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Comportamento Mediúnico: Nós os Médiuns, eles os Guias

Mediante a alguns questionamentos levantamos um assunto de curiosidade e estudo em comum, qual nossa relação com nossos guias? Como eles chegaram até nós (ou nós chegamos até eles)? Diversas outras questões que ainda buscamos resposta. Encontramos nesse texto alguns esclarecimentos e muita coisa para refletir.

Será que estamos olhando para eles e enxergando o propósito real deles estarem conosco?Ou estamos apenas os usando como um meio para saciar nossos desejos e vontades, ou porque somos médiuns  e nos achamos tão importantes por tê-los conosco, com uma dose de vaidade e arrogância.

Muitas vezes o médium vai para um terreiro, no começo é aquela empolgação, e com o tempo para alguns vira algo mecânico, sempre os mesmos ritos, sempre as mesmas posturas, como se não tivesse nada além da rotina. É como se perdessem o up de estar ali, virou uma obrigação não uma devoção, uma fé a ser praticada.

Será que é assim mesmo? ou se está se esquecendo de enxergar o que é invisível aos olhos, desaprendendo a sentir.

Já ouvi inúmeras vezes pessoas dizendo assim:

“… quer lotar terreiro, faz um trabalho de exú, com comes e bebes,…”,  “… trabalho de preto velho, é muito cansativo, demora demais, e quase ninguém aparece…”, será que uma pessoa que fala algo nesse sentido ou semelhante a isso, realmente entende a religião que pratica, conhece as entidades com profundidade, eu honestamente acredito que não. Alguns valores estão se perdendo, e as pessoas pouco se importando com que tipo de energias estão se canalizando.

Cada gira tem sua importância, seus fundamentos, missões e propósitos.

Mas o que há por detrás de cada espírito, que se apresenta como uma entidade de Umbanda? será que está se tendo o cuidado necessário, ou se está se limitando a observar apenas a roupagem. Será que a credulidade não está se tornando uma fraqueza, principalmente quando o médium obedece cegamente sem avaliar as mensagens recebidas.

Nossos médiuns estão tendo critérios de avaliar o que é certo do que é errado? no ponto onde estão se  colocando num papel participativo, de consentir, ao ponto de se envolverem em determinados trabalhos, será que estão tendo ciência e mensurando as leis de causa e efeito com propriedade e seriedade. Ou será que estão tendo a ilusão que não terão sua parcela de envolvimento. Tipo… meu guia tá fazendo tal coisa e eu não tenho culpa. Será?

Muitos médiuns levam verdadeiros tapas de luva de pelica em suas vidas, onde recebem a repercussão de seus atos como médiuns, a lição é dada e caso não se aprenda há de se repetir. Simples assim.

Será mesmo que todo guia que se apresenta como a entidade X, será mesmo que  é tal entidade? Muito cuidado com isso, já foi ditologoumbanda3 por ns. vezes que mistificadores, e quiumbas adoram médiuns vaidosos, gananciosos e adoram brincar com seus egos inflados.

A algumas posturas que jamais entidades idôneas iriam expor seus médiuns. Já vi preto velho ameaçando de morte filhos de santo, entidades fazendo médiuns beijarem seus pés e sentando em cima deles como verdadeiros serviçais, Exús e Pombogiras machucando médiuns, detalhe são posturas para alguns aparentemente normais, aplaudidos de pé. Mas que não são.

A impressão que se passa que as pessoas não querem enxergar o óbvio, simplesmente por comodismo e mesmo conveniência. Ou pelo menos quando não for com eles. Sabe o detalhe, pimenta no olho do outro é refresco, quase isso.

Será que  nossos médiuns estão sabendo reconhecer seus próprios guias, suas importâncias em suas vidas, será que estão conseguindo observar suas mensagens, seus conselhos, ou se está entrando pelo um ouvido e saindo pelo outro. Ou o ego só está deixando passar elogios? Pensem.

Porque será que uma entidade X escolhe um determinado médium? Já pararam para pensar qual a ligação de suas entidades com vocês? Porque meu caboclo me escolheu, ou meu preto velho ou será que é por sorteio, aleatório? claro que não. Muitos guias já nos acompanham de várias reencarnações.

Quando você for para seu trabalho de preto velho por exemplo ou qualquer outra linha, pense sobre isso porque eu tenho tal guia comigo, porque ele me escolheu ou foi eu quem o escolhi?

Ás vezes é importante não só pedir a caridade deles para conosco, mas se colocar a disposição deles com a nossa caridade, as vezes é bom fazer essa sintonização com eles, o que eles esperam de nós? A gente sempre espera muito deles e acabamos por nos esquecer de nossa responsabilidade para com eles.

O que muitos médiuns precisam entender que muitos guias, mentores, entidades tiveram e participaram conosco de processos de reencarnação, muitos viveram conosco em outras vidas, muitos foram nossos mentores e instrutores no pós morte, muitos podem estar conosco para nos ensinar sobre questões de resgates, redenções, troca.

Já pararam para pensar que pode haver entre eles, alguns que foram  inimigos de outras vidas que através da lei do perdão e redenção hoje vem em missões espirituais conosco.

Da mesma forma que um inimigo pode vir como um filho nessa vida para haver a troca de amor, e aprenderem a se amar, porque não uma entidade para preencher o tempo perdido. Interessante, quando analisamos com profundidade certas questões.

Uma preta velha pode ter tido uma experiência com sua médium onde ela em outra vida foi sua Sinhá, e hoje trabalham juntas para que uma ajude a outra em seus processos de evolução, perdão e redenção.preto_velho

Um outro ponto interessante, nossos guias também aprendem conosco, eles levam muito de nós e deixam muito deles.

Um Exu ou uma Pombogira pode ter resgates cármicos com seus médiuns, podem ter passado por experiências juntos em outras vidas.

Muitos de nós tem herança indígena, quem nos garante que um de nossos caboclos não foi um pai ou mesmo uma mãe nossa em outra vida.

Alguns médiuns já ouviram de seus guias que os mesmos já o acompanham de outras vidas.

Precisamos olhar para nossas entidades com mais amor, carinho, atenção e devoção.

Muitas vezes nos esquecemos que para chegarem onde estão tiveram muito trabalho, muita lapidação, redenção e sofrimento, eles não chegaram onde estão de mão beijada, tiveram muito trabalho, e olha que interessante  escolheram nós para seus pupilos (que bacana, não é?) e o que a gente faz muitas vezes? a gente passa dos limites, pisa na bola, com nossas vaidades, fantasias arrogâncias e egos desmedidos,  e se esquecemos que isso é um privilégio, e devemos ser gratos por eles acreditarem em nós, por eles terem fé em nossa capacidade. Devemos nos lembrar de honrá-los e não decepcioná-los.

É muito comum ouvir de um médium, “…nossa quando trabalho com meu caboclo eu me sinto tão bem…”, outros até dizem, “… nossa sinto uma saudade quando o Pai ou a Mãe no Santo não chama uma determinada linha, parece que fica um vazio dentro de mim…”, esse vazio é pela falta inconsciente que alguns médiuns tem, é como uma mãe que mora longe, e você fica muito tempo sem estar com ela. As vezes sentimos falta do que deixamos em outros planos. Saudade pura e simples de estar com eles.

O médium ele precisa olhar para seu guia com mais profundidade, observando além das aparências, tem guias que são mais rigorosos, disciplinadores, doutrinadores, e a gente fala nossa tal guia meu é bravo, é chato, porque será que justo aquele guia é aquele que pega no pé? pois é, com certeza é porque a missão dele é justamente essa para conosco, a disciplina, te trazer princípios doutrinários.

Por isso não se queixe, cada pupilo tem o mestre que merece. 

Os médiuns mais antigos de tradições mais antigas de Umbanda, não se preocupavam com status de suas entidades, se tinham sido reis, rainhas, princesas etc…, eles se colocavam na postura de simples aparelhos de seus guias, eram passivos no sentido de não interferirem, e nesse tempo muitas entidades excelentes se manifestavam, faziam suas curas, e ninguém fazia diferenças, devido a seus nomes se eram conhecidos ou não, se tinham sido pessoas da alta sociedade, na realidade nem havia isso entre as próprias entidades, os próprios caciques, não se auto davam títulos. E mesmo quando uma entidade se auto denominava assim, no lugar do médium ficar com aquele ar metido a besta (risos), eles tinha medo, isso mesmo… medo de errar com eles.

Infelizmente não é mais assim hoje em dia, hoje me parece que se o guia não se apresentar com um nome famoso ou título parece que não tem valor, talvez seja pelo excesso anímico, fantasias de muitos médiuns hoje em dia, tanto o é, que muitas entidades viraram artigo raro de ser ver nos terreiros, talvez porque os médiuns de hoje em dia não os conheça, nem sabem seus nomes. Percebam como é sério isso, e cabe ao dirigente observar com muito cuidado esse desvio de seus médiuns,  o qual tem se tornado  um grave problema. Lembremos que muitos de nossos guias e entidades tiveram vidas bem comuns.

Onde foram parar as antigas entidades, os antigos guias e mentores, será que se aposentaram, cumpriram suas missões? ou será simplesmente que está se faltando mais médiuns sérios e sensatos.

Quando você médium olhar para um gira de preto velho por exemplo, procure enxergar além da roupagem física aparente, observe com cautela a personalidade de cada guia ali trabalhando e prestando a caridade, as vezes em pequenos gestos observamos muita coisa de um determinado espírito atuando. E saibam que trabalho de preto velho é uma verdadeira aula de sabedoria.

Nas rodas de caboclo, olhem e observem o formato de suas danças, como em cada gesto, vão simbolizando o culto e louvor a natureza, a lembrança a seus ancestrais, se deixem envolver na roda de fogo de Oxóssi, na roda de cura, no poder de suas ervas, simplesmente deixe se elevar.

Na Linha do Povo D.água, nos cantos e mantras de mãe d.água, deixe fluir, penetrar, se eleve, se deixe levar no silêncio das profundezas das águas dos rios e mares, se deixe purificar.

Sinta a cultura que envolve cada linha, cada falangeiro e caboclo, observe seus ensinamentos, eles viveram como eu e você, a única coisa que nos separa é uma linha tênue, e os planos sutis de suas existências espirituais.

Vejam como somos abençoados por tê-los em nossa trajetória e como tudo seria mais difícil sem eles por perto. Gratidão! Gratidão! a Benção hoje e sempre. Axé.

Hoje os médiuns tem que se policiarem, se auto questionarem, se darem valor, evitarem de se envolver em verdadeiros antros, não fazerem de seus oris uma bola de boliche, um joguete nas mãos daqueles que se dizem terreiros de Umbanda, mas que desconhecem o que seja, SE DEEM AO RESPEITO. Não joguem o nome de seus guias e os vossos no lixo. Simples assim.

Um médium sério procura uma casa idônea para trabalhar e não um lugar para ostentar suas vaidades e fantasias, encher a cara, se sentindo os próprios donos do cabaré. Alguns médiuns parecem não mensurar o quão lamentável é isso. Entidade idônea não faz de seu médium copo vivo. 

Nada contra a boas festas desde que não usem de espíritos para camuflarem suas vaidades enrustidas e usem de nomes de entidades idôneas para saciar suas fantasias. Terreiro de Umbanda não é escola de samba, não é picadeiro e muito menos teatro.

Entendam bem nenhuma entidade que passou por sofrimentos, por resgates cármicos pesados, que levou anos para alcançar sua redenção e doutrinação, vai querer que seu médium passe pelo mesmo, para isso o médium é seu pupilo, porque deve se entender por guia um espírito que tenha um grau evolutivo acima. Fora disso, opa lá, tem algo muito errado.  Lembremos disso.

O médium ele deve estar atento, muitas entidades quando palestram a seus médiuns e seus consulentes, com suas histórias sempre trazem algo a mais, sempre nos ensinam, sempre deixam tanto deles.

Como diz uma cantiga, “…No calar da Noite tem um Exu ele não dorme, ele vigia…”.

Para bom entender um pingo é letra.

Que nossos guias nos perdoem, e nos auxiliem a sermos cada dia melhores, na pratica do Amor e da Caridade, que nunca lhes falte sua benevolência e sagrada paciência para conosco.

Tudo passará, e quando chegar a nossa hora, que tenhamos mais honra do que vergonha.

Texto por: Cristina Alves

Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira.

Fonte: https://orixaessenciadivina.wordpress.com/2016/09/03/nos-os-mediuns-eles-os-guias/

 

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O MISTÉRIO DA MALANDRAGEM

Estamos preparando uma apostila completa sobre entidades e orixás para turma esquilo do Cendee, conforme vamos estudando e buscando informações, esbarramos em detalhes ricos que queremos compartilhar, é do mesmo grupo da postagem anterior:

Mistério da Malandragem – Grupo Espírita Mensageiros da Luz – GEMEL

Nós é chamado de malandro, mas a nossa malandragem é boa. Zé quando chega, ele não vem para a Macumba, vem para a Boacumba. O povo chama nós de tudo, de malandro, vagabundo, egun, até de exu preto. Mas malandro não é Exu, malandra não é pombagira. Exu tem o mistério dele, pombagira tem o mistério dela e a malandragem tem o mistério dela, que nós não revela só por malandragem.
Todo malandro é bom de pernada, mas malandro não dá pernada para derrubar ninguém, a não ser a negatividade, a não ser os pensamentos ruins, os feitiços, a maldade e a covardia.
O povo diz que malandro é cachaceiro, é jogador, é femeeiro e não gosta de trabalho, é vagabundo. Mas a bebida que nós usa, que nós oferece para o povo beber é só pra mostrar que o egoísmo não pode ser cultivado, então nós divide a bebida. Essa mesma bebida que a gente usa para afastar as baixa vibração e a negatividade.
Malandro joga verde para colher maduro, e esse maduro pode ser traduzido por sorte para aqueles que vem até nós com o coração limpo, em busca de ajuda.
Nós é femeeiro, porque como dizem, nós gosta da beleza, e a mulher é um símbolo de beleza, que embeleza a vida, que embeleza o dia a dia para aqueles que tem olhos para enxergar a verdadeira beleza.
Malandro é irreverente, malandro dança, malandro canta, malandro bambeia para lá e para cá, sempre com seu andar manemolente, de urubu malandro. A irreverência da malandragem, junto com sua dança e sua cantoria, quando baixa no terreiro, é uma forma de afastar a tristeza, a melancolia, a amargura e a decepção do coração daqueles que estão precisando. A manemolência, a ginga e o bambeio é para mostrar para o povo que é dessa forma que se enfrenta as dificuldades que tem que ser vividas nessa terra. Sem perder o rebolado e sem perder a alegria de viver. Esse é o mistério da malandragem, seja malandro homem, seja malandro mulher. E duvida de um malandro quando ele se dispor a prejudicar quem quer que seja, porque esse é só um rufião achando que é malandro ou fingindo que é um.
Verdadeiramente, a malandragem é uma linha de força, é uma linha de trabalho dentro da sagrada umbanda, e de vagabundo, nós não tem nada. Está sempre no terreiro, para dar um abraço aberto para aqueles que sabem o que é isso e está sempre vagando no mundo, guardando e protegendo os caminhos daqueles que faz merecimento. Nós não consegue ajudar a todos porque nós não é santificado. Só ajudamos quando temos a permissão da justiça divina, da lei maior.
Isso é a malandragem, e eu sou só um Pilintra catimbozeiro, lá do meu Pernambuco, que não gosta de covardia com criança, com mulher e com velho, porque aí eu não sei se respondo por mim.
Salve a umbanda!
Salve meu catimbó!
Salve Nossa Senhora da Conceição!
Salve a Bahia!
Um abraço pra vocês,

Zé Pilintra do Encruzo.

Nomes de Algumas Malandros e Malandras cujas historias, pontos e legado estarão em nossa apostila

Bom cabelo
Camisa Listrada
Camisa Preta
Carioquinha
Chico Pelintra
Cibamba
Edgar
Gargalhada
João Malandro
Juquiri da Linha do Trem
Leonardo do Inferno
Malandrinho (de vários pontos)
Malandrinho da Estrada
Malandro da Baixa do Sapateiro
Malandro da Calunga
Malandro da Lapa
Malandro da Praia
Malandro da Zona Portuária
Malandro do Pelourinho
Malunguinho
Meia-noite
Mestre Carlos
Miguel Camisa Preta
Miguelzinho
Navalha da Beira do Cais
Navalha da Lapa
Nego da Lapa
Sete Copos
Sete Facadas
Sete Navalhadas
Terno branco
Viriata da Esquina
Zé Baiano
Zé Boiadeiro
Zé Camisa Listrada
Zé Camisa Preta
Zé Camisa Vermelha
Zé da Barra
Zé da Estrada
Zé da Lapa
Zé da Luz
Zé da Madrugada
Zé da Mata
Zé da Porta do Botequim
Zé da Proa
Zé da Silva
Zé da Virada
Zé das Almas
Zé das Cabras (esse é tropeiro)
Zé das Mulheres
Zé de Légua
Zé do Cais
Zé do Cemitério
Zé do Coco
Zé do Morro
Zé Emanuel
Zé Malandro (de vários pontos: do morro, do portão, da Lapa, etc…)
Zé Marinheiro
Zé Mineiro
Zé Moreno
Zé Navalha
Zé Pereira
Zé Pilintra
Zé Pimenta
Zé Pretinho
Catarina das Sete Navalhadas
7 Navalhadas
7 saias do Cabaré
Celina da Praia
Dalila do Porto
Gilda do Cabaré
Joana Pelintra (Da falange de Zé Pelintra)
Malandra 7 Navalhadas
Malandra da Baia
Malandra da Estrada
Malandra da Lapa
Malandra das 7 Encruzilhadas
Malandra das Almas
Malandra das Rosas Vermelhas
Malandra das Rosas Vermelhas dos Arcos da Lapa
Malandra do Cabaré
Malandra do Cruzeiro das Almas
Malandra do Morro
Malandra dos Arcos da Lapa
Malandra Maria 7 Navalhas
Malandra Maria do Morro
Malandras
Malandrinha da Baia
Malandrinha da Rosa Vermelha
Malandrinha das Almas
Malandrinha do Cabaré
Malandrinha do Morro
Malandrinha do Morro Alto
Malandrinha (de vários pontos)
Maria 7 Léguas
Maria 7 Navalhas (Da falange de Maria Navalha)
Maria Alzira das 7 Encruzilhadas
Maria Amália
Maria Bonita
Maria Branca
Maria da Boemia
Maria do Balaio
Maria do Baralho
Maria do Cais
Maria do Morro
Maria do Pente Fino
Maria Izabel
Maria Mulambo Malandra
Maria Mulher
Maria Navalha
Maria Navalha da Calunga
Maria Navalha da Estrada
Maria Navalha da Lapa
Maria Navalha das Almas
Maria Navalha do Cabaré
Maria Navalha do Cais
Maria Navalhada
Maria Pelintra
Maria Preta
Maria Rosa Navalha
Maria Seresteira

Miliquina da Lapa

Navalha da Beira do Cais
Navalha da Lapa
Neguinha da Madrugada
Ritinha
Rosa da Lapa
Rosa do Cabaré
Rosa Malandra (A dama da noite)
Rosa Pelintra
Rosinha Malandra
Sete Saias
Sete Saias do Cabaré
Sete Saias, Maria Mulher
Viriata da Esquina

fonte:

Para reflexão: NOVAS LINHAS DE TRABALHO NA UMBANDA

Fonte: Para reflexão: NOVAS LINHAS DE TRABALHO NA UMBANDA

Ótimo texto…

Desde que mundo é mundo espíritos se comunicam com nós, encarnados! A Umbanda é uma religião brasileira que possui seu “sistema” de contato com espíritos que se apresentam com arquétipos já pré estabelecidos pelo astral superior!

Arquétipos esses que transmitem valores e principalmente o valor de nossa cultura, de nossa terra, tendo como pilares principais: CABOCLOS e PRETOS-VELHOS.

Desde 1908, quando a Umbanda nasce em Niterói, com a manifestação do Caboclo das 7 Encruzilhadas, já passaram 107 anos, e outros arquétipos já começaram a surgir como: Linha do Oriente, Baiano, Marinheiro, Boaideiro, Exu, Pomba-gira e Exu Mirim.

Entretanto, a partir do século 21, mais linhas começaram a aparecer nas extensões de nosso pais, que causam muita polêmica no meio Umbandista como: Linha dos Mendigos, Linha dos Caminhoneiros, Linha dos Gauchos. Isso sem falar de guias espirituais que dizem vir de outros planetas, dessa e de outras galáxias.

Devemos ser muito cautelosos em analisar o fundamento de cada linha! Deve existir na Umbanda um conselho ou algum órgão a nível nacional ou mundial que possa estudar esses fenômenos, estudar o nascimento de novas linhas de trabalhos.

Somos a favor de uma Umbanda plural, repleta de tempero regional, mas sempre dentro dos fundamentos mães da Umbanda.

A ideia aqui não é criticar, nem apontar, mas sim expor algo que está acontecendo em nossa religião e cabe as Federações, Templos e a nós Umbandistas, avaliarmos  e decidirmos juntos!

Enquanto isso não acontece, vamos saravando e praticando a fé e a caridade em nossos terreiros de Umbanda.

Salve Deus, Salve as Sete Linhas de Umbanda, Salve nossos guias!

Deixando um adendo nosso aqui:

Vimos que nas mídias sociais houve um burburinho a respeito deste tema, a unica coisa que devemos sempre observar é a mensagem que as entidades trazem, e quanto as duvidas se existe a linha ou não, um dia os ciganos também pertenciam a uma linhagem e hoje possuem uma linha própria, assim como tantos outros. Tiramos conclusões dentro do próprio meio espiritualista, quem leu sobre o Luar Peregrino compreenderá e quantos outros mendigos desencarnaram e adentraram em linhas, devemos levar em consideração que pode sim estar surgindo aos nosso ouvidos agora algo que já está concretizado em planos mais elevados. E espero que não sejamos preconceituosos e ortodoxos como alguns segmentos. Mente aberta e observação.

Carnaval vs Centros

Por que centros espíritas, candomblés e umbandistas fecham no carnaval?

1Fechar os centros/terreiros é um ritual antigo, que tem origem na Bahia, que no sábado de Carnaval, as Casas de Candomblé fazem uma oferenda para Exú, o guardião e mensageiro, para que ele abra caminho e dê proteção. Assim, as Casas de Santo fecham no Carnaval, enquanto o Guardião acompanha seus protegidos durante a festa de Carnaval.

O carnaval é a festa da carne, segundo as leis espirituais. Nesse período todos os componentes da Dinastia Negra são liberados com a abertura de todos os portais maléficos [ Como Assim?]

Bem, sabemos que há um portal de passagem entre os dois mundos que nesta época ele fica aberto constantemente devido a “festa da carne”. Em outros períodos ele é controlado e a abertura acontece em alguns momentos do dia, as 03h, 06h, e 00h.

Mas por que ele não se fecha no carnaval?

Justamente pelo furor carnal, quando passamos noites em claro e emoções carnais a flor da pele. Isso faz com que haja um desregramento no “relógio” astral permitindo que mais espíritos inferiorizados, marginalizados e trevosos estejam misturados entre as massas, passando-se despercebidos devido a confusão energética estimulada pela emoção “mundana”.

2   Assim, locais onde se trabalha com a exposição das mediunidades se abstêm para evitar qualquer contato com essas forças maléficas. Mas ficam em orações constantes pelo bem de todos, em contato espiritual com os mentores de luz.

O período do carnaval é apenas a iniciação de um tempo onde os Exus e as Bombojiras irão atuar, assim como o portal se mantém aberto, as entidades citadas terão trabalho redobrado para recolher eguns, kiumbas, vampiros entre outros espíritos na erraticidade que aproveitam o portal aberto para buscar energia na fonte humana. Como a energia é mais pesada, cabe aos capas negras e caveiras o trabalho mais pesado de recolhimento.

Há centros que mantém-se abertos, estes ficam suscetíveis a energias inferiores a se manifestarem, trazendo um grande trabalho e exaustão aos médiuns, de grande valia seus esforços porém perigoso energeticamente.

O ato de fechar as portas neste período é um ato de respeito cultural e sobre tudo  uma forma de proteger seus médiuns. Aos que abrem, terão de ter força redobrada quanto a proteção e certeza  de quem estão recebendo.

3Muitas entidades só retornam seus trabalhos junto aos médiuns após a quaresma, que é o tempo de reflexão física sobre suas ações e pecados e de limpeza astral, terminando nas proximidades da páscoa  o trabalho dos exus e bombojiras.

Outras após a quarta-feira de cinzas já retomam seu trabalho, varia de centro pra centro e depende muito do pai de santo, mãe de santo, e/ou coordenador de cada local.

Mas o médium em  sua vida cotidiana pode entrar na folia?

Nada proíbe o ser humano de se divertir, desde que saiba a consequência de seus atos. O fato dele ir desfilar em escolas de samba, sambar e se divertir nada tem a haver com sua conduta mediúnica, O que interfere aqui é suas ações mediante aos vício terrenos (álcool, tabagismo, entorpecentes, sexo, etc). Um bom médium sabe se comportar mediante as energias contrárias e a não ceder diante do coletivo:  ” vou tomar cerveja a noite toda porque meus colegas estão me oferecendo e vai ficar feio se não acompanhar”. ORAI E VIGIAI! O inimigo está ao lado, saber se defender e estar sobre a conduta disciplinada a frente de tudo. Beber não é se divertir, diversão não está relacionada a vícios de nenhuma  espécie, diversão é estar são e ter o controle de seu livre arbítrio sem interferências externas.

4Outro exemplo  de como as entidades atuam no carnaval, são as inspirações e historias que trazem em sua festa, muitas escolas trazem historias entidades buscando a própria desmistificação e quebrando pre conceitos religiosos, mostrando ao mundo que a cultura religiosa é forte no Brasil.

O médium consciente sabe discernir o bem do mal e sabe lidar com as energias sem vincula-las a sua aura. Divertir-se sim, se tornar vítima de obsessão não!

Bom carnaval a todos!

Bombojiras – Desmistificando Entidades

Bombojiras

Ela é divinizada, é bem vinda em centros umbandistas, simbolizada como Maria Magdala, seguidora de Cristo, transferindo esta visão para a  atualidade. e  Maria Imaculada abençoada, que é aceita como santa.

 “Não é possível contar a história da Ressurreição sem falar também de ‘Maria, a de Magdala’”. Foi essa mulher que, depois de ir ao túmulo onde Jesus havia sido depositado depois da crucificação, “viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo e saiu correndo”, como relata o Evangelho, para se encontrar os discípulos e lhes contar a grande notícia.

Segundo Chris Schenk, diretora-executiva da FutureChurch, organização norte-americana de renovação da Igreja, essa é a grande importância e o legado de Maria Madalena, uma das primeiras místicas do cristianismo que viveu “a experiência da Ressurreição”.

Em entrevista por e-mail à IHU On-Line, Chrisbusca desmontar por inteiro qualquer referência negativa a Maria Madalena: “Não há nada nas Escrituras que sustente a ideia de que ela era uma prostituta” e, “se Maria de Magdala fosse a esposa de Jesus e a mãe de seu filho, é altamente improvável que esses textos teriam omitido esses fatos importantes”.

Ao contrário, para a religiosa da congregação das Irmãs de São José, Madalena foi a principal testemunha da Ressurreição e “uma líder feminina que entendeu a missão de Jesus melhor do que os discípulos homens”. “Curiosamente – afirma –, a Igreja Oriental  nunca a identificou como uma prostituta, mas honrou-a ao longo da história como ‘a Apóstola dos Apóstolos’”.

fonte:http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/505130-mariademagdalagrandeapostoladosapostolosentrevistaespecialcomchrisschenk

Se pegarmos um exemplo bíblico: Maria Madalena foi considerada prostituta e julgada através dos tempos dentro de religiões, mas já  se perguntaram se de fato o foi? Pelas próprias escrituras de Lucas e Matheus em alguns trechos relatam que Maria Madalena foi a unica mulher a receber a doutrina fechada do Cristo, o que causou um certo ciume entre os próprios apóstolos. Porem a sociedade preferiu julgar e sacramentar uma imagem vil, se distanciando do verdadeiro sentido. O que queremos mostrar aqui é o quanto julgamos pelo coletivo, pelo que ouvimos dizer e tomamos como verdade, sem ao menos irmos atras de respostas, estudar o assunto, se ater para argumentar, pelo próprio comodismo fica mais fácil apenas passar a “lenda para frente”. E É ESSE CONCEITO QUE QUEREMOS MODIFICAR! Temos que ter opiniões próprias, onde ouvimos, buscamos e interpretamos de forma integra, questionamos mais, estudamos mais. 

Este foi apenas um exemplo para mostrar como as historias através dos tempos se moldam e rotulam-se por trás de preconceitos e visões distorcidas, bombojiras são guardiãs, são seres exímios de grande destreza emocional, onde atuam com suas habilidades em prol de nós humanos desequilibrados emocionalmente, ajudando-nos a enxergar nossos erros, redimirmos e corrigi-los. Auxiliando os Exus que são seus correspondentes masculinos em tarefas de resgates astrais, limpezas profundas. Manifestam-se com muita musica e alegria, pois o canto, o ponto cantado trás a força da legião de bombojiras capaz de quebrar demandas, desfazer feitiços, e desamarrar emaranhados enlaces emocionais que nos confundem dentre as reencarnações.

Está na hora de abrirmos os olhos e deixar o véu cair, entender quem são as entidades e quão benéfico são seus trabalhos de luz e amor. 

Baianos – Desmistificando Entidades

A LINHA DOS BAIANOS

A Linha dos Baianos da Umbanda engloba espíritos de antigos Sacerdotes da Bahia e de outras regiões, tendo a Regência direta do Orixá Yansã. Também tem uma ligação com os Orixás Oxalá e Oyá-Tempo, já que seu Arquétipo (Sacerdotes) diz respeito a questões da Fé e da Religiosidade.

Esta Linha foi criada justamente para homenagear os antigos Pais e Mães no Santo da Bahia, que foram os primeiros a trabalhar, e muito, para a preservação e a divulgação do culto aos Orixás em nosso país e enfrentando, à época, toda sorte de dificuldades e preconceitos.

A Linha engloba espíritos voltados para a missão sacerdotal ligados não são à Bahia, mas a todo o Nordeste do nosso país. Muitos viveram ou passaram parte de sua vida em Estados dessa região, em contato com os Mestres do Catimbó e da Pajelança.

Manifestam-se de forma alegre e movimentada e gostam de uma boa conversa. São firmes, parecem “feitos de fé”. E não se cansam de louvar “o Senhor do Bonfim”…

O Povo Baiano vem ao Terreiro para nos trazer seu axé, sua energia positiva, e têm muito a nos ensinar, sempre com uma resposta certeira e rápida para as nossas dúvidas e questionamentos.

Na sua forma de trabalhar, trazem muito das qualidades de Mãe Yansã: são bastante ativos, movimentadores, irrequietos, despachados e descontraídos. Sua dança tem movimentos característicos, com gingados, “pisadas” e giros que dissolvem as energias densas acumuladas no ambiente e nas pessoas.

Também são bons orientadores e doutrinadores, porque a missão sacerdotal do seu Arquétipo tem ligação com Pai Oxalá e Mãe Oyá-Tempo (Fé e Religiosidade). Sabem ouvir, dar bons conselhos e levantar o ânimo dos entristecidos. Neste caso, conversam bastante, falando baixo e mansamente, transmitindo conforto e segurança ao consulente. São consoladores por natureza.

Os Baianos nos contagiam com suas energias de alegria e de firmeza e nos ensinam a perseverar diante dos obstáculos, através da sua magia peculiar e das suas brincadeiras sadias. Médiuns introspectivos, quando incorporados de seu Baiano (ou Baiana) acabam se libertando e demonstrando alegria e descontração.

E todos nós podemos aprender com os Baianos. Seu magnetismo é forte. São “decididos” ao ponto de nos fazer sentir mais leves e animados. O que nos leva a tomar um novo rumo na vida e a obter conquistas espirituais e materiais.

Os Baianos nos ensinam muitas coisas. Seu magnetismo, entre outras coisas, estimula cada pessoa a não estagnar diante dos problemas, a não lastimar, mas agradecer pela vida e ir em frente; a confiar em si e na Providência Divina e montar um plano de ação para começar a resolver pendências; a cuidar bem de si mesmo, manter bons sentimentos e pensamentos firmes, através de orações, banhos, rezas etc. (reza de Baiano é infalível!…); não olhar só “pro umbigo”, ou seja, fazer alguma coisa em benefício dos mais necessitados, e lembrando que a maior ajuda é saber ouvir com respeito, dar uma boa palavra, fazer uma oração na intenção do necessitado; etc.

Por outro lado, os Baianos admiram a disciplina e a organização dos trabalhos. Sabem “dar disciplina” de forma direta, quando preciso, até porque a Linha tem a Regência de Mãe Yansã. São poderosos aliados da Umbanda e nos ajudarão em tudo o que for permitido pela Lei Divina. Mas desde que a pessoa não tenha má índole. Porque Baiano “não tem osso na língua” e diz o que tem a dizer, quer a gente goste ou não. Seu objetivo é nos ajudar a manter uma conduta reta na vida, para que a Lei e a Justiça Divinas nos amparem. Baiano é alegre, Baiano brinca. Mas também sabe falar sério, e nessas horas não corta caminho, vai direto ao ponto…

Bons conhecedores da Magia, eles atuam fortemente na quebra de magias negativas, na desobsessão e na limpeza energética.

Suas oferendas podem ser feitas ao pé de um coqueiro ou palmeira, ou então no ponto de força do Orixá que os rege mais especificamente.

Preferem os colares feitos de pedaços de coco seco e/ou de coquinhos e/ou de sementes (olho de boi, olho de cabra). Alguns intercalam búzios, pedras e mesmo contas de porcelana ou de cristal.

Origens da Linha dos Baianos

No Astral se organizaram, pouco a pouco, as Linhas de Trabalho Espiritual da Umbanda, a partir dos arquétipos do povo brasileiro. A de Caboclo homenageava o guerreiro nativo e forte, conhecedor da Natureza, corajoso; a de Preto Velho destacava a sabedoria, paciência, bondade e humildade dos anciãos que vieram da Mãe África; a das Crianças nos remetia à pureza infantil e à necessidade de despertá-la em nosso íntimo, bem como à valorização da infância e dos seus cuidados.

Novas Linhas foram se apresentando gradualmente, inclusive respondendo às mais novas e crescentes necessidades do nosso meio, já que toda essa estrutura de Trabalho Espiritual da Umbanda está voltada para a evolução da nossa humanidade e dos seres afins com a nossa realidade. Os Regentes Planetários fizeram por acompanhar as mudanças do nosso meio social e atender às necessidades humanas e, principalmente, humanitárias que delas emergiam. E não poderia ser de outra forma, pois a Umbanda é uma religião BRASILEIRA e reflete os valores culturais e religiosos do nosso povo.

Assim, a cada Gira de Umbanda manifestam-se as diferentes qualidades, habilidades e saberes ancestrais desse nosso povo multicultural.

A Linha dos Baianos, também chamada “Povo da Bahia”, traz uma referência ao início da descoberta do país, à colonização e às origens de um povo que é “a cara do Brasil”. A Bahia e seu povo sintetizam o grande “caldeirão” de diversidades que é o Brasil, seja quanto às origens dos povos que aqui vivem e convivem pacificamente, seja quanto aos seus valores culturais e religiosos etc. Com efeito, o povo baiano é fraterno, universalista, devoto, fervoroso, persistente, alegre, festeiro, cheio de ginga, de ritmo e magia. E a Linha reflete tudo isso.

De maneira organizada, como uma Linha de Trabalho efetiva, os Baianos surgem a partir da década de 50, com a industrialização dos grandes centros, e especialmente em São Paulo. Isto se intensifica na década de 60, com a maior onda de migrações provenientes da grande seca que acometeu o Nordeste brasileiro.

Nas décadas de 50 e 60, ao mesmo tempo em que a Umbanda se firmava em São Paulo, crescia o fluxo migratório do Nordeste, que acabou por transformar a cidade numa das maiores metrópoles do mundo. Nesse grande fluxo destacaram-se os Nordestinos que vieram para trabalhar na construção civil e na indústria automobilística, então em franca expansão.

Popularmente, na cidade de São Paulo o Nordestino sempre foi associado ao trabalho duro, à pobreza e ao analfabetismo, restando-lhe os bairros mais periféricos e as regiões mais precárias para morar. Com todos os problemas decorrentes do exagerado crescimento populacional, sempre se buscou um “culpado”; e todos se voltaram contra o “intruso”, o “ignorante” Nordestino. Todo Nordestino passou a ser chamado de “baiano”, mas com um caráter discriminatório terrível, pejorativo e negativo.

No entanto, nos Terreiros de Umbanda paulistas a Linha dos Baianos conseguiu alcançar grande popularidade. A Umbanda sempre se caracterizou por abrigar espíritos de diversas correntes, de modo que essas Entidades “Nordestinas” foram sempre muito bem acolhidas. O caráter de luta e irreverência do Nordestino migrante parece ter sido o fator mais importante para sua aceitação dentro dos Terreiros.

Sob esse aspecto social, a Linha dos Baianos reflete também o arquétipo do rural migrado e já adaptado à zona urbana; e vai servir de ponte para os migrantes, através de sua semelhante identidade. Num primeiro momento talvez, os consulentes de origem Nordestina foram os que mais se identificaram com o jeito despojado e alegre desses Espíritos “conterrâneos”. Pouco a pouco, pessoas de todas as origens se deixaram envolver pelo carisma e o magnetismo dessas Entidades.

A Linha dos Baianos se manifesta desta forma justamente para ter um canal de aproximação, uma ponte de contato conosco, remetendo nosso pensamento a um arquétipo: o de um povo cujas lutas, sofrimentos e superações nós bem conhecemos e admiramos.

Desta forma os Baianos nos conquistam, desarmam nossas defesas emocionais e mentais, sintonizam fraternamente conosco e então conseguem auxiliar a nossa evolução espiritual e material, empregando seu cabedal de conhecimentos e elevação.

Durante muitos anos a Linha dos Baianos foi meio que renegada, seus trabalhos eram vistos com restrições. Dizia-se que era “inexistente”, não estava ligada às Linhas principais (Caboclo, Preto-Velho, Criança) e que só espíritos zombeteiros e mistificadores estariam ali.

Aos poucos, porém, os Baianos foram chegando e tomando conta do espaço que o Astral lhes concedeu, e que souberam aproveitar de forma exemplar. Hoje, são trabalhadores incansáveis e respeitados.

É cada vez maior o número de Baianos que se manifestam nos Terreiros de Umbanda, onde atuam sob o amparo das Sete Irradiações Divinas, para movimentar, direcionar e reordenar os campos da Fé, do Amor, do Conhecimento, da Justiça, da Lei, da Evolução e da Geração. Por isso encontramos Baianos (e Baianas) de todos os Orixás. Têm, ainda, um trânsito muito bom pelos caminhos de Exu, podendo trabalhar na Esquerda no momento em que isto se torne necessário. Vale lembrar que nem todos os Baianos que se manifestam na Umbanda realmente o foram em encarnações passadas. Como ocorre em todas as Linhas de Trabalho da Umbanda, esses espíritos agruparam-se por afinidades energéticas e especialidades de atuação, mas dentre eles há múltiplas origens.

Há, no entanto, os que ainda não aceitam a Linha dos Baianos como vertente Umbandista; esquecendo-se, talvez, de que a Bahia foi “o celeiro dos Orixás”, uma terra de espiritualidade e magia. O povo baiano é sincrético e ecumênico por excelência.

No Nordeste, e especialmente na Bahia, prevaleceu a influência dos povos Nagôs, de língua Iorubá, sobre todos os outros grupos de Povos Africanos que para cá vieram, ao tempo da escravidão. E justamente os Nagôs cultuavam Orixás, ali nos deixando esta herança. Com o tempo, e por força da convivência das várias Nações Africanas, nasce o Candomblé, uma religião afro-brasileira. A Bahia cultua os Orixás, mas também reverencia o Senhor do Bonfim e os Santos católicos, pois no coração desse povo há mansidão, devoção e abertura para a Espiritualidade. E a Umbanda, que nasceu depois e já como religião brasileira, bebeu dessa fonte, além de receber influências indígenas, europeias, do Catolicismo e do Espiritismo.

Mas é na Bahia ―e só na Bahia, onde mais?― que todo ano se faz um cortejo de baianas e de devotos do Candomblé e da Umbanda, lado a lado com fiéis católicos e de outras crenças e religiões, para lavar com água de cheiro a escadaria da Igreja do Senhor do Bonfim, de forma delicada e amorosa, degrau por degrau. Todos se unem para pedir bênçãos e agradecer. Quem já viu, sabe que não há palavras que traduzam isto…    Nada mais natural que a Bahia, seus valorosos Pais e Mães no Santo e seu povo tenham sido escolhidos para essa homenagem!…

Não podemos nos esquecer do caráter Universalista da Umbanda, que em suas fileiras recebe e abraça a todos os espíritos que desejam praticar o Bem, independente das suas “origens” e da forma como se apresentam.

As palavras do Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas, ao fundar a religião no plano Terra, foram justamente no sentido de que na Umbanda os espíritos mais sábios nos ensinariam; os menos esclarecidos seriam orientados; e a ninguém seria negada uma oportunidade de manifestação, de trabalho, ou de aprendizado.

Quando um Baiano (ou Baiana) incorpora num médium e ouve, aconselha e direciona o consulente em sofrimento, ele está fazendo mais do que isto. Está mostrando que cada Povo tem seu valor, sua bagagem moral e cultural, seus valores religiosos e a “sua” maneira de fazer o Bem e que todos podem contribuir para o progresso comum. Acima de tudo, mostram que somos diferentes, mas isso não é ruim, pois o que de fato importa são os valores que carregamos no íntimo. E assim quebram-se preconceitos… E sem alarde e sem armas de guerra…

Isto se chama Fraternidade. Em silêncio e de forma simples, os Guias da Umbanda nos ensinam e auxiliam muito mais do que podemos imaginar, porque nos revelam que somos parte de uma única “raça”: a Raça Universal dos Filhos de Deus…

Salve os Baianos! Salve a Bahia de Todos os Santos!

Nomes simbólicos:

Alguns Baianos: Simão do Bonfim, Januário, Zé do Ouro, Juvêncio, Juvenal, Mané Baiano, Zé Baiano, Zé da Estrada, Zé da Estrada e dos Trilhos, Zé Tenório, Zé do Côco, Zé Pereira, Zeca do Côco, Zé Pretinho, Zézinho Baiano, Baiano dos Sete Cocos, Chico Baiano, Serafim, João Baiano, Severino da Bahia, Joaquim Baiano, Zé da Lua, João do Coqueiro, Zé do Berimbau, Zé do Prado.

Dentro desta Linha, em algumas Casas  também se manifesta a Entidade Zé Pelintra (que em outros Terreiros vem na Linha de Malandros, ou mesmo na Linha de Esquerda, pois é um Espírito que tem peculiaridades e acesso a vários graus vibratórios).

A LINHA DOS BAIANOS

Fonte: “Arquétipos da Umbanda”, Rubens Saraceni, Madras Editora, 2007, páginas 103/105.

Nos Cultos de Nação ou Candomblé existe um culto fechado denominado culto a Egungun, que tem poucos adeptos e seu interior não é revelado, pois tudo é secreto e as proibições, se quebradas, acarretam “quizilas” terríveis aos seus inconfidentes. [Inconfidentes= os que não são fiéis.]

No Brasil, o culto a Egungun é restrito a algumas sociedades antigas e que preservaram o que foi possível do culto que existia na África. Egun é uma palavra da língua Yorubá que significa espírito. Egungun é o conjunto dos ancestrais. E o culto a Egungun é o culto aos espíritos. [V. “As Religiões do Rio”, páginas 68/75.]

O culto a Egungun é um ritual mais elaborado do tradicional culto aos ancestrais, praticado por todos os povos em todos os tempos.

A Bíblia judaico-cristã fala do culto aos ancestrais e das pessoas dotadas de dons mediúnicos (os “profetas”); na Roma antiga os “deuses lares” eram os protetores das famílias, que cultuavam seus antepassados e buscavam nos seus membros de maior destaque, já falecidos, a inspiração para as mais variadas dificuldades; os orientais (chineses, japoneses, etc.) cultuam seus ancestrais e têm ritos específicos para agradá-los, atraí-los e deles receberem amparo espiritual.

O espiritismo kardecista está fundamentado no culto aos mortos, pois Jesus Cristo foi um homem que viveu na Terra há dois mil anos; e os espíritos que se comunicam também já viveram na terra.

O próprio Cristianismo é um culto aos mortos, pois seu fundador, Jesus Cristo, é um espírito; e o culto aos santos confirma nossas afirmações.

A Umbanda não foge à regra: cultua Deus e venera seus antepassados ilustres, devotando-lhes respeito e uma reverência religiosa, pois sem a existência do antepassado nós não existiríamos.

O culto aos antepassados é tão forte e tão poderoso que a presença deles na forma de heróis nacionais exalta o patriotismo que sustenta os brios de uma Nação.

Zumbi dos Palmares lutou contra a escravidão e a supremacia dos europeus, atraindo o apôio dos nativos brasileiros em sua luta por liberdade.

Tiradentes nos remete ao exercício do livre arbítrio, ao direito de nos guiarmos.

Dom Pedro I nos trouxe a tão almejada independência.

A Princesa Isabel sacramentou o anseio de milhões de brasileiros de verem livres da escravidão os africanos e seus descendentes.

O Marechal Hermes da Fonseca sacramentou a República e concedeu a todos o direito de se apresentarem como pretendentes a cargos de direção ou políticos, quebrando a espinha dorsal do regime imperial.

Lampião lutou contra o coronelismo nordestino.

Zé Pelintra foi um grande mestre de Catimbó, juremeiro e rezador dos bons!

Enfim, os antepassados são importantes e são nossa memória!

Eis aí o que justifica e fundamenta o arquétipo adotado para a linha dos Baianos da Umbanda: o culto aos antepassados ou a Egungun.

Só que, na Umbanda, os “eguns” [=espíritos dos antepassados] se mostram como lhes foi determinado. Uns são espíritos de índios. Outros são espíritos de velhos benzedores negros que misturavam rezas a Jesus Cristo e aos santos com o culto às divindades africanas.

Quanto aos Baianos da Umbanda, o arquétipo é o do tradicional “pai e mãe de santo da Bahia”, mas não só de lá, e sim, de todos os recantos do país.

Afinal, assim como o Espiritismo, o Candomblé e todas as outras religiões cultuam seus ancestrais ilustres em todos os campos das atividades humanas, qual é o problema em se cultuar na Umbanda a figura alegre, curiosa, intrometida e extrovertida dos sacerdotes dos Orixás na Bahia de todos os Santos?

O arquétipo dos Baianos da Umbanda foi criado justamente em cima daqueles que melhor sustentaram e popularizaram o culto aos Orixás no Brasil.

Esses espíritos já tinham a “intimidade” com os Orixás, suas magias, suas rezas, suas quizilas, seus feitiços etc., e foram homenageados com uma Linha de Trabalho só para eles, por meio da qual podem auxiliar os encarnados, dando continuidade aos que já faziam quando viveram na Terra.

A Umbanda é tal como o Espiritismo, um culto fundamentado no culto aos antepassados e é um culto a Egungun mais elaborado e totalmente aberto.

O que é oculto são os nomes dos espíritos que incorporam: Zé do Coco, Maria Bonita, Lampião, Zé Pelintra, Corisco, Zé da Bahia, etc.

São nomes que, na Umbanda, englobam várias correntes espirituais formadas por sacerdotes, mestres e rezadores nordestinos.

Quinhentos anos [da história do Brasil] é muito tempo e no astral cristalizou-se toda uma plêiade de espíritos fortes, aguerridos e capazes de proezas dignas dos grandes heróis nacionais.

Só que, nas Linhas de Umbanda, se manifestam os heróis desconhecidos, englobados em arquétipos fortes porque são espíritos que, quando na Terra e encarnados, dedicaram suas vidas no anônimo trabalho de consolar e amparar os aflitos e os desesperançados.

A Linha dos Baianos é essa Linha: a dos heróis anônimos que sustentaram o culto aos Orixás e o semearam primeiro em solo baiano e, posteriormente, no resto do Brasil e, com a Umbanda organizada, o levarão ao mundo.

Malandros, Ciganos e Orientais – Desmistificando Entidades

Malandros

Têm como principal característica de identificação, a malandragem, o amor pela noite, pela música, pelo jogo, pela boemia e uma atração pelas mulheres (principalmente pelas prostitutas, mulheres da noite, etc…). Isso quer dizer que em vários lugares de culturas e características regionais completamente diferentes, sempre haverá um malandro. O malandro de Pernambuco dança côco, xaxado, passa a noite inteira no forró; no Rio de Janeiro ele vive na Lapa, gosta de samba e passa suas noites na gafieira. Atitudes regionais bem diferentes, mas que marcam exatamente a figura do malandro.
No Rio de Janeiro aproximou-se do arquétipo do antigo malandro da Lapa, contado em histórias, músicas e peças de teatro. Alguns quando se manifestam se vestem a caráter. Terno e gravata brancos. Mas a maioria gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda, e justificam o gosto lembrando que: “a seda, a navalha não corta”. Navalha esta que levavam no bolso, e quando brigavam, jogava capoeira (rabos-de-arraia, pernadas), às vezes arrancavam os sapatos e prendiam a navalha entre os dedos do pé, visando atingir o inimigo. Bebem de tudo, da Cachaça ao Uísque, fumam na maioria das vezes cigarros, mas utilizam também o charuto. São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá.
Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los, podem curar desamarrar, desmanchar, como podem proteger e abrir caminhos. Têm sempre grandes amigos entre os que os vão visitar em suas sessões ou festas.
Existem também as manifestações femininas da malandragem, Maria Navalha é um bom exemplo. Manifesta-se como características semelhantes aos malandros, dança, sambam, bebe e fuma da mesma maneira. Apesar do aspecto, demonstram sempre muita feminilidade, são vaidosas, gostam de presentes bonitos, de flores principalmente vermelhas e vestem-se sempre muito bem.
Ainda que tratado muitas vezes como Exu, os Malandros não são Exus. Essa ideia existe porque quando não são homenageados em festas ou sessões particulares, manifestam-se tranquilamente nas sessões de Exu e parece um deles. Os Malandros são espíritos em evolução, que após um determinado tempo possa (caso o desejem) se tornarem Exus. Mas, desde o início trabalham dentro da linha dos Exus.
Pode-se notar o apelo popular e a simplicidade das palavras e dos termos com os quais são compostos os pontos e cantigas dessas entidades. Assim é o malandro, simples, amigo, leal, verdadeiro. Se você pensa que pode enganá-lo, ele o desmascara sem a menor cerimônia na frente de todos. Apesar da figura do malandro, do jogador, do arruaceiro, detesta que façam mal ou enganem aos mais fracos. Salve a Malandragem!
Na Umbanda o malandro vem na linha dos Exus, com sua tradicional vestimenta: Calça Branca, sapato branco (ou branco e vermelho), seu terno branco, sua gravata vermelha, seu chapéu branco com uma fita vermelha ou chapéu de palha e finalmente sua bengala.
Gosta muito de serem agradados com presentes, festas, ter sua roupa completa, é muito vaidoso, tem duas características marcantes:
Uma é de ser muito brincalhão, gosta muito de dançar, gosta muito da presença de mulheres, gosta de elogiá-las, etc…
Outra é ficar mais sério parado num canto assim como sua imagem, gosta de observar o movimento ao seu redor, mas sem perder suas características.
Às vezes muda um pouco, pede outra roupa, um terno preto, calças e sapatos também pretos, gravata vermelha e às vezes até cartola. Em alguns terreiros ele usa até uma capa preta.
E outra característica dele é continuar com a mesma roupa da direita, com um sapato de cor diferente, fumam cigarros, cigarrilhas ou até charutos, bebe batidas, pinga de coquinho, marafo, conhaque e uísque, rabo-de-galo; é sempre muito brincalhão extrovertido.
Seu ponto de força é na subida de morros, esquinas, encruzilhadas e até em cemitérios, pois ele trabalha muito com as almas, assim como é de característica na linha dos pretos velhos e exus. Sua imagem costuma ficar na porta de entrada dos terreiros, pois ele também toma conta das portas, das entradas, etc…
São muito conhecidas por sua irreverência, suas guias podem ser de vários tipos, desde coquinhos com olho de Exu, até vermelho e preto, vermelho e branco ou preto e branco.

Zé Pilintra no Catimbó: No Nordeste do país, mas precisamente em Recife (na religião que conhecemos como Catimbó, fusão entre as práticas de magia provenientes da Europa e rituais indígenas de pajelança, que foram agregados ao contexto das crenças do catolicismo), ainda que nas vestes de um malandrão, a figura de Zé Pelintra, tem uma conotação completamente diferente. Lá, ele é doutor, é curador, é Mestre e é muito respeitado. Em poucas reuniões não aparece seu Zé. 

O reino espiritual chamado “Jurema”, é o local sagrado onde vivem os Mestres do Catimbó, religião forte do Nordeste, muito aproximada da Umbanda, mas que mantém suas características bem independentes. Na Jurema, Seu Zé, não tem a menor conotação de Exu, a não ser quando a reunião é de esquerda, por que o Mestre tem essa capacidade. Tanto pode vir na direita ou na esquerda. Quando vem na esquerda, não é que venha para praticar o mal, é justamente o contrário, vem revestido desse tipo de energia para poder cortá-la com mais propriedade e assim ajudar mais facilmente aos que vem lhe rogar ajuda.
No Catimbó, Seu Zé usa bengala, que pode ser qualquer cajado, fuma cachimbo e bebe cachaça. Dança côco, Baião e Xaxado, sorri para as mulheres, abençoa a todos, que o abraçam e o chamam de padrinho.
Nomes de Alguns Malandros e Malandras: Zé Pilintra, Zé Malandro, Zé do Coco, Zé da Luz, Zé de Légua, Zé Moreno, Zé Pereira, Zé Pretinho, Malandrinho, Camisa Listrada, 7 Navalhadas, Maria do Cais, Maria Navalha…

 CIGANOS

Conta à lenda que Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino, junto com Sara, uma cigana escrava, foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões. Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar.  Aí então Sara retira o diklô (lenço) da cabeça chama por Kristesko (Jesus Cristo) e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito.
Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer. Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias.
Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejados todos os anos nos dias 24 e 25 de maio.

 

Tela de Claudio Gianfardoni

Os ciganos são entidades de muita luz e sabedoria, geralmente jogam cartas, e trabalham com a força dos quatro elementos, seus talismãs, banhos e magias para o amor são de grande força. Não gostam da cor preta, as ciganas apreciam jóias, e roupas coloridas, as ciganas geralmente leem mãos e jogam cartas. Geralmente o número cinco é o número místico cigano, suas oferendas são dadas em cestas de palha ou compota. Não comem padês (pavês) e nem matanças. Gostam de frutas cristalizadas, pães sírios, pasta de grão de bico, batata doce assada, sangria e comidas árabes. Gosta de todas as frutas, principalmente a maçã, tanto pela cor como por ela simbolizar o fruto do amor. Gostam de receber suas oferendas em parques, praias, ou em lugares onde haja bastante árvore. É bom agradá-los na lua cheia ou crescente, se possível logo ao amanhecer.

Ciganos nos trazem intuição, proteção e muitas vitórias, trabalham com rapidez e se vingam com rapidez
Podem carregar até 5 nomes e nem sempre falam o nome de imediato, a minha cigana por exemplo só dizia ser do pandeiro ,e só disse o nome Morgana, depois de quase um ano vindo na minha cabeça. Você que possui uma cigana que ainda não se identificou, não precisa se preocupar, eles são discretos e os ciganos geralmente são sérios.
É chefiado pelo rei Wladimir oriundo da Áustria e esta falange trabalha muito com o trevo de 4 folhas.
Ao realizarem trabalhos também costumam guiar-se pelas fases da lua, pois há trabalhos que com certeza trarão melhor resultado se realizados na lua cheia, nova ou crescente. Na lua cheia do mês de maio têm o ápice de sua magia.

Linha Oriental

Tela de Claudio Gianfardoni

 A Linha do Oriente é parte da he­rança da Umbanda brasileira. Ela é com­posta por inúmeras entidades, classi­ficadas em sete falanges e majorita­riamente de origem oriental. Apesar dis­­so, muitos espíritos desta Linha po­dem apre­sentar-se como caboclos ou pretos velhos.

 O Caboclo Timbirí (ca­bo­clo japonês) e Pai Jacó (Jacob do Ori­ente, um preto velho bastante ver­sado na Ca­bala Hebraica), são os casos mais co­nhe­cidos. Hoje em dia, ganha força o cul­to do Caboclo Pena de Pavão, enti­dade que trabalha com as for­ças espiri­tuais divinas de origem indiana.

 Mas nem todos os espíritos são ori­entais no sentido comum da palavra. Es­ta Linha procurou abri­gar as mais di­ver­sas entidades, que a princípio não se encaixavam na matriz formadora do bra­sileiro (índio, português e afri­cano).

 A Linha do Oriente foi muito popular de 1950 a 1960, quando as tradições bu­­­distas e hindus se firmaram entre o povo brasileiro. Os imigrantes chineses e japoneses, sobretudo, passaram a frequentar a Umbanda e trouxeram se­us ances­trais e costumes mágicos.

Antes destas datas, também era co­mum nesta Linha a presença dos que­ridos espíritos ciganos, que possuem ori­­­gem oriental. Mas tamanha foi a sim­patia do povo umbandista por estas en­­­tidades, que os espíritos criaram uma “Linha” independente de trabalho, com sua própria hierarquia, magia e ensi­na­mentos. Hoje a influência do Povo Ci­gano cresce cada vez mais dentro da Umbanda.

 Existem muitas maneiras de classificar esta Linha e este pequeno artigo, não pretende colocar uma ordem na ma­neira dos umbandistas estudarem es­ta vertente de trabalho espiritual. Dei­xo a palavra final para os mais ve­lhos e sábios, desta belíssima e diver­sificada religião. Coloco aqui algumas instruções que colhi com adeptos e mé­diuns afinados com a Linha do Oriente.

Namaste e Salve o Oriente!

CARACTERÍSTICAS DA LINHA DO ORIENTE:

 Lugares preferidos para ofe­rendas: As entidades gostam de co­linas descampadas, praias desertas, jar­dins reservados (mas também rece­bem oferendas nas matas e santuários ou congás domésticos).

 Cores das velas: Rosa, amarela, azul clara, alaranjada ou branca.

 Bebidas: Suco de morango, suco de abacaxi, água com mel, cerveja e vinho doce branco ou tinto.

 Tabaco: Fumo para ca­chimbo ou charuto. Também utili­zam ci­gar­ro de cravo.

 Ervas e Flores: Alfa­zema, todas as flores que sejam bran­cas, palmas ama­relas, mon­senhor branco, monse­nhor amarelo.

 Essências: Alfazema, olíbano, ben­joim, mirra, sân­da­lo e tâmara.

 Pedras: Citrino, quart­zo rutilado, topá­zio im­perial (citrino tor­nado ama­relo por aque­ci­men­to) e topá­zio.

 Dia da semana recomen­dado para o culto e ofe­rendas semanais: Quinta-feira.

Lua recomendada (para oferenda mensal): Se­gundo dia do quarto min­guante ou primeiro dia da Lua Cheia.

 Guias ou colares: Colar com cento e oito contas (108), sendo 54 brancas e 54 amarelas. Enfiar sequencialmente uma branca e uma amarela. Fechar com firma branca. As enti­dades india­nas também utilizam o rosá­rio de sân­dalo ou tulasi de 108 con­tas (japa ma­la). Algumas criam suas pró­prias guias, se­gundo o mis­tério que trabalham.

 CLASSIFICAÇĂO DA LINHA DO ORIENTE

Suas Falanges, Espíritos e Chefes:

 01 – Falange dos Indianos: Espíritos de antigos sacerdotes, mes­tres, yogues e etc. Um de seus mais conhecidos inte­gran­tes é Ramatis. Está sob a chefia de Pai Zartu.

 02 – Falange dos Árabes e Turcos: Espíritos de mouros, guerreiros nôma­des do deserto (tuaregs), sábios marroquinos, etc… A maioria é mu­çulmana. Uma Legião está composta de rabinos, cabalistas e mestres judeus que ensinam dentro da Umbanda a mis­teriosa Cabala. Está sob a chefia de Pai Jimbaruę.

 03 – Falanges dos Chineses, Mongóis. E outros Povos do Oriente: Espíritos de chineses, tibetanos, japoneses, mongóis, etc. Curio­sa­men­te, uma Legião está in­te­grada por es­pí­ri­tos de origem esquimó, que tra­balham muito bem no desmanche de demandas e feitiços de magia ne­gra. Sob a chefia de Pai Ory do Oriente.

 04 – Falange dos Egípcios: Espíritos de antigos sacerdotes, sacer­dotisas e magos de origem egípcia antiga. Sob a chefia de Pai Inhoaraí.

 O5 – Falange dos Maias, Toltecas, Astecas e Incas: Espíritos de xamãs, chefes e guer­rei­ros destes povos. Sob a chefia de Pai Itaraiaci.

 06 – Falange dos Europeus: Não são propriamente do Oriente, mas inte­gram esta Linha que é bas­tante sincrética. Espí­ri­­tos de sábios, ma­gos, mestres e velhos gue­rreiros de origem europeia: romanos, gau­leses, ingleses, es­can­dinavos, etc. Sob a che­fia do Impe­rador Marcus I.

 07 – Falange dos Médicos e Sábios: Os espíritos desta Falange são especiali­zados na arte da cura, que é integrada por médicos e tera­peutas de diversas origens. Sob a chefia de Pai José de Arimatéia.

 Mentores de Cura

 Quem São os Mentores de Cura?

 Os mentores de cura trabalham em diversas religiões, inclusive na Umbanda. São muito discretos em sua forma de se apresentar e trabalhar, e estas formas mudam de acordo com a religião ou local em que irão atuar.

 São espíritos de grande conhecimento, seriedade e elevação espiritual. São extremamente práticos, não aceitando conversas banais ou ficar se estendendo a assuntos que vão além de sua competência ou nos quais não podem interferir, pois não são guias de consulta no sentido ao qual estamos habituados na Umbanda.

Para ter uma ideia melhor, sua consulta seria o polo oposto à consulta com um Preto Velho. Normalmente os pretos velhos dão consultas longas, cheias de ensinamentos de histórias, apelando bem para o lado emocional.

 Já os Mentores de Cura, se dirigem ao raciocínio, busca fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. Quando precisam passar algum ensinamento o fazem em frases curtas e cheias de significado, daquelas que dão margem às longas meditações.

 São espíritos que quando encarnados foram: Médicos, Enfermeiros, Boticários, Orientais (que exercem sua própria medicina desde bem antes das civilizações ocidentais), Religiosos (monges, freis, padres, freiras, etc.), ou exerceram qualquer outra atividade ligada à cura das enfermidades dos seres humanos, seja por métodos físicos, científicos ou espirituais.

 Métodos de Trabalho

Cada guia tem sua forma de restituir a saúde aos encarnados, normalmente se utilizam de meios dos quais já se utilizavam quando encarnados, mas de forma muito mais eficiente, pois após chegarem ao plano espiritual puderam aprimorar tais conhecimentos. Além disso, esses espíritos aprenderam a desenvolver a visão espiritual, através da qual podem fazer uma melhor anamnese (diagnóstico) dos males do corpo e da alma.

 Aliados aos seus próprios métodos individuais eles se utilizam de tratamentos feitos pelas equipes espirituais ou ministrados pelos encarnados com auxílio do plano espiritual.

 Alguns deles são:

  1. Cirurgia Espiritual

É realizada pelo mentor de cura incorporado ao médium. E envolve a manipulação do corpo físico através das mãos do médium, podendo ou não haver a utilização de meios cirúrgicos elementares (cortes, punções, raspagens, etc…). O maior representante deste método de trabalho no Brasil é o espírito do Dr. Fritz, mas este método é utilizado em diversas culturas e religiões.

 2. Cirurgia Perispiritual

É realizada diretamente no períspirito do paciente, com ou sem a colaboração de um médium presente, costuma ser realizada por uma equipe espiritual designada especificamente para cada caso e ser feita em dia e horário pré-determinados.

 3. Visita Espiritual

É realizada por uma equipe espiritual, que visita o paciente no local onde ele estiver repousando, também com um dia e hora predeterminados. Na visita, darão passes, farão orações, etc.…

 4. Cromoterapia

É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiuns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no duplo etérico. Muito utilizado para males de origem emocional.

 5. Fluidoterapia

É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiuns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no períspirito.

 6. Reiki

É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiuns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no duplo etérico. Muito utilizada para males de origem emocional ou psíquica e para realinhamento de chacras.

 7. Homeopatia

Indicada e receitada pelos mentores espirituais. As fórmulas são feitas normalmente por laboratório de manipulação homeopático. E devem ser tomados de acordo com o determinado.

 8. Outros

Fora estes tratamentos, também podem ser utilizados, florais de Bach, cristaloterapia, chás, aromaterapia, acupuntura, do-in, etc.…

Em alguns casos os guias também indicam dietas, alimentos a serem evitados ou ingeridos para melhoria da saúde geral.

 OBS: Para o momento da visita espiritual e cirurgia espiritual: O paciente deverá vestir-se e deitar-se com roupas claras (de preferência branca); ficar num ambiente calmo, com pouca luz e colocar ao lado um copo d’água para ser bebida após o tratamento.

Após a visita e a cirurgia, o paciente deverá manter-se em abstenção por mais 6 horas, para que a energia doada seja melhor absorvida.

Como interagem com os médiuns

 * Incorporação

É muito sutil e dificilmente inconsciente a incorporação dos mentores de cura. Muitas vezes atuam apenas na fala e só assumem o controle motor quando necessário.

 * Intuição

Alguns mentores trabalham com seus médiuns apenas pela via intuitiva, indicando as providências a tomar e tratamentos. Neste caso, é necessário um grande equilíbrio e desenvolvimento do médium, para que o mesmo não atrapalhe nas indicações dadas pelo mentor.

 * Psicografia (Receitistas)

Funciona da mesma forma que a psicografia comum, mas os espíritos comunicantes costumam psicografar receitas de tratamentos.

 Equipes Espirituais

 Cirúrgicas – São formadas da mesma forma que as equipes cirúrgicas do plano material, compostas de cirurgião, assistente, anestesista, instrumentista, enfermeiros, etc.… Apenas diferem no que se refere aos instrumentos e tecnologia utilizados. Incluindo também a aplicação de passes e energias associados a intervenção cirúrgica.

 De Oração – Formadas normalmente por espíritos religiosos, acostumados às preces quando encarnados. Estas equipes se reúnem junto ao paciente em uma corrente de orações com finalidade de equilibrar o mental e emocional do paciente e também de buscar energias dos planos superiores. Como efeito adicional, a prece tende a elevar a energia geral do ambiente onde está o paciente, assim como dos encarnados que estão atuando junto ao mesmo.

De Proteção – Quando o mal físico está associado a interferência de espíritos inferiores, essas equipes fazem a proteção do paciente, enquanto o mesmo é tratado nas cirurgias ou visitas, ou enquanto está seguindo as recomendações indicadas pelos mentores de cura.

 De Passes (passe espiritual) – Seu trabalho é realizado em sua maior parte durante as sessões de cura e durante as visitas espirituais. Dando passes no paciente, nos assistentes e nos médiuns; antes, durante e após a sessão.

 De Apoio – Estas equipes atuam levantando o histórico do paciente diretamente no seu campo mental, preparando-o através da intuição para a consulta, estimulando-o através do pensamento a reeducar hábitos nocivos, a mudar as situações que estejam prejudicando a própria saúde, inspirando-os força de vontade para continuar os tratamentos e seguir as recomendações e dietas.

 O que curam e o que não curam?

 Males Físicos – A maior parte dos males físicos de que os encarnados sofrem, são causados pelos maus hábitos, vícios e má alimentação. Os mentores nestes casos se utilizam das diversas terapias para a cura, mas principalmente esclarecem ao encarnado quanto a origem de tais males, sugerindo dietas, o abandono ou diminuição dos vícios e mudança de hábitos. Nestes casos a cura definitiva só pode ser obtida com a plena conscientização do paciente e com a sua força de vontade e compromisso na obtenção do equilíbrio orgânico.

 Males Mentais – Parte dos males mentais (depressão, angústia, apatia) é causada por obsessores, mas a maior parte deles tem por origem a própria atitude mental do paciente. Pensamentos negativos atraem energias negativas, que quando se tornam constantes e intensas podem se materializar no corpo físico na forma de doenças. Males como: úlceras, enxaquecas, hipertensão, problemas cardíacos, e até mesmo algumas formas de câncer podem ser provocados pela mente do paciente, quando esta se encontra tomada por pensamentos negativos.

Também neste caso os mentores além de indicarem os tratamentos apropriados, esclarecem ao paciente quanto a necessidade de mudar a atmosfera mental, com objetivo de não ficar atraindo continuamente energias desequilibrantes, costumam também sugerir passeios por locais da natureza e o hábito da prece como forma de atrair energias novas e regeneradoras.

 Males Kármicos – Os males Kármicos se caracterizam por doenças incuráveis (fatais ou não) tanto pela medicina alternativa, quanto por terapias alternativas ou por meios espirituais. Nestes casos o tratamento visa o alívio do paciente ou ampará-lo emocionalmente para que sua atitude mental não tome o rumo da revolta ou do desespero.

As doenças cármicas são males que escolhemos antes de encarnar como forma de resgatarmos erros passados. Típicos males Kármicos são: Cegueira de nascença, mudez, Idiotia, Epilepsia, Síndrome de Down, Más-Formações do corpo físico, etc. Na maior parte são males de nascença, embora algumas doenças possam ter sido “programadas” para surgir em determinada época da encarnação.

Nestes casos os mentores não podem (e nem deveriam) curar o corpo, pois através do padecimento deste é que o espírito está resgatando suas faltas e aprendendo valiosas lições para sua evolução e crescimento.

 Males Espirituais – São aqueles causados pela atuação dos espíritos (obsessores, vampirizadores, etc.) e que se refletem no corpo físico. Nestes casos os mentores cuidam do corpo físico enquanto o paciente é tratado também em sessões de desobsessão, descarrego etc.

Ou seja, os mentores com as terapias à seu alcance minimizam e atenuam os males causados ao corpo físico enquanto o paciente é tratado na origem espiritual do mal de que sofre.

Quando o paciente se vê livre da presença espiritual nociva, os mentores costumam ainda continuar com os tratamentos visando reparar os males que já haviam sido causados ao organismo, até que ele retorne ao seu equilíbrio.

 A Sessão de Cura (O visível e o Invisível)

Os Pacientes – O paciente deverá abster-se de bebidas alcoólicas, café, cigarro, carnes de origem animal e sexo, 24 horas antes da consulta, da visita e da cirurgia espiritual.

 A Preparação – Muito tempo antes dos portões da casa espiritual se abrir ou dos médiuns chegarem, o ambiente destinado aos tratamentos já está sendo limpo e preparado.

Os procedimentos começam com o isolamento da casa que é cercada por equipes de vigilantes espirituais (os exus), que impedem a entrada de espíritos perturbadores e fazem a limpeza fluídica dos encarnados que chegam. Caso seja necessário, podem provocar até mesmo um mal estar ou outra situação de forma a afastar as pessoas que venham a casa espiritual com má intenção ou envolta em fluidos que possam perturbar os trabalhos.

Logo após se procede à limpeza do ambiente interno da casa e em seguida há uma energização do ambiente. Em paralelo a isto, alguns espíritos trazem até o ambiente alguns fluidos extraídos da natureza, para serem utilizados posteriormente no tratamento dos pacientes.

Em seguida a isso vão chegando a casa os mentores com suas equipes de trabalho de forma a se reunirem e fazerem o planejamento dos trabalhos a serem executados.

Fora da casa espiritual, os médiuns que irão ser veículo dos mentores, devem estar se preparando física e mentalmente para os trabalhos, e já estão sendo magnetizados e preparados pelo plano espiritual de forma a terem maior sintonia com os mentores.

Quando os médiuns chegam à casa, continuam sendo preparados pelas equipes espirituais. E enquanto cuidam do ritual (incensos, cristais, velas, etc.) vão entrando em sintonia com o plano espiritual. A preparação termina com a prece de abertura, onde o pensamento dos encarnados e desencarnados se une numa súplica ao Divino Médico para que ele interceda por todos.

Após isso os mentores de cura se manifestam e dão sua mensagem individual para o início dos trabalhos.

 A Mesa – A mesa da sessão de cura é composta por 3 ou 4 médiuns que devem se manter em concentração/oração durante todo o tempo em que estiverem compondo a mesa, e só devem romper a concentração após a partida de todos mentores que estiverem trabalhando.

A mesa funciona como um ponto focal de energias, é através da mesa que chegam as energias e ordens de mais alto e são distribuídas às equipes. Por ser um local onde existe alta concentração/oração é o ponto para onde convergem as energias mais puras e mais sublimes da sessão de cura. Eventualmente, podem se manifestar à mesa algum mentor de cura, ou algum dos médiuns pode ser utilizado em alguma psicografia (por isso mesmo é interessante manter lápis e papel á mesa).

Na mesa também fica a água a ser fluidificada e o nome de algumas pessoas que receberão irradiação.

 Os Médiuns – Os médiuns que não estiverem trabalhando com seus mentores, compondo a mesa ou atuando como cambonos dos mentores devem manter o silêncio a concentração e a oração.

Devem utilizar esse momento para permitir que seus próprios mentores os preparem para futuramente trabalharem com eles. E ter também consciência de que toda a energia positiva que estiverem atraindo para os trabalhos de cura através de sua concentração/oração estará sendo amplamente utilizada pelos mentores e pelas equipes de cura para levar a caridade a todos os que estiverem sendo tratados.

 O Encerramento – No encerramento, os mentores de cura dão suas mensagens finais e partem. Neste momento os médiuns que compõem a mesa também podem romper a concentração. Todos os médiuns tomam da água fluidificada que está na mesa. E caso o dirigente julgue conveniente, pode efetuar a leitura de alguma mensagem que porventura tenha sido psicografada.

No plano espiritual, o trabalho ainda continua, com distribuição de serviço entre as equipes espirituais. Somente após a saída de todos os médiuns e com o encerramento dos trabalhos de cura no plano espiritual é que a corrente dos vigilantes (exus) se desfaz. Embora a casa continue sendo vigiada, apenas não de forma tão ostensiva.

 FALANGE DOS MÉDICOS E CURADORES

 Linha de Cura – A Falange dos Médicos ou Curadores é a sétima hierarquia da Linha do Oriente. Comandada pelo sábio José de Arimatéia (Yosef Ha-Aramataiym em hebraico), um discípulo oculto do Mestre Jesus, ela agrupa inúmeros terapeutas do corpo e da alma.

Tradições ocultas nos contam que José, um rico membro do tribunal rabínico de Jerusalém, depois de conseguir um lugar para Jesus ser sepultado, viajou para o Ocidente trazendo o Santo Graal.

 Ele teria aportado nas costas britânicas com alguns discípulos, salvando o objeto mais precioso do Cristianismo. José de Arimatéia, ao chegar onde hoje é a Inglaterra no ano de 36 D.C., encontrou lá os poderosos sacerdotes druidas e fez uma especial troca de ensinamentos e segredos esotéricos.

 Desde então, uma misteriosa escola nasceu e continuou pelos séculos. A Umbanda brasileira, legítima herdeira do esoterismo cristão, também trabalha espiritualmente com esta herança.

 A Linha do Oriente, que contém a Falange de José e a Falange dos Europeus demonstra esta riqueza admirável.

 A Falange dos Médicos do Astral é uma egrégora composta de centenas de trabalhadores espirituais. Na maioria das vezes, foram em suas últimas vidas, médicos, curandeiros, raizeiros, benzedores e rezadores. Este exército de caridade é classificado em sete agrupamentos ou Legiões (alguns as chamam de Povos).

 I – LEGIÃO DOS DOUTORES OU MÉDICOS: Composta por doutores da medicina ocidental convencional ou homeopatas: Dr. André Luiz, Dr. Rodolfo de Almeida, Dr. João Correia, Dr. José Gregório Hernandéz, entre outros.

 II – LEGIÃO DOS MÉDICOS ORIENTAIS: Terapeutas orientais, especialistas em fitoterapia, acupuntura, massagem e nas principais disciplinas médicas tradicionais da Ásia: Ramatis, Mestre Agastyar, Babaji.

 III – LEGIÃO DOS CURANDEIROS: Curandeiros e Xamãs nativos das Américas, África e Oceania: caboclos e pretos velhos, feiticeiros tradicionais, alguns exus – como o Exu Curador, Seu Maramael.

 IV – LEGIÃO DOS REZADORES: Rezadores, benzedores e os praticantes da medicina religiosa ou espiritual.  Aqui encontramos todos os que curavam pela imposição das mãos, fé e oração: Pai João Maria de Agostinho, Pai João de Camargo, Vó Nhá Chica, Mestre Philippe de Lyon, Abade Júlio.

 V – LEGIÃO DOS RAIZEIROS: Praticantes da medicina folclórica e mágica regional. São os mestres juremeiros brasileiros, os ervateiros ou chamarreiros das Américas e todos os especialistas na flora, fauna e minerais curativos: Dom Nicanor Ochoa, Mestre Inácio, Mestre Carlos de Oliveira, Mestre Rei Heron.

 VI – LEGIÃO DOS CABALISTAS E ALQUIMISTAS: Espíritos dos velhos cabalistas e alquimistas, conhecedores dos segredos das plantas e cristais: Pai Isaac da Fonseca (primeiro cabalista brasileiro), Nicolau Flamel, Paracel­sus, Pai Jacó.

 VII – LEGIÃO DOS SANTOS CURADORES: Santos católicos celebrados como médicos, curandeiros ou especialistas na cura de alguma doença:

Santa Luzia – olhos

Santa Ágata – seios

São Lazaro – doenças de pele

São Bento – envenenamentos.