÉDICOS ORIENTAIS: Terapeutas orientais, especialistas em fitoterapia, acupuntura, massagem e nas principais disciplinas médicas tradicionais da Ásia: Ramatis, Mestre Agastyar, Babaji.

 III – LEGIÃO DOS CURANDEIROS: Curandeiros e Xamãs nativos das Américas, África e Oceania: caboclos e pretos velhos, feiticeiros tradicionais, alguns exus – como o Exu Curador, Seu Maramael.

 IV – LEGIÃO DOS REZADORES: Rezadores, benzedores e os praticantes da medicina religiosa ou espiritual.  Aqui encontramos todos os que curavam pela imposição das mãos, fé e oração: Pai João Maria de Agostinho, Pai João de Camargo, Vó Nhá Chica, Mestre Philippe de Lyon, Abade Júlio.

 V – LEGIÃO DOS RAIZEIROS: Praticantes da medicina folclórica e mágica regional. São os mestres juremeiros brasileiros, os ervateiros ou chamarreiros das Américas e todos os especialistas na flora, fauna e minerais curativos: Dom Nicanor Ochoa, Mestre Inácio, Mestre Carlos de Oliveira, Mestre Rei Heron.

 VI – LEGIÃO DOS CABALISTAS E ALQUIMISTAS: Espíritos dos velhos cabalistas e alquimistas, conhecedores dos segredos das plantas e cristais: Pai Isaac da Fonseca (primeiro cabalista brasileiro), Nicolau Flamel, Paracel­sus, Pai Jacó.

 VII – LEGIÃO DOS SANTOS CURADORES: Santos católicos celebrados como médicos, curandeiros ou especialistas na cura de alguma doença:

Santa Luzia – olhos

Santa Ágata – seios

São Lazaro – doenças de pele

São Bento – envenenamentos.

Crianças/Erês – Desmistificando Entidades

CRIANÇAS:

donald-zolan-oil-painting-363-52A verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir seus objetivos com uma força imensa. Atuam em qualquer tipo de trabalho, são mais procurados para os casos de família e gravidez.

 É a alegria que contagia a Umbanda. Descem nos terreiros simbolizando a pureza, a inocência e a singeleza. Seus trabalhos se resumem em brincadeiras e divertimentos. Podemos pedir-lhes ajuda para os nossos filhos, resolução de problemas, fazer confidências, mexericos, mas nunca para o mal, pois eles não atendem pedidos dessa natureza.

São espíritos que já estiveram encarnados na terra e que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda. Em sua maioria, foram espíritos que desencarnaram com pouca idade (terrena), por isso trazem características de sua última encarnação, como o trejeito e a fala de criança, o gosto por brinquedos e doces.
Assim como todos os servidores dos Orixás, ela também tem funções bem específicas, e a principal delas é a de mensageiro dos Orixás, sendo extremamente respeitados pelos caboclos e pelos pretos-velhos.
É uma falange de espíritos que assumem em forma e modos, a mentalidade infantil. Como no plano material, também no plano espiritual, a criança não se governa, tem sempre que ser tutelada. É a única linha em que a comida de santo (Amalás), leva tempero especial (açúcar). É conhecido nos terreiros de Nação e Candomblé, como (ÊRES ou IBEJI). Na representação nos pontos riscados, Ibeji é livre para utilizar o que melhor lhe aprouver. A linha de Ibeji é tão independente quanto à linha de Exu.  Ibeijada, Erês, Dois-Dois, Crianças, Ibejis, são esses vários nomes para essas entidades que se apresentam de maneira infantil.
No Candomblé, o Erê, tem uma função muito importante. Como o Orixá não fala, é ele quem vem para dar os recados do pai. É normalmente muito irrequieto, barulhento, às vezes brigão, não gosta de tomar banho, e nas festas se não for contido pode literalmente botar fogo no oceano. Ainda no Candomblé, o Erê tem muitas outras funções, o Yaô, virado no Erê, pode fazer tudo o que o Orixá não pode até mesmo as funções fisiológicas do médium, ele pode fazer. O Erê muitas vezes em casos de necessidade extrema ou perigo para o médium, pode manifestar-se e trazê-lo para a roça, pegando até mesmo uma condução se for o caso.
Na Umbanda mais uma vez, vemos a diferença entre as entidades/divindades. A Criança na Umbanda é apenas uma manifestação de um espírito cujo desencarne normalmente se deu em idades infanto-juvenis. São tão barulhentos como os Erês, embora alguns são bem mais tranquilos e comportados.
No Candomblé, os Erês, tem normalmente nomes ligados ao dono da coroa do médium. Para os filhos de Obaluaiê, Pipocão, Formigão, para os de Oxossi, Pingo Verde, Folinha Verde, para os de Oxum, Rosinha, para os de Yemanjá, Conchinha Dourada e por ai vai.
As Crianças da Umbanda tem os nomes relacionados normalmente a nomes comuns, normalmente brasileiros. Rosinha, Mariazinha, Ritinha, Pedrinho, Paulinho, Cosminho, etc…
As crianças de Umbanda comem bolos, balas, refrigerantes, normalmente guaraná e frutas, os Erês do Candomblé além desses, comem frangos e outras comidas ritualisticas como o Caruru, etc… Isso não quer dizer que uma Criança de Umbanda não poderá comer Caruru, por exemplo. Com Criança tudo pode acontecer.
Quando incorporadas em um médium, gostam de brincar, correr e fazer brincadeiras (arte) como qualquer criança. É necessária muita concentração do médium (consciente), para não deixar que estas brincadeiras atrapalhem na mensagem a ser transmitida.
Os “meninos” são em sua maioria mais bagunceiros, enquanto que as “meninas” são mais quietas e calminhas. Alguns deles incorporam pulando e gritando, outros descem chorando, outros estão sempre com fome, etc… Estas características, que às vezes nos passam despercebido, são sempre formas que eles têm de exercer uma função específica, como a de descarregar o médium, o terreiro ou alguém da assistência.
Os pedidos feitos a uma criança incorporada normalmente são atendidos de maneira bastante rápida. Entretanto a cobrança que elas fazem dos presentes prometidos também é. Nunca prometa um presente a uma criança e não o dê assim que seu pedido for atendido, pois a “brincadeira” (cobrança) que ela fará para lhe lembrar do prometido pode não ser tão “engraçada” assim.
Poucos são aqueles que dão importância devida às giras das vibrações infantis.
A exteriorização da mediunidade é apresentada nesta gira sempre em atitudes infantis. O fato, entretanto, é que uma gira de criança não deve ser interpretada como uma diversão, embora normalmente seja realizada em dias festivos, e às vezes não consigamos conter os risos diante das palavras e atitudes que as crianças tomam.
Mesmo com tantas diferenças é possível notar-se a maiores características de todos, que é mesmo a atitude infantil, o apego a brinquedos, bonecas, chupetas, carrinhos e bolas, como os quais fazem as festas nos terreiros, com as crianças comuns que lá vão à busca de tais brinquedos e guloseimas nos dias apropriados. A festa de Cosme e Damião, santos católicos sincretizados com Ibeiji, a 27 de Setembro é muito concorrida em quase todos os terreiros do país.
Uma curiosidade: Cosme e Damião foram os primeiros santos a terem uma igreja erigida para seu culto no Brasil. Ela foi construída em Igarassu, Pernambuco e ainda existe.

As festas para Ibeiji, tem duração de um mês, iniciando a 27 de setembro (Cosme e Damião) e terminando a 25 de outubro, devido a ligação espiritual que há entre Crispim e Crispiniano com aqueles gêmeos, pela sincretização que houve destes santos católicos com os “ibejis” ou ainda “erês” (nome dado pelos nagôs aos santos-meninos que têm as mesmas missões.
Nas festas de ibeiji, que tiveram origem na Lei do ventre-Livre, desde aquela época até nossos dias, são servidos às crianças um “aluá” ou água com açúcar (ou refrigerantes adocicados no dia de hoje), bem como o caruru (também nas Nações de Candomblés).
Não gostam de desmanchar demandas, nem de fazer desobsessões. Preferem as consultas, e em seu decorrer vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano.
Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles.
Muitas entidades que atuam sob as vestes de um espírito infantil, são muito amigas e têm mais poder do que imaginamos. Mas como não são levadas muito a sério, o seu poder de ação fica oculto, são conselheiros e curadores, por isso foram associadas à Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos.

Magia Da Criança

O elemento e força da natureza correspondente a Ibeji são… todos, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos.
Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem.  A Falange das Crianças é uma das poucas falanges que consegue dominar a magia. Embora as crianças brinquem, dancem e cantem, exigem respeito para o seu trabalho, pois atrás dessa vibração infantil, se escondem espíritos de extraordinários conhecimentos.
Imaginem uma criança com menos de sete anos possuir a experiência e a vivência de um homem velho e ainda gozar a imunidade própria dos inocentes. A entidade conhecida na umbanda por erê é assim. Faz tipo de criança, pedindo como material de trabalho chupetas, bonecas, bolinhas de gude, doces, balas e as famosas águas de bolinhas – o refrigerante e trata a todos como tio e vô.
Os erês são, via de regra, responsáveis pela limpeza espiritual do terreiro.

Doenças Relacionadas a Obsessão – parte 2

Importante, porém, lembrarmos que TODO distúrbio mental ou cerebral tem como origem uma necessidade de resgate que, agindo de acordo com as leis divinas, age na formação do corpo do reencarnante, criando predisposição para os eventos psico-bio-físicos que poderão ser ativados durante a vida carnal do espírito.

Por este motivo podemos afirmar que todos estes processos tem origem espiritual, seja ativada por resgates de existências anteriores ou por presença de obsessores junto ao encarnado – criando uma influencia psíquica que pode acionar as situações predispostas anteriormente.

Em todo caso, paralelamente ao tratamento clínico/psicológico – que é obrigatório uma vez que o distúrbio afeta partes físicas do cérebro – pode ser efetuado um acompanhamento espiritual para verificar a existência de espíritos que estejam influenciando negativamente o encarnado.
Importante também lembrar a presença/frequência em uma casa de oração e a busca pela harmonia interior através de bons sentimentos, comportamentos, atitudes e estudos, que são fatores que auxiliarão grandemente no processo de tratamento destes tipos de transtornos.
-fonte: site / Bom Espírito

TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo – como o próprio nome diz Obsessivo!

toc

Visão espiritualista:  este distúrbio tem inicio na falha orgânica entre 4 a 7 anos de idade, vindo a se desenvolver no decorrer do tempo através de manias que começam a virar rotinas até se tornarem um ritual na vida da pessoa, como quando ao levantar você vai no banheiro escovar os dentes e lavar o rosto, algo comum que no ensinam e  tomamos como ritual diariamente. São tarefas que se iniciam na mente, para um portador de TOC essas tarefas são levadas a risca. E por que isso acontece? Comandos externos (obsessor/artefatos astrais) são inseridos magneticamente no obsediado (vitima), em seus corpos mental (4º e 5º) e astral (3º). Sua atuação leva comandos desde os mais simples ao mais graves, como se não concluir determinada tarefa penalidades diversas acontecerão consigo e com seus próximos.

Quando o portador do TOC possui indícios de mediunidade aberta, faz com que seja um prato feito ao algoz, onde este atua através destes portais, projetando no físico visões e

alucinações (através da materialização sob terceiro olho). O meio mental é a parte induzida que traz comandos intensos e diretos ao cérebro, atuando assim na matéria.

Quanto as classificações, se será limpeza, manias simples, etc. Isso ocorre conforme as fraquezas da pessoa, as tendencias em comum como próprio obsessor, dependendo do plano que está, e do tipo de tortura psicológica que ele consegue provocar.

Bipolaridade – depressão bipolar

Sem títuloVisão espiritualista: este distúrbio tem inicio na falha orgânica entre 4 a 7 anos de idade, todos nós possuímos uma tríade em nosso âmago, onde em uma polaridade temos os bons valores, as alegrias que podemos classificar como nosso anjo interior, e no polo oposto os defeitos, as tristezas, que classificamos como nosso “diabinho” interior. Ao topo de nossa tríade temos a vida, para alcança-la por completo percorremos o caminho oscilando entre um e outro. O bipolar perde o filtro e a disciplina entre os dois polos, e passa a viver intensamente em um e depois troca pelo outro e leva-se tempo até conseguir se equilibrar novamente e dar seguimento na linha central da vida.

A correlação entre o bipolar e o obsessor ocorre quando o espírito encontra facilidades dentro do filtro, que são as tendencias diárias da pessoa, como por exemplo quando ela explode do nada em relação a algo que não deu certo, e altera o humor com facilidade. Neste momento o obsessor encontra uma aresta e passa a atuar nela, manipulando principalmente o humor que oscila conforme as emoções, com o passar do tempo, ele adquire forças o suficiente para manipular o ambiente que a vitima está inserida, assim mais e mais pessoas que estão no seu dia-a-dia passam a receber influencias para que proporcione uma serie de alteração de humor simultâneas para que o equilíbrio químico e emocional se desencontrem e aí passe a interagir nos polos de forma mais intrínseca.

Epilepsia – Convulsão e perda de consciência.

Visão espiritualista: este distúrbio tem inicio na falha orgânica desde a gestação a 4 anos de idade. Este é um processo complexo, onde atua o obsessor com processos elaborados, tais como fascinação, subjugação, vícios, e péssima qualidade de pensamento. O epilético é um médium indisciplinado, podendo ser leigo no assunto, ter medo e cometer fugas de suas responsabilidades espirituais onde agravam a situação e dão plenos poderes ao obsessor que mais e mais afetará o corpo fisiológico.

Explicando algumas causas: quando a pessoa nasce pode trazer informações genéticas incorretas, como doenças e pre-disposições, que denominamos como código 21. Este é um fator que fisiologicamente já vem pré-disposto a receber a obsessão, em casos de carmas, tudo dependerá das atitudes, pensamentos e acolhimento familiar.

Outro fator é o uso e abuso de drogas, seja de qualquer estipe: medicamentos, tabagismo, alcoolismo, maconha (que atua no cérebro), cocaína (destrói faringe agride o corpo), crack, heroína, entre outros que destroem neurônios, ativam o sistema nervoso central (que liberam ativações do obsessor), danificam cérebro, e demais mecanismos fisiológicos. Esses distúrbios causados pela droga além de abrir o canal de comunicação astral (visão) também aceleram a propensão a epilepsia.

Mediunidade e epilepsia – normalmente os acontecimentos correlacionados entres esses dois tópicos ocorrem quando há mediunidade se aflorando, nestes casos, incorporação. O momento da convulsão e inconsciência se dá pelo fato  dos princípios religiosos, os dogmas da vitima, acontecendo assim um choque anímico. O obsessor age com frequência fluídica tal no cérebro a ponto de adormecer a consciência, desdobrando o ser para dar lugar a sua frequência vibratória, mas não se dá conta que acaba atrapalhando o resto do processo com choque anímico, assim impossibilita sua manifestação.

Todo caso de epilepsia é ligado a obsessor?

Não propriamente dito, pode haver ali algum tipo de comunicação de luz também, ou pedidos de ajuda, o processo segue o mesmo do obsessor quanto aos choques energéticos, impossibilitando a comunicação e materialmente falando tendo apenas mais uma crise.

Por que medicação controla?

Medicação age no organismo e também ativa o epicentro cerebral assim o canal mediúnico se fecha por tempos determinados, controlado pela medicação terrena. Lembrando que o controle maior se deve por estudos e acompanhamento espiritual e controle mental também.

Acumulação Compulsiva

Disposofobia, também conhecida como acumulação, é o termo utilizado para definir a condição patológica que se caracteriza por compulsiva aquisição e acumulação de objetos, mesmo que os itens não tenham utilidade, sejam insalubres ou perigosos. Este transtorno mental resulta em impedimentos e danos consideráveis para as atividades cotidianas, como mover-se dentro da casa, cozinhar, limpar, dormir, utilizar o banheiro, dentre outros.

A prevalência desta condição é de 2-5% nos adultos, sendo mais frequente em adultos mais velhos de ambos os sexos. Alguns fatores estão associados à disposofobia englobam o alcoolismo, traços paranoicos, esquizofrenia e transtorno obssessivo-compulsivo.

fonte: http://www.infoescola.com/doencas/disposofobia/

Visão espiritualista: este distúrbio tem inicio na falha orgânica no período de 4 a 7 anos de idade.

Neste caso, o obsessor é aliado a vitima por afinidade de emoções, onde ambos desequilibrados atuam atemporalmente, vivem em um mundo alienado da realidade, vivendo e revivendo suas memorias infantis, suas emoções e suas dores. Os acumuladores possuem sempre historias de perdas, de abandono familiar, covardias emocionais, timidez excessiva que leva ao isolamento social.

Neste processo de obsessão começa com algo simples, onde se aproxima por afinidade, porem vai se tornando ao longo da vida complexo, conforme as aberturas que a vitima dá ao obsessor de manipulação e obediência, aqui caracteriza uma simbiose, e após um vampirismo, onde a vitima chega a colocar sua vida em risco, e somente com intervenção social (casos de utilidade e sanidade publica) que através de choques de realidade e tratamento físico conseguem amenizar o transtorno mental. Porem a obsessão só cessa com atendimentos e exorcismo espiritual, caso contrario a vitima voltará a acumular, passando assim a ter uma vida vigiada.

textos: C.L.V.